View Full Version : Notícias da Copa do Mundo
Frøðø Baggins 06-06-2002, 13:01 Criei esse tópico para dar as principais notícias da copa. Aqui está a primeira:
Zahovic é expulso da seleção eslovena
SEOGWIPO, Coréia do Sul - Zlatko Zahovic, estrela da seleção da Eslovênia que insultou o técnico Srecko Katanec depois de ser substituído na partida contra a Espanha, foi expulso da equipe, anunciou nesta quinta-feira a Federação Eslovena de Futebol.
O presidente da federação, Rudy Zavru, tentou acalmar os ânimos do técnico e do jogador do Benfica, mas Zahovic manteve as críticas a Katanec.
O treinador Katanec anunciou sua demissão do posto logo que o país seja eliminado do Mundial. Derrotada por 3 a 1 pela Espanha na estréia, a equipe busca a reabilitação no grupo G diante da África do Sul, no sábado, em Daegu.
O jogador chegou a pedir perdão na véspera de ser mandado embora.
- Sinto realmente o que disse no vestiário. Sou consciente de que foram palavras muito fortes e pedi desculpas aos organizadores do Mundial e ao treinador Katanec - havia dito o ex-jogador do Valencia.
Apesar de tudo, perdeu todo o apoio de seus companheiros, que se posicionaram ao lado do treinador. Katanec recebeu o apoio do resto da equipe eslovena.
Trapattoni esclarece entrada de Inzaghi e enaltece Totti
Para o técnico, Totti ainda pode ser útil como segundo jogador de meio-campo.
- Para isso ele já adquiriu malícia. Sua genialidade o ajudará a jogar mais recuado, ainda mais que tem tido cada vez mais personalidade, tentado jogados que antes não teria coragem de arriscar.
Ainda sem falar de favoritos e surpresas na Copa, Trapattoni concorda com a dificuldade de seleções que contam com jogadores vindos de campeonatos difíceis e muito disputados, citando Itália, Espanha, França e Brasil.
- Seleções como as do Japão e da Coréia do Sul não precisaram se recuperar desse tipo de situação - afirmou, escapando pela tangente ao ser perguntado sobre destaques individuais neste Mundial. - Não cito nomes, podem ser jogadores japoneses ou sul-coreanos.
Trapattoni termina falando das diferenças no futebol de ontem e hoje, com a crescente supremacia do vigor físico.
- Parece que cortam cada vez mais os espaços. Hoje, em quinze metros de campo há dezoio jogadores! Se um deles dá um balão no outro, não há tempo para pensar e dar seqüência à jogada. O jeito é decidir o que fazer antes de receber a bola. Há jogadores que sabem fazer isso. Antes a equipe jogava em função de um jogador, mas hoje é ele que joga em conjunto. Assim, é a genialidade que faz a diferença.
Tírion Windlord 06-06-2002, 19:07 [murmurando] Olha, nao sei se vcs sabem, mas olhem esse site aqui ó:
www.uol.com.br/esportes
:lol: :lol:
Frøðø Baggins 09-06-2002, 21:51 Queria pedir pro Ugluk colocar esse tópico como sticky, pra chamar + atenção...
Felipão acredita que favoritos estarão nas oitavas
Domingo, 9 de junho de 2002, 15h08
Antonio Prada e Wanderley Nogueira
Direto de Ulsan
O técnico Luiz Felipe Scolari acredita que os favoritos França, Argentina e Itália, que sofreram derrotas inesperadas na primeira fase, ainda vão chegar às oitavas-de-final.
"Acho que eles todos vão se classificar, é a minha opinião. Por causa da tradição, porque eles têm qualidade e porque já passaram por dificuldades antes", disse.
Os três países precisam ganhar na última rodada para conseguirem avançar.
Os franceses, atuais campeões, é quem estão na posição mais delicada. Precisam ganhar por dois gols de diferença da Dinamarca.
Já a Argentina tem que vencer a Suécia por qualquer resultado. E a Itália terá que bater no México, atual líder da chave.
Com agência Reuters
Redação Terra
Uglúk o Uruk-Hai 10-06-2002, 07:00 Pronto gostei da ideia de vcs... vcs apartir de agora saum os noticieros oficiais da copa aqui no "Esporte"!!!
E não furem nas informaçoes heim?? se naum... dez chibatadas!! :twisted:
Brasil deve enfrentar Costa Rica com três reservas
ULSAN, CORÉIA DO SUL - A seleção brasileira deverá enfrentar a Costa Rica na próxima quinta-feira às 3h30m (de Brasília), em Suwon, com três reservas: Luiz Felipe Scolari poupará Roque Júnior e Ronaldinho Gaúcho, que estão pendurados com um cartão amarelo, e o lateral Roberto Carlos, sentindo dores na batata da perna esquerda. Júnior deverá ser o lateral, com Edmílson na defesa e Ricardinho no meio-campo.
A equipe realizou, sob chuva, um treino tático, a segunda atividade do dia na Universidade de Ulsan. Roberto Carlos e o meia Kléberson, que sofreu uma leve torção no tonozelo direito no treino da noite de domingo (horário do Brasil), não participaram. Os dois permaneceram no hotel fazendo tratamento. Scolari ficou orientando os reservas na metade do campo e o auxiliar Flávio Murtosa treinou jogadas ensaiadas e finalizações com os titulares na outra metade.
O médico José Luiz Runco admitiu que prefere que Roberto Carlos não enfrente a Costa Rica.
- Se tiver condição dele ser popupado, será o ideal. Já estamos classificados e na segunda fase poderemos ter jogos de 120 minutos. A decisão será tomada em conjunto entre a comissão técnica e o jogador - explicou.
Kléberson, apesar de ter o local da lesão inchado, não é problema para a partida. O atacante Ronaldinho apareceu com um pequeno curativo na parte posterior da cabeça, mas Runco disse que se trata apenas de uma pequena ferida, já medicada, e o craque treina normalmente.
O treinador Luiz Felipe Scolari comandará nesta terça-feira, no início da manhã, o único coletivo antes da partida contra os costarriquenhos.
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Pode contar comigo, GLuk![/b]
Frøðø Baggins 10-06-2002, 19:53 Atacante de Portugal marca três e iguala feito de Eusébio
Segunda, 10 de junho de 2002, 18h16
Chonju (Coréia do Sul) - O atacante português Pauleta mostrou o melhor de sua forma na hora em que a equipe mais precisava e se transformou na segunda-feira no primeiro português em 36 anos a fazer três gols no mesmo jogo em Copas.
O atacante do Bordeaux foi o grande responsável pela vitória de Portugal sobre a Polônia por 4 a 0, depois da derrota desastrosa na semana passada para os Estados Unidos.
Ele acalmou os ânimos portugueses já aos 14 minutos de jogo. Depois marcou aos 20 do segundo tempo e completou aos 32 do período final. O último português a realizar esse feito havia sido Eusébio, em 1966, contra a Coréia do Norte. O lendário Eusébio estava nas arquibancadas do estádio, em Chonju.
“Estou muito feliz, feliz por aqueles que acreditaram em mim”, disse Pauleta depois do jogo, disputado debaixo de uma chuva torrencial.
Pauleta mostrou na Copa o que ele vinha conseguindo no Bordeaux nos últimos dois anos. Ele fez 41 gols em 59 jogos desde que se transferiu para o clube francês, vindo do Deportivo La Coruña, em 2000. Na última temporada, foi escolhido o melhor jogador da França.
Antes disso, o atacante, hoje com 29 anos, já havia sido artilheiro no Estoril e no espanhol Salamanca. A próxima missão de Pauleta será enfrentar a Coréia do Sul na sexta-feira. Uma vitória garante os portugueses nas oitavas-de-final. Se os EUA perderem para a Polônia, um empate será suficiente.
“É um jogo decisivo contra uma equipe muito rápida, mas mostramos que se pode confiar em nós quando necessário. Estou tão confiante como sempre estive”, disse ele.
A maior vítima de Pauleta, o goleiro polonês Jerzy Dudek, que joga pelo Liverpool, elogiou a atuação do atacante. “Ele jogou uma partida magnífica. Sabíamos antes do jogo que tínhamos de ficar de olho nele. O técnico mandou um dos nossos o marcar homem a homem, mas ele foi fantástico.”
Reuters
Frøðø Baggins 10-06-2002, 19:55 Torcedor cai de arquibancada e é internado em estado grave no Japão
Segunda, 10 de junho de 2002, 17h33
Londres (Inglaterra) - Um torcedor escocês foi internado em coma depois de cair da arquibancada durante o jogo entre Portugal e Polônia em Chonju, Coréia do Sul, na segunda-feira, informou o Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha.
O homem foi levado ao hospital Chonbuk. “Sabemos que um homem, que acreditamos ser escocês, foi internado depois de cair sobre um alambrado durante o jogo Portugal e Polônia”, disse um porta-voz.
O porta-voz não soube informar o nome do homem ou mais detalhes sobre o incidente. Um funcionário do estádio disse que aparentemente ele escorregou nas escadarias molhadas do estádio.
“O torcedor escocês caiu no fosso e está em estado gravíssimo'', disse o funcionário, de acordo com a BBC.
O funcionário disse ainda que um torcedor polonês também tinha caído da escada, mas sem se ferir gravemente.
Reuters
Perspectiva de surpresas nas oitavas-de-final da Copa
Com o encerramento das duas primeiras rodadas da fase de classificação da Copa 2002, as perspectivas das oitavas-de-final contrariam as previsões da maioria dos analistas. Quem imaginaria que França e Argentina chegariam à última rodada precisando desesperadamente de uma vitória? E que Itália e Alemanha não podem perder?
O primeiro favorito a decidir sua vida é a França, que precisa vencer a Dinamarca para seguir na luta para ser bicampeã mundial.
Com várias favoritas em situação difícil, confrontos inesperados têm grandes possibilidades de se tornarem realidade nas oitavas. A Dinamarca lidera o Grupo A e pode enfrentar a Inglaterra, que ocupa o segundo lugar da Chave F.
E a Suécia tem chances significativas de fechar o 'grupo da morte' em primeiro lugar. O adversário dos suecos hoje seria Senegal, com Uruguai, primeiro campeão mundial, e França, atual detentora da Taça Fifa, fora da competição após os três jogos da fase inicial.
Brasil e Espanha foram as únicas seleções que já garantiram a vaga
Ao lado de resultados surpreendentes (França 0 x 1 Senegal, EUA 3 x 2 Portugal), o equilíbrio foi a marca das duas primeiras rodadas. A semelhança entre os times é evidenciada pelo fato de apenas dois times terem conquistado a vaga por antecipação: Brasil e Espanha.
Se a primeira fase terminasse hoje, os três representantes da Confederação das Américas do Norte, Central e do Caribe (Concacaf), sem títulos mundiais, estariam entre os 16 melhores: Costa Rica, Estados Unidos e México. Os mexicanos lideram o Grupo G, à frente da tricampeã Itália e da Croácia, terceira colocada em 1998.
Já a América do Sul, com oito conquistas, teria apenas uma seleção nas oitavas: o Brasil. Estariam eliminadas Argentina, Paraguai, Uruguai e Equador.
A África também colocaria três representantes na próxima etapa: Camarões, África do Sul e Senegal.
Confrontos das oitavas se a primeira fase terminasse hoje (10/6/2002):
Alemanha x África do Sul
Dinamarca x Inglaterra
Suécia x Senegal
Espanha x Camarões
México x Estados Unidos
Brasil x Rússia
Japão x Costa Rica
Coréia do Sul x Itália
botei so por curiosidade...
SELEÇÃO DA COPA DE ACORDO COM OS INTERNAUTAS VISITANTES DA PÁGINA DA GLOBO.COMM, ATÉ 10/06 às 21:02
POSIÇÃO / JOGADOR (PAÍS)/ NOTA /JOGOS
GOLEIROS
1º Sylva (Senegal) 8,42 2
2º Kahn (Alemanha) 7,96 2
ZAGUEIROS
1º Malick Diop (Senegal) 7,65 2
2º Gamarra (Paraguai) 7,2 2
3º West (Nigéria) 7 2
4º Myung Hong (Coréia do Sul) 6,95 2
LATERAIS
1º Arce (Paraguai) 8,35 2
2º Cisse (Senegal) 8,2 1
VOLANTES
1º Semshov (Rússia) 8,13 1
2º Alex (Japão) 8,03 1
3º Diao (Senegal) 7,89 2
4º Sang Yoo (Coréia do Sul) 7,52 2
MEIAS OFENSIVOS
1º Bouba Diop (Senegal) 8,43 2
2º Fadiga (Senegal) 8,06 2
3º Okocha (Nigéria) 7,84 2
4º Beckham (Inglaterra) 7,57 2
ATACANTES
1º Diouf (Senegal) 8,58 2
2º Ronaldinho (Brasil) 8,15 2
3º Klose (Alemanha) 8,13 2
4º Sun Hwang (Coréia do Sul) 8,06 2
Al Deayea iguala recorde negativo de Carbajal
Com a derrota da Arábia Saudita por 3 a 0 para a Irlanda nesta terça-feira, o goleiro Al Deayea igualou a marca negativa de 25 gols sofridos em jogos de Copas do Mundo, que pertencia ao mexicano Carbajal. A diferença é que o árabe jogou dez partidas, contra 12 do ex-recordista.
Al Deayea disputou as Copas do Mundo de 94, 98 e 2002. Na primeira, levou seis gols. Na segunda, sete. E este ano sofreu 12 gols. Além de perder para a Irlanda, os sauditas sofreram uma goleada de 8 a 0 para a Alemanha e foram derrotados por 1 a 0 para Camarões.
Aos 29 anos, Al Deayea anunciou o fim de sua carreira internacional com a seleção.
- Esta foi a minha última partida - disse.
Já Carbajal atutou em cinco Mundiais: 50, 54, 58, 62 e 60. Com ele no gol, o México só venceu uma vez: contra a República Tcheca (3 a 1), em 62. Neste jogo, o mexicano levou o gol mais rápido da história das Copas, com apenas 15 segundos.
Scolari surpreende e escala Edílson contra Costa Rica
ULSAN, Coréia do Sul - O treinador Luiz Felipe Scolari surpreendeu a todos os jornalistas e anunciou na entrevista coletiva após o treino coletivo que o atacante Edílson será titular contra a Costa Rica na quinta-feira, em Suwon. O 'capetinha' vai substituir Ronaldinho Gaúcho, poupado por estar pendurado com um cartão amarelo. Todos esperavam que Ricardinho ocupasse a vaga, já que o meia corintiano foi titular durante 29 minutos do treino, enquanto Edílson atuou em apenas 16.
- Acho que o time ficou melhor com o Edílson - disse Scolari.
Além de Ronaldinho Gaúcho, o zagueiro Roque Júnior e o lateral esquerdo Roberto Carlos também serão poupados - o primeiro está pendurado e o segundo sente dores na batata da perna esquerda. Edmílson e Júnior estão escalados.
O time jogará com Marcos, Lúcio, Anderson Polga e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista, Rivaldo e Júnior; Edílson e Ronaldinho.
O atacante Edílson reagiu com surpresa à notícia de sua escalação. Ao deixar o salão onde jogava bingo com outros jogadores, Edílson foi abordado pelos jornalistas. Ele disse que não sabia de nada, mas que esperava aproveitar a oportunidade.
- O Felipão não me disse nada. Estou sabendo através de vocês. Mas sempre disse que todos aqui estão no mesmo nível e espero aproveitar bem a oportunidade - afirmou o jogador.
Os titulares derrotaram os reservas por 2 a 1 no último coletivo, que teve a duração de 45 minutos e foi realizado na Universidade de Ulsan sob forte calor.
Juninho abriu o placar logo aos quatro minutos e Ronaldinho ampliou um minuto depois. Aos sete, Edílson diminuiu para os reservas. Aos 22, Ronaldinho voltou a marcar, mas o gol foi anulado. Cinco minutos depois, em ótima jogada, o Fenômeno driblou toda a defesa, chutou para marcar, mas Belletti salvou com a mão dentro da área. Na cobrança do pênalti, Ronaldinho acertou a trave de Rogério Ceni.
Edílson disputa bola com Gilberto Silva
O treinador Luiz Felipe Scolari escalou na equipe principal o lateral Júnior no lugar de Roberto Carlos, Edmílson na vaga de Roque Júnior e Ricardinho no meio-campo na posição de Ronaldinho Gaúcho. No fim do treino, Juninho deixou o time titular para a entrada de Edílson. Logo depois, Vampeta entrou na vaga de Ricardinho.
Foi o último treinamento do Brasil em Ulsan, na Coréia do Sul. Na manhã de quarta-feira a delegação viaja para Seul, onde se concentrará para a última partida do grupo C.
O Brasil lidera com seis pontos conquistados em dois jogos. Um empate com a Costa Rica, que tem quatro pontos ganhos, garante à equipe de Luiz Felipe Scolari o primeiro lugar da chave. A Turquia é a terceira colocada do grupo, com um ponto conquistado e a China, a lanterna, com zero ponto ganho.
Rodada do grupo H define adversário do Brasil na 2ª fase
OSAKA, Japão - O adversário do Brasil nas oitavas-de-final da Copa do Mundo será conhecido nesta sexta-feira, após a rodada decisiva do grupo H. Em Osaka, o Japão enfrenta a Tunísia e em Yokohama, no estádio da grande final do dia 30, a Rússia joga contra a Bélgica. As partidas serão às 15h30m no Japão (3h30m no Brasil).
Líder da chave com quatro pontos, os japoneses só dependem de si para fugir do confronto com a seleção brasileira na próxima fase. Para isso, basta superar os tunisianos. Neste caso, o Japão teria a Turquia pela frente. Ao time africano, que tem apenas um ponto, resta vencer por dois gols para se classificar.
- Os tunisianos são velozes, talentosos e jogam duro - alertou o japonês Shinji Ono, esperando uma partida difícil.
Escalações prováveis:
Japão: Seigo Narazaki; Naoki Matsuda, Tsuneyasu Miyamoto, Koji Nakata; Tomokazu Myojin, Junichi Inamoto, Kazuyuki Toda, Hidetoshi Nakata, Shinji Ono; Takayuki Suzuki e Atsushi Yanagisawa.
Tunísia: Ali Boumnijel; Khaled Badra, Hatem Trabelsi, Raouf Bouzaiane, Radhi Jaidi; Hassen Gabsi, Riadh Bouazizi, Slim Ben Achour, Kais Ghodhbane, Mourad Melki; Ziad Jaziri.
No outro confronto, a Rússia, segunda colocada na chave com três pontos, joga por um empate para seguir na Copa. Já a Bélgica tem que vencer e acabar com um tabu: os 'Diabos Vermelhos' empataram os últimos cinco jogos disputados em Mundiais - dois em 2002 e três em 1998.
- A Bélgica tem muita experiência em Mundiais, mas creio que podemos superá-la - afirmou o treinador russo Oleg Romantsev.
A necessidade da vitória fará com que o técnico da Bélgica, Robert Waseige, mude o estilo de jogo e coloque o seu time no ataque.
- Para isso necesitamos de mais variações - comentou.
Escalações prováveis:
Bélgica: Geert De Vlieger; Eric Deflandre, Glen De Boeck, Daniel Van Buyten, Nico Van Kerckhoven; Gert Verheyen, Timmy Simons, Yves Vanderhaeghe, Bart Goor; Marc Wilmots e Wesley Sonck.
Rússia: Ruslan Nigmatullin; Yuri Kovtun, Viktor Onopko, Yuri Nikiforov; Valery Karpin, Alexander Mostovoi, Yegor Titov, Alexei Smertin, Marat Izamilov; Ruslan Pimenov e Vladimir Beschastnykh.
EUA, Coréia do Sul e Portugal disputam duas vagas na 2ª fase
INCHEON, Coréia do Sul - Três seleções chegam à rodada decisiva do grupo D disputando duas vagas nas oitavas-de-final da Copa do Mundo. Nesta sexta-feira, Coréia do Sul e Portugal se enfrentam em Incheon, enquanto os Estados Unidos joga contra a Polônia, única eliminada na chave, em Daejeon. As partidas serão às 20h30m (8h30m no Brasil).
Jogando diante de sua torcida, a seleção sul-coreana, líder da chave com quatro pontos, precisa de um empate para se classificar. O país, que disputa sua sexta Copa, nunca avançou à segunda fase.
Já os portugueses, que chegaram como um dos favoritos no Mundial, lutam para não repetir o fracasso de França e Argentina. A equipe soma três pontos e se classifica com uma vitória. O empate só serve se os EUA perderem no outro jogo.
- Os portugueses recuperaram seu poder depois do golpe
sofrido diante dos Estados Unidos - ressaltou o treinador da coréia do Sul, Guus Hiddink.
- A torcida será o 12º torcedor contra nós. Devemos manter a calma e não perder a concentração - analisou o meia português Figo, eleito pela Fifa o melhor jogador de 2001.
Escalações prováveis:
Portugal: Vitor Baia; Nuno Frechaut, Jorge Costa, Fernando Couto, Rui Jorge; Armando Petit, Paulo Bento; Sergio Conceição, João Pinto, Luis Figo e Pauleta.
Coréia do Sul: Lee Woon-jae; Choi Jin-cheul, Hong Myung-bo, Kim Tae-young; Song Chong-gug, Kim Nam-il, Yoo Sang-chul, Park Ji-sung, Lee Eul-yong; Hwang Sun-hong e Seol Ki-hyeon.
Surpresa da chave, os Estados Unidos dependem somente de seus esforços para alcançar as oitavas-de-final. Somando quatro pontos, os americanos jogam pelo empate diante a Polônia, que perdeu seus dois jogos até aqui.
De acordo com o treinador dos EUA, Bruce Arena, o time polonês pode complicar por já não ter mais chance.
- Eles não vão querer voltar para casa sem vencer e não terão pressão. Devemos nos cuidar. Além do mais, teremos o público torcendo contra - disse.
Escalações prováveis:
Polônia: Jerzy Dudek; Jacek Bak, Tomasz Waldoch, Tomasz Hajto, Michal Zewlakow; Radoslaw Kaluzny, Arkadiusz Bak, Jacek Krzynowek; Marek Kozminski, Emmanuel Olisadebe, Pawel Kryszalowicz.
Estados Unidos: Brad Friedel; Frankie Hejduk, Pablo Mastroeni, Jeff Agoos, Tony Sanneh, Eddie Pope; John O’Brien, Earnie Stewart, DaMarcus Beasley, Landon Donovan; Brian McBride.
Del Piero, a inspiração que salvou a Itália da vergonha
http://globonews.globo.com/Globo/photo_Show/0,,698025,00.jpg
OITA, JAPÃO - Alessandro Del Piero apareceu nesta quinta-feira como o nome que salvou a Itália da eliminação na primeira fase no Mundial do Japão e Coréia do Sul. O homem, chamado no passado de 'o novo Roberto Baggio', caiu em desgraça, mas voltou a brilhar com a camisa da Azzurra.
- Poderia sonhar com isso em muitas partidas, porém jamais sonhei nesta. Mas para mim, o que importa é a classificação e espero que isto seja um crédito - disse.
Esta foi a segunda vez que o atacante atuou nesta Copa do Mundo. Anteriormente, ele havia se envolvido em uma briga com o treinador que não quis colocá-lo quando Inzaghi estava lesionado. O lugar foi ocupado por Francesco Totti. Há alguns dias, os dois voltaram a estabelecer um entendimento.
- Del Piero estava ansioso para jogar. Disse a ele extamente que lugar eu gostaria que atuasse e os pontos fortes e fracos dos atacantes. Na mesma hora, ele se colocou à disposição dizendo que quando eu precisasse poderia contar - disse Trapattoni.
Del Piero, de 27 anos, vive a maturidade em sua carreira no futebol. Atacante da Juventus, de Turim, o jogador vai aos poucos acertando o passo e o caminho de uma trajetória marcada por lances geniais, altos e baixos.
A estréia na equipe aconteceu em 1995 como uma aposta arriscada do treinador Marcello Lippi, após a venda de craques como Roberto Baggio. Rapidamente, o jogador de apenas 20 anos, fez com que os torcedores apagassem de suas mentes as lembranças de Baggio. Na temporada seguinte, brilhou na equipe italiana e conseguiu sua segunda Copa da Europa ao derrotar o Ajax, de Amsterdã, na final disputada em Roma. Mais tarde levantou o troféu da Copa Intercontinental, realizada em Tóquio.
Mas a fama, sucesso e dinheiro vieram junto com os rumores de que Del Piero passava mais tempo nas boates da moda do que nos campos de treinamentos. Mais tarde, críticas aos frágeis joelhos e lesões acabaram com o mito. Aos poucos, ele foi deixando os problemas de lado, mas as vagas de estrelas no futebol europeu já estavam ocupadas.
Do mesmo modo que a Juventus perdeu sua invencibilidade e poder em meados dos anos 90, Del Piero nunca mais brilhou tanto e estava longe de manter a regularidade requerida para ser o número um.
A seleção italiana pode ser a catapulta que Del Piero precisava para voltar ao lugar mais alto do futebol mundial. Há dois anos liderando uma equipe que em nada lembra as gerações passadas e finalista da última Euro Copa graças à sua inspiração, o atacante mostrou na partida contra o México que sua dedicação livrou, mais uma vez, a Itália da eliminação.
- Estive fora da equipe, mas nunca me entreguei. Me sinto em boa forma apesar de não ter jogado como os titulares - comentou Del Piero.
Para Scolari, a Rússia será o adversário das oitavas
ULSAN, Coréia do Sul - O técnico Luiz Felipe Scolari acredita que o Brasil terá a Rússia como adversária nas oitavas-de-final. Como o treinador sequer admite pensar na hipótese de a seleção não terminar em primeiro lugar do Grupo C - basta um empate, quinta-feira, contra a Costa Rica - ele está de olho no segundo colocado do Grupo H.
Nesta segunda-feira, ao saber que a Bélgica empatava em 1 a 1 com a Tunísia, resultado final da partida, ele se mostrou surpreso, mas deixou claro que sempre apostou nos russos como segunda força do grupo.
- É mesmo. Mas de qualquer maneira, a Bélgica ainda teria a Rússia pela frente. Não muda muito coisa - afirmou o treinador brasileiro.
Para os jogadores, tanto faz. Bélgica, Rússia ou até Japão, não há diferença. Pelo menos da boca para fora. Anderson Polga disse inicialmente, repetindo um dos mais velhos clichês do futebol, que quem quer ser campeão não pode escolher adversário. Mas acabou se traindo.
- Para ficarmos com o título temos que passar por todo mundo. Mas é lógico que o Japão joga mais motivado empurrado pela torcida - assumiu o zagueiro.
O apoiador Juninho Paulista não está preocupado em ter de enfrentar um dos anfitriões. Mas, pelo que as equipes apresentaram, acha difícil isso acontecer já na próxima fase:
- Independentemente de estar jogando em casa, o Japão tem sido a melhor equipe do grupo H e tem feito partidas bem mais interessantes do que muita seleção favorita.
O goleiro Marcos demonstrou confiança na capacidade da seleção brasileira:
- Não me preocupa o adversário que vamos enfrentar. Se formos ficar com medo dos anfitriões, a final vai acabar sendo Japão x Coréia.
O capitão Cafu não foi muito mais criativo:
- Temos que nos preocupar é com o nosso time. Se jogarmos bem, tanto fez Bélgica, Rússia ou Japão.
O curioso é que Cafu sabe muito bem como é difícil enfrentar o dono da casa numa Copa do Mundo. Em 94, nos Estados Unidos, a seleção suou para vencer os americanos por 1 a 0. Eles jogaram muito motivados, não só por estarem enfrentando uma seleção tricampeã do mundo nas oitavas-de-final, mas principalmente pelo fato de a partida ter sido disputada no dia 4 julho, data da independência dos Estados Unidos.
Cafu, reserva na época, entrou em campo depois que Leonardo foi expulso ao dar uma cotovelada em Tab Ramos. Quatro anos depois, já como titular absoluto, ele enfrentou a França, no Stade de France, em Paris, na final da Copa. O resultado, todo mundo está cansado de saber.
Talvez por isso, Denílson, que entrou na decisão da Copa de 98, tenha sido o mais sincero ao falar do adversário nas oitavas-de-final:
- Se pudermos evitar o Japão, melhor. Afinal, seria um jogo em que todo mundo estaria contra nós.
Inglaterra pode ser maior obstáculo da seleção até a final
Antes da Copa, as projeções indicavam que o Brasil enfrentaria França e Argentina entre as quartas-de-final e as semifinais. Com a eliminação prematura dos rivais, o torcedor brasileiro alimenta a ilusão de que a facilidade da primeira fase se prolongue por toda a Copa.
Mas o caminho não está tão livre assim. Até porque, ao vencerem França e Argentina, seleções como Dinamarca, Senegal e Suécia passaram a ser olhados com mais respeito. Isso sem falar na Inglaterra, que apenas confirmou sua condição de candidata ao título. O Brasil terá que enfrentar dois destes quatro países para ir à final.
O primeiro lugar do grupo C, a seleção de Luiz Felipe Scolari já confirmou. Assim, encontrará provavelmente Bélgica ou Rússia, dia 17, em Kobe, pelas oitavas-de-final. Na fase seguinte, o adversário seria o vencedor do confronto de sábado entre Dinamarca e Inglaterra.
O Brasil deixou para as semifinais o possível confronto com suecos, senegaleses, turcos ou japoneses (se confirmarem o primeiro lugar no grupo H).
Seja por qualquer caminho, se chegar à final, o adversário virá da outra chave, que já tem Alemanha, Espanha e Itália qualificadas às oitavas. Fácil foi assistir à eliminação de França e Argentina pela TV. Para chegar ao penta, o Brasil ainda vai ter que jogar muita bola.
Scolari admite erros e pede mais atenção ao time
SUWON, Coréia do Sul - Após a goleada de 5 a 2 sobre a Costa Rica, o treinador da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, afirmou ter ficado satisfeito com a atuação do time, mas admitiu que ocorreram falhas.
Segundo o treinador, o time parece relaxar um pouco quando tem vantagem no marcador, permitindo que o adversário crie situações perigosas.
- Cometemos alguns erros defensivos que são normais. Outras seleções também os cometem e não se dá tanta importância.
Scolari afirmou que pretende mostrar aos jogadores a fita com os 15 minutos finais do primeiro tempo e os 15 iniciais da segunda etapa do jogo desta quinta-feira para reduzir o número de erros nos próximos jogos.
- Conto com a boa vontade dos atletas para que eles cometam um número bem menor de erros - afirmou na coletiva oficial da Fifa.
Perguntado sobre as eliminações precoces de França e Argentina, Scolari disse que os times que permaneceram no Mundial demonstraram ter mais qualidade que as seleções que foram eliminadas.
- Então é mais difícil enfrentar contra as seleções que ficaram - resumiu, negando que o caminho do Brasil teria sido facilitado.
- Ainda não somos favoritos. Temos que seguir trabalhando com humildade e passo a passo. Passamos pela primeira fase, o que é muito importante. Outros (times) não conseguiram.
CBF quer que Fifa dê gol a Ronaldinho
O brasileiro Ronaldinho confirmou, na saída do hotel para o aeroporto de Seul, que a CBF encaminhou um recurso à Fifa para que o primeiro gol contra a Costa Rica seja computado para o Fenômeno, e não para o zagueiro Marín. A resposta deve sair na sexta-feira.
- O gol foi meu. A CBF mandou o recurso, mesmo porque a Fifa vem considerando que o gol é do atacante em divididas com os zagueiros - afirmou, em entrevista ao Sportv.
Com este gol, Ronaldinho teria quatro e ficaria a apenas um do artilheiro da Copa, o alemão Miroslav Klose.
Sobre o adversário da seleção nas oitavas-de-final, que vai sair nesta sexta-feira, Ronaldinho é evasivo.
- Quem quer ser campeão não pode escolher adversário. O time que vier, a gente tem de arrasar - ressaltou o atacante.
Maldini quebra recorde de minutos em campo
OITA, JAPÃO - Além da classificação para as oitavas-de-final, o zagueiro italiano Paolo Maldini teve outro motivo para festejar a partida desta quinta-feira contra o México. A partir de agora, ele é o jogador que passou mais tempo em campo em toda a história das Copas do Mundo.
Maldini superou o alemão Lothar Matthaus, antigo recordista com 2.052 minutos em Mundiais. O italiano assumiu o novo recorde aos 43 minutos do primeiro tempo de Itália e México. Em número de jogos, porém, Maldini ainda precisa jogar mais um pouco. Ele disputou 22 partidas pela Azzurra e terá que chegar à final para superar os 25 jogos de Matthaus.
Maradona: 'Sinto-me culpado pela derrota'
BUENOS AIRES - O ex-jogador argentino Maradona disse nesta quinta-feira que as imagens da derrota para Suécia partiram seu coração e se sente culpado por não ter estado no Japão para acompanhar os jogos da seleção de perto. O craque também criticou o treinador Marcelo Bielsa. As informações são do site do jornal 'Olé'.
'Meu coração ficou despedaçado depois que vi as imagens de Batistuta, Verón, Crespo e Aimar chorando. Sinto-me culpado porque os jogadores me queriam com eles e não estive lá', lamentou.
Após diversos pedidos, as autoridades japonesas permitiram a entrada de Maradona no país, mas o craque assistiu ao jogo, pela TV, em Cuba.
'Durante a partida, eu não parava de perguntar porque não fui ao Japão ajudar a minha equipe', disse o mais famoso camisa 10 da Argentina.
Sobre Bielsa, Maradona não poupou palavras.
'Não posso esquecer os erros de Marcelo Bielsa. Ele deveria ter escalado Batistuta e Crespo juntos no ataque desde o começo da partida. Um dia, a Argentina voltará ao topo do futebol. Mas sem ele', afirmou.
Brasil goleia Costa Rica e garante primeiro lugar do grupo C
Sem ter que se preocupar com a classificação às oitavas-de-final, a seleção brasileira goleou a Costa Rica por 5 a 2, em Suwon, na Coréia do Sul, e garantiu a liderança do grupo C na primeira fase da Copa do Mundo. Com nove pontos marcados, o Brasil foi a única seleção, além da Espanha, a ter 100% de aproveitamento até agora.
O time passeou em campo no primeiro tempo do jogo, marcando três gols, mas voltou sem determinação após o intervalo e as falhas já conhecidas da defesa quase complicaram a partida. Com um gol marcado e passe para outros dois, Júnior foi a grande estrela da equipe brasileira.
Com a derrota, a Costa Rica se despediu da Copa do Mundo. A Turquia, que venceu a China por 3 a 0, ficou com a segunda vaga do grupo. Nesta sexta-feira, a seleção brasileira ficará sabendo quem será seu adversário na próxima fase. Japão, Rússia, Bélgica e Tunísia são as possibilidades. O jogo das oitavas será realizado na próxima segunda-feira, às 8h30m (de Brasília), em Kobe, no Japão.
O primeiro gol do Brasil saiu aos dez minutos do primeiro tempo em jogada pela esquerda. Edílson cruzou para Ronaldinho, que chutou a gol, mas a bola resvalou no zagueiro Marín e entrou. Dois minutos depois, Rivaldo cobrou escanteio pela esquerda, Ronaldinho disputou a bola com dois zagueiros e chutou no canto direito do goleiro Lonnis, aumentando para 2 a 0.
O terceiro gol brasileiro foi o mais bonito marcado nesta Copa até agora. Aos 38 minutos, Júnior cruzou pela esquerda, a bola desviou na defesa da Costa Rica e o zagueiro Edmílson pegou de meia bicicleta. Dois minutos depois, porém, Wanchope diminuiu para a Costa Rica, chutando a bola que ainda foi desviada em Lúcio.
No segundo tempo, os costarriquenhos voltaram com pressão sobre a seleção. Aos dez minutos, Gomez fez o segundo gol da Costa Rica aproveitando falha da defesa do Brasil. Mas o sufoco durou pouco: Rivaldo recebeu cruzamento de Júnior pela esquerda e tocou no canto esquerdo de Lonnis. Um minuto depois foi a vez de Júnior marcar. Ele recebeu de Edmílson, entrou na área pela esquerda e tocou na saída do goleiro.
O ponto fraco da seleção na partida foi mais uma vez a defesa, que ainda mostrou muita falta de entrosamento e falhas nas disputas de bolas altas. Felipão aproveitou a partida para testar três jogadores reservas: Kaká e Kléberson estrearam na Copa, o primeiro no lugar de Rivaldo e o outro, no de Edílson. Ricardinho também foi aproveitado, no lugar de Juninho.
CBF já pensa numa possível festa pelo penta
RIO - Satisfeitos com a campanha da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa do Mundo, com três vitórias e onze gols em três jogos, os dirigentes da CBF já começam a pensar na realização de uma festa, caso o Brasil conquiste o pentacampeonato mundial.
O presidente em exercício da CBF, José Sebastião Bastos, confirmou que o assunto foi abordado em uma conversa telefônica que manteve com Ricardo Teixeira nesta quinta-feira.
O dirigente, porém, não quis se aprofundar no assunto e evitou maiores detalhes sobre a possível festa.
Portugal perde para a Coréia do Sul e é eliminado
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INCHEON, Coréia do Sul - Portugal não estava no 'grupo da morte' e nem desfalca do seu principal jogador. Ao contrário de Argentina e França, a seleção portuguesa, que antes da Copa chegou a ser apontada como uma das favoritas, foi vítima de sua própria incompetência e deu adeus ao Mundial ao ser derrotada por 1 a 0 pelos anfitriões sul-coreanos, nesta sexta-feira, em Incheon. Os donos da casa
A equipe de Luís Figo dependia do resultado da partida entre Estados Unidos e Polônia, em Daejeon. Uma derrota dos americanos permitiria a Portugal se classificar com um simples empate. Aos dez minutos de partida, os poloneses já venciam por 2 a 0. O 0 a 0 no placar em Incheon era bom para as duas equipes. Mas uma irresponsabilidade do atacante João Pinto começou a dificultar as coisas. Aos 26 minutos de partida ele deu uma entrada criminosa em Ji Park e foi expulso pelo árbitro argentino Angel Sanchez.
Quatro minutos depois, os coreanos chegaram a comemorar um gol, quando Ki Seol aproveitou disputa de bola entre Jin Choi e o goleiro Vitor Baía e tocou para a rede. Mas Choi cometeu falta em Baía e a jogada foi anulada. O primeiro tempo terminou com os poloneses ainda vencendo por 2 a 0 e a vaga nas mãos de Portugal.
Logo no primeiro minuto da etapa final, Ki Seol cabeceou a bola rente à trave esquerda de Portugal, mostrando que os coreanos não pareciam dispostos a segurar o resultado. Aos 21, Beto foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo, por falta desnecessária em Young Lee, no meio de campo. A partir daí, restava aos portugueses recuar e tentar manter o 0 a 0. Pouco depois, o atacante Pauleta aparecia nas TVs do mundo inteiro pedindo calma a dois coreanos, Young Lee e Tae Ki, antes de deixar o campo substituído, 'sugerindo' que não buscassem a vitória.
Pedido negado. Aos 25, Ji Park recebeu cruzamento da direita, matou a bola no peito e, sem deixá-la cair, driblou Sérgio Conceição. Quando a bola quicou no chão, chutou por entre as pernas de Vitor Baía. O gol, ou melhor golaço, levou a torcida ao delírio. Era a segunda vitória sul-coreana em Mundiais e a primeira classificação para uma segunda fase em seis participações.
No desespero, Portugal mostrou ao menos raça. Figo, que arriscou-se a disputar a Copa lesionado, teve mais uma atuação apagada. Mas ele quase marcou o gol de empate aos 29, em cobrança de falta. Dois minutos depois, Nuno Gomes perdeu gol feito: após disputa de bola entre Sérgio Conceição e Sang Yoo, ele furou e a bola foi para fora, diante do goleiro Lee. Aos 43, Conceição acertou a trave coreana, com um chute de primeira - e quase caiu
no choro ao ver que a bola não entrara. Aos 47, o mesmo atacante fez boa jogada pela esquerda e chutou cruzado. Lee espalmou para fora e pôs fim às esperanças portuguesas.
Como primeira colocada do Grupo D, a Coréia do Sul enfrentará a Itália, em Daejeon, na próxima terça-feira. A equipe anfitriã manteve a tradição dos países-sede que sempre passam da primeira fase. Mesmo derrotados por 3 a 1 pela Polônia, os Estados Unidos ficaram com a segunda posição na chave e enfrentarão o México, na segunda-feira, em Jeongju. Portugal, como na última vez em que esteve numa Copa, em 1986, volta para casa mais cedo.
Artilharia da Copa após a Fase de Classificação
GOLS JOGADOR
5 - Klose (Alemanha)
4 - Ronaldinho (Brasil), Tomasson (Dinamarca)
3 - Bouba Diop (Senegal), Raúl (Espanha), Rivaldo (Brasil), Vieri (Itália), Wilmots (Bélgica), Pauleta (Portugal)
2 - Borgetti (México), Cuevas (Paraguai), Larsson (Suécia), Inamoto (Japão), Hierro (Espanha), Sas (Turquia), Ronald Gomez (Costa Rica), Robbie Keane (Irlanda), Morientes (Espanha)
1 - Ahn Jung-Hwan (Coréia do Sul), Acimovic (Eslovênia), Aghahowa (Nigéria), Alexandersson (Suécia), Anders Svensson (Suécia), Arce (Paraguai), Ballack (Alemanha), Delgado (Equador), Del Piero (Itália), Davala (Turquia), Crespo (Argentina), Cimirotic (Eslovênia), Campos (Paraguai), Campbell (Inglaterra), Breen (Irlanda), Bouzaine (Tunísia), Mboma (Camarões), Mauricio Wright (Costa Rica), Mathis (EUA), Linke (Alemanha), Korkmaz (Turquia), Karpin (Rússia), Júnior (Brasil), Jancker (Alemanha), Holland (Irlanda), Sun Hwang (Coréia do Sul), Sonck (Bélgica), Schneider (Alemanha), Santa Cruz (Paraguai), Sang Yoo (Coréia do Sul), Rui Costa (Portugal), Ronaldinho Gaúcho (Brasil), Rommedahl (Dinamarca), Rodriguez (Uruguai), Winston Parks (Costa Rica), Walem (Bélgica), Van der Heyden (Bélgica), Valerón (Espanha), Torrado (México), Titov (Rússia), Sychev (Rússia), Suzuki (Japão), Roberto Carlos (Brasil), Recoba (Uruguai), Rapaic (Croácia), Radebe (África do Sul), Quinton Fortune (África do Sul), Paulo Wanchope (Costa Rica), O´Brien (EUA), Olic (Croácia), Nomvethe (África do Sul), Morishima (Japão), Morales (Uruguai), Mokoena (África do Sul), Mendieta (Espanha), Mendez (Equador), McCarthy (África do Sul), McBride (EUA), Hidetoshi Nakata (Japão), Forlan (Uruguai), Fadiga (Senegal), Etoo (Camarões), Emre (Turquia), Edmílson (Brasil), Duff (Irlanda), Diao (Senegal), Batistuta (Argentina), Beckham (Inglaterra), Beschastnykh (Rússia), Beto (Portugal), Bierhoff (Alemanha), Blanco (México), Bode (Alemanha)
Resultados dos jogos da Fase de Classificação da Copa ded 2002 na Coriea e Japão
GRUPO A - sede: CORÉIA DO SUL
França 0 x 1 Senegal
Uruguai 1 x 2 Dinamarca
Dinamarca 1 x 1 Senegal
França 0 x 0 Uruguai
Dinamarca 2 x 0 França
Senegal 3 x 3 Uruguai
GRUPO B - sede: CORÉIA DO SUL
Paraguai 2 x 2 África do Sul
Espanha 3 x 1 Eslovênia
Espanha 3 x 1 Paraguai
África do Sul 1 x 0 Eslovênia
África do Sul 2 x 3 Espanha
Eslovênia 1 x 3 Paraguai
GRUPO C - sede: CORÉIA DO SUL
Brasil 2 x 1 Turquia
China 0 x 2 Costa Rica
Brasil 4 x 0 China
Costa Rica 1 x 1 Turquia
Turquia 3 x 0 China
Costa Rica 2 x 5 Brasil
GRUPO D - sede: CORÉIA DO SUL
Coréia do Sul 2 x 0 Polônia
EUA 3 x 2 Portugal
Coréia do Sul 1 x 1 EUA
Portugal 4 x 0 Polônia
Polônia 3 x 1 EUA
Portugal 0 x 1 Coréia do Sul
GRUPO E - sede: JAPÃO
Irlanda 1 x 1 Camarões
Alemanha 8 x 0 Arábia Saudita
Alemanha 1 x 1 Irlanda
Camarões 1 x 0 Arábia Saudita
Camarões 0 x 2 Alemanha
Arábia Saudita 0 x 3 Irlanda
GRUPO F - sede: JAPÃO
Argentina 1 x 0 Nigéria
Inglaterra 1 x 1 Suécia
Suécia 2 x 1 Nigéria
Argentina 0 x 1 Inglaterra
Nigéria 0 x 0 Inglaterra
Suécia 1 x 1 Argentina
GRUPO G - sede: JAPÃO
Croácia 0 x 1 México
Itália 2 x 0 Equador
Itália 1 x 2 Croácia
México 2 x 1 Equador
Equador 1 x 0 Croácia
México 1 x 1 Itália
GRUPO H - sede: JAPÃO
Japão 2 x 2 Bélgica
Rússia 2 x 0 Tunísia
Japão 1 x 0 Rússia
Tunísia 1 x 1 Bélgica
Tunísia 0 x 2 Japão
Bélgica 3 x 2 Rússia
Próximo adversário do Brasil : Bélgica.
Os diabos vermelhos serão nosso próximo alvo, eles contam com uma equipe experiente, onde a média de idade é de 29.5 anos.
A equipe européia tem alguns bons jogadores como o atacante Wilmots que já tem 3 gols no mundial, o meio campo Walen e o outro atacnte matador Emilie Mpenza.
Seu jogo aéreo, característico jogo aéreo europeu, é um de seus pontos fortes além dos seus bons jogadores.
O time tem uma boa saída da defesa para o ataque com seus homens de ligação, o meio campo é forte e coeso.
A defesa não é tão boa, inclusive é o ponto fraco deste time que levou 5 gols em 3 jogos. Muitos espaços são definidos entre sesu defensores possibilitanto o avanço dos atacantes brasileiros, pois a mesma sai sempre em linha. Este exemplo pode ser comprovado no jogo entre Bélgica e Rússia, onde mesmo defendendo com 9 homens, a Bélgica tomou o gol pelos espaços criados por seus zagueiros.
Dinamarca e Inglaterra disputam vaga nas quartas
NIIGATA, JAPÃO - Dinamarca e Inglaterra disputam neste sábado, às 8h30m (de Brasília), na cidade japonesa de Niigata, uma vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo. O classificado deste confronto jogará contra o Brasil, caso a seleção ultrapasse as oitavas. Em caso de empate, o jogo vai para a prorrogação com 'morte súbita' e, persistindo a igualdade, haverá disputa de pênaltis.
Os dinamarqueses surpreeenderam ao terminar em primeiro lugar no grupo A, eliminando a França, atual campeã mundial. Caso cheguem às quartas, irão igualar a campanha de 98, quando foram eliminados justamente pelo Brasil. O zagueiro Laursen espera que os escandinavos promovam outra surpresa nesta Copa.
- Seria fantástico eliminar outro dos grandes - afirmou.
Pelo lado inglês, que terminou em segundo no grupo F, o 'grupo da morte', a expectativa do treinador Sven Goran Eriksson é que seu time repita a atuação que teve contra a Argentina.
- Se formos capazes de jogar como fizemos diante da Argentina, seria suficiente para passarmos de fase.
No último mundial, em 98 a Inglaterra caiu nas oitavas, após perder para os argentinos na disputa de pânaltis.
Escalações prováveis:
Dinamarca: Sorensen, Helveg, Henriksen, Laursen e Jensen; Gravesen, Tofting, Poulsen e Ebbe Sand; Rommedahl e Tomasson.
Inglaterra: David Seaman, Mills, Rio Ferdinand, Sol Campbell e Ashley Cole; Beckham, Nicky Butt, Scholes, e Sinclair; Heskey e Michael Owen.
Fifa credita a Ronaldinho primeiro gol contra Costa Rica
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SEUL, Coréia do Sul - A Fifa anunciou nesta sexta-feira em Seul que o primeiro gol do Brasil na vitória sobre a Costa Rica por 5 a 2 foi creditado para o atacante Ronaldinho. No lance, aos 10 minutos da primeira etapa, o atacante brasileiro chutou prensado com o zagueiro costarriquenho Marin. O árbitro Gamal Ghandour assinalou o gol para o jogador da Costa Rica.
Com a decisão da Fifa, o atacante passa a ter quatro gols no Mundial, tornando-se vice-artilheiro da Copa ao lado do dinamarquês Tomasson. O alemão Klose é o artilheiro, com cinco.
Na saída da seleção do hotel para o aeroporto de Seul, o atacante já se mostrava otimista quanto à decisão da Fifa.
- O gol foi meu. Comemorei bastante. A CBF mandou o recurso, mesmo porque a Fifa vem considerando que o gol é do atacante em divididas com os zagueiros - afirmou, em entrevista ao Sportv.
Com os dois gols marcados contra a Costa Rica, Ronaldinho completou 41 gols pela seleção brasileira. Ele é atualmente o quarto maior goleador da seleção, atrás apenas de Pelé (77), Romário (54) e Zico (48).
Na manhã desta sexta-feira (horário da Coréia), a seleção embarcou para o Japão. Às 17h (5h no Brasil), a equipe fará o primeiro treino em Kobe, onde jogará pelas oitavas-de-final da Copa na segunda-feira.
Os destaques e as decepções da primeira fase da Copa
DAEJEON, Coréia do Sul - Três países campeões do mundo eliminados, dois asiáticos classificados pela primeira vez para as oitavas-de-final, uma goleada de 8 a 0, outra surpresa africana que encanta o mundo... A primeira fase da Copa 2002, que terminou nesta sexta-feira, já entra para a história por uma série de resultados surpreendentes.
Foram 15 dias de competição até o momento, com 130 gols marcados (média de 2,7 por partida). Alguns jogos, é verdade, deram sono, mas muitos outros conseguiram prender a atenção dos torcedores madrugada adentro. E para resumir o que aconteceu de melhor e pior nestes 48 confrontos iniciais, a Globonews.com e o Globo On Line selecionaram os destaques da etapa classificatória da Copa. Veja os resultados.
Melhor seleção: Alemanha - Logo de cara, aplicou 8 a 0 na Arábia Saudita. A goleada está entre as cinco maiores da história dos Mundiais. Sofreu um gol aos 47 minutos do segundo tempo e acabou empatando em 1 a 1 com a Irlanda, perdendo a chance de se classificar antecipadamente. No jogo seguinte, no entanto, bateu Camarões por 2 a 0 e garantiu o primeiro lugar no Grupo E. Os 11 gols marcados deram à Alemanha o melhor ataque da primeira fase, ao lado do Brasil, outra seleção que se destacou nessa etapa.
Pior seleção: China - Nunca tinha participado de uma Copa do Mundo e deixou a impressão de que nem chegou a estrear. Perdeu os três jogos que disputou e não conseguiu fazer sequer um gol. Entrou para o pequeno clube de países que nunca balançaram as redes adversárias em Mundiais, juntando-se a Zaire (atual República Democrática do Congo), Canadá, Austrália, Grécia e Índias Holandesas (atualmente Indonésia).
Seleção que decepcionou: França - A líder do ranking da Fifa chegou à Coréia do Sul com o status de grande favorita ao título. Saiu sem obter nenhuma vitória e sem marcar gols. A ausência de Zidane nos dois primeiros jogos pode servir de atenuante, mas uma equipe que deseja ganhar a Copa não pode depender de só um jogador.
http://globonews.globo.com/Globo/photo_Show/0,,584592,00.jpgSeleção que surpreendeu: Senegal - A vitória por 1 a 0 sobre a França, na abertura da competição, foi só um aviso. Depois, os senegaleses empataram com Dinamarca (1 a 1) e Uruguai (3 a 3) e conseguiram o segundo lugar no Grupo A. A equipe africana revelou ao mundo jogadores como Diouf e Fadiga. Agora, vai tentar igualar a façanha de Camarões, que chegou às quartas-de-final na Copa de 90. Ou, quem sabe, melhorar.
http://globonews.globo.com/Globo/photo_Show/0,,645410,00.jpgMelhor jogo: Inglaterra 1 x 0 Argentina - Era o confronto mais esperado da primeira fase e correspondeu às expectativas. Os jogadores das duas equipes se entregaram de corpo e alma e proporcionaram um grande espetáculo. O astro inglês David Beckham foi o destaque, jogando uma partida inteira pela primeira vez desde a fratura no pé, no início de abril. De quebra, fez o gol da vitória, de pênalti.
Pior jogo: África do Sul 1 x 0 Eslovênia - Deu sono. Total falta de imaginação de ambos os lados. Depois de ver as duas equipes jogando, a Fifa poderia perfeitamente repensar o número de vagas nas Copas do Mundo. Outras partidas, como México 1 x 0 Croácia e Tunísia 1 x 1 Bélgica, também servem de argumento para quem acha 32 países no Mundial um exagero.
Melhor jogador: Klose (Alemanha) - Com os três gols que marcou nos 8 a 0 da Alemanha sobre a Arábia Saudita, Klose disparou na artilharia da Copa já na primeira rodada. Fez mais um no empate com a Irlanda e outro na vitória sobre Camarões, mantendo-se na liderança da artilharia e ameaçando uma escrita de 24 anos: desde 1978, o artilheiro da Copa não passa de seis gols.
http://globonews.globo.com/Globo/photo_Show/0,,555932,00.jpgJogador que decepcionou: Verón (Argentina) - Era um dos candidatos a craque da Copa, mas jogou tão mal nas duas primeiras partidas da Argentina que foi barrado do jogo decisivo contra a Suécia. Entrou no segundo tempo, mas não conseguiu ajudar seu time a virar o jogo e conseguir a classificação.
Melhor treinador: Mick McCarthy (Irlanda) - A poucos dias do início do Mundial, mandou de volta para casa a estrela do time, Roy Keanne, por indisciplina. Com uma equipe limitada, mas homogênea, conseguiu se classificar em segundo lugar no Grupo E, depois de vencer a Arábia Saudita e empatar com Camarões e a poderosa Alemanha.
Pior treinador: Giovani Trapattoni (Itália) - Mesmo tendo no elenco jogadores como Totti, Vieri, Maldini e Del Piero, se classificou apenas em segundo lugar em um grupo que tinha México, o primeiro colocado, Equador e Croácia. Sua equipe esteve a ponto de ser eliminada. Ainda assim, o máximo de ousadia que teve no jogo contra os mexicanos foi trocar Totti por Del Piero. Com Trapattoni, dois craques não ocupam o mesmo lugar no time.
Jogador revelação: Klose (Alemanha) - O que dizer de um jogador que, aos 24 anos, e sem ser a estrela do time, chega às oitavas-de-final como principal candidato à artilharia da Copa do Mundo? Os cinco gols que marcou ajudaram a Alemanha a se classificar em primeiro lugar na sua chave.
Gol mais bonito: Ji Sung Park (Coréia do Sul) - Marcou o gol que eliminou a seleção de Portugal. E que gol! Recebeu um cruzamento da esquerda, matou no peito, tirou Sérgio Conceição do lance com um toque por por cima e, de perna esquerda, mandou a bola por baixo das pernas do goleiro Vítor Baía. Um golaço que levou à loucura os torcedores que lotaram o estádio de Incheon.
Seleção da primeira fase: Khan (Alemanha), Arce (Paraguai), Rio Ferdinand (Inglaterra), Nesta (Itália) e Sorín (Argentina); Scholes (Inglaterra), Totti (Itália) e Rivaldo (Brasil); Owen (Inglaterra), Ronaldo (Brasil) e Klose (Alemanha).
Torcida japonesa comemora feito inédito
http://globonews.globo.com/Globo/photo_Show/0,,711953,00.jpgOSAKA, Japão - A histórica classificação da seleção japonesa para as oitavas-de-final da Copa do Mundo fez com que milhares de torcedores fossem às ruas comemorar o feito inédito.
Após a vitória por 2 a 0 sobre a Tunísia, na manhã desta sexta-feira (horário do Brasil), uma multidão de fanáticos pela seleção lotaram as ruas e bares da cidade de Osaka, a segunda maior do país, vestidos com a camisa do Japão e gritando o tempo todo 'Nippon!, Nippon!' (Japão!, Japão!).
Mesmo com a presença de um grande número de policiais, várias pessoas resolveram festejar a classificação à próxima fase de um jeito mais que tradicional em Osaka: com um mergulho no Rio Dotombori pulando da principal ponte da cidade.
As pessoas corriam pelas ruas, se abraçavam e pareciam não acreditar no triunfo japonês na Copa do Mundo.
- Isso é fantástico! Eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida - disse Yusuke Hayashi, um jovem estudante de 17 anos.
Outra cidade que comemorou muito a vitória foi Tóquio. Na capital, mais de 50 mil torcedores pagaram quase R$ 50 cada para assistir à partida por um telão que foi instalado dentro do Estádio Nacional de Tóquio.
No fim do jogo, uma queima de fogos iluminou o céu, com os torcedores gritando sem parar 'Banzai!...Nippon, Nippon' e fazendo a tradicional ola.
Metsu: Francês que leva Senegal à glória no Mundial
http://globonews.globo.com/Globo/photo_Show/0,,726786,00.jpg
YOKOHAMA - Senegal está a uma vitória de ser a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo. O sucesso da equipe pode ser surpresa para muita gente, menos para um francês convertido ao islamismo que tem acompanhado a transformação do futebol no país: Bruno Metsu, 48 anos, técnico da seleção de Senegal há menos de dois anos.
- Não somos sortudos. O que vocês estão vendo é o nascimento de uma grande seleção - disse o treinador, após a vitória por 2 a 1 sobre a Suécia, que classificou a seleção para as quartas-de-final da Copa 2002.
Metsu é um vitorioso à frente da equipe de Senegal, apesar de ser essa a sua primeira e ainda curta vivência como treinador de uma seleção nacional. Nascido em 28 de janeiro de 1954, no povoado francês de Coudekerque, ele jogou futebol em clubes como Anderlecht (da Bélgica), Dunkerque, Valenciennes, Lille, Niza, Roubaix e Beauvais, onde começou a carreira de treinador.
A trajetória de Metsu na seleção senegalesa começou em novembro de 2000. A federação de futebol do país não tinha renovado o contrato com o alemão Peter Schnittger e surgiu então a oportunidade para o francês, que trabalhava como técnico do Guinea, um clube africano, havia seis meses. O
primeiro título não demorou a chegar. No início deste ano, em fevereiro, a seleção de Senegal conquistou a Copa da África, superando equipes mais famosas, como Nigéria, na semifinal, e Camarões, na decisão. A vitória foi na disputa de pênaltis. Nas Eliminatórias para a Copa da Coréia e do Japão, o time de Mestu só perdeu uma vez e superou marrocos e Argélia.
Senegal não é importante para o técnico apenas por causa do futebol. Metsu se converteu ao islamismo, a religião de 92% da população senegalesa, e adotou o nome de Abdou Karim. Em 24 de março deste ano, pouco antes do início da Copa do Mundo, o vínculo com o país aumentou ainda mais: o técnico da seleção casou-se com Rojaya Ndiaye, uma jovem senegalesa.
- Metsu casou-se defifinitivamente com nosso país e com Rojaya Ndiaye - noticiou na ocasião o jornal local 'Le Soleil'.
Senegal, a França que deu certo na Copa 2002
Senegal não deve aos franceses apenas o idioma e o atual treinador da seleção. o aprendizado no futebol foi todo praticamente realizado em território francês. Foi lá que os senegaleses começaram a descobrir os segredos do jogo e hoje 21 dos 23 jogadores convocados para o Mundial atuam em clubes da França. Essa mistura Mestsu definiu como fundamental para o sucesso de Senegal até aqui na Copa: há alguns dias, ele disse que Senegal teria a força de uma equipe
africana, mas a disciplina tática do melhor clube europeu.
Assim são os senegaleses: leões indomáveis como Camarões, mas com um algo a mais do futebol francês, considerado o melhor do mundo entre 1998 e 2002.
Brasil quer resolver jogo com a Bélgica nos 90 minutos
KOBE, Japão - A seleção brasileira pretende definir a partida desta segunda-feira, contra a Bélgica, nos 90 minutos de jogo, evitando complicações na prorrogação e nos pênaltis. Nos jogos deste domingo, Senegal bateu a Suécia com um ‘gol de ouro’ e a Espanha venceu a Irlanda nos pênaltis.
- Estamos preparados para conseguir a vitória nos 90 minutos. Vamos dar o máximo – disse Rivaldo, pouco antes de a seleção brasileira fazer, neste domingo, o reconhecimento do gramado do Kobe Wing Stadium, onde será disputada a partida.
Rivaldo não concorda com a afirmação de que o Brasil é o grande favorito.
- Nesta fase de mata-mata, as equipes crescem de produção e os jogos são muito perigosos - disse.
Já os belgas pretendem explorar ao máximo o suposto favoritismo brasileiro:
- Os brasileiros são os favoritos e nós não temos esta responsabilidade (a de vencer) – disse um membro da delegação da equipe européia, que treinou a portas fechadas em Kobe.
Para o capitão Cafu, o Brasil precisa entrar em campo “com muita energia para resolver as coisas como nas partidas anteriores”.
- Chegou a hora da verdade e todo mundo está conectado para fazer valer sua experiência e enfrentar o adversário com muita tranqüilidade – acrescentou.
O zagueiro Lúcio disse, no entanto, que a seleção brasileira tem gás suficiente para resistir a uma prorrogação.
- Chegar a fases decisivas gera um estímulo extra. Ninguém está cansado e teremos condições de correr mais de 90 minutos - afirmou Lúcio.
Entre os “Diabos Vermelhos”, a principal preocupação é direcionada ao zagueiro e mais efetivo puxador de contra-ataques Glen de Boeck, que se machucou no jogo contra a Rússia e está praticamente fora da partida contra o Brasil. O jogador não pôde treinar neste sábado e, mesmo sendo poupado, não deverá ser recuperar a tempo de jogar. Seu provável substituto, Vam Meir, é mais lento na marcação, o que pode facilitar as manobras ofensivas do brasileiros.
O técnico Luiz Felipe Scolari confirmou o retorno à equipe titular do zagueiro Roque Júnior, do ala Roberto Carlos e do atacante Ronaldinho Gaúcho. No entanto, Scolari colocou Roque Júnior de líbero, no lugar de Anderson Polga, que volta ao banco. Edmílson, por sua vez, ficará no lado esquerdo da defesa, no lugar de Roque Júnior.
Após as mudanças, o goleiro Marcos garantiu que não será por problemas na zaga que o Brasil não chegará às quartas-de-final da Copa do Mundo:
- Um time é bom pelo conjunto e não por causa dos setores. Se a zaga estivesse mal como dizem, a equipe não teria chegado às oitavas-de-final - afirmou.
Brasil e Bélgica se enfrentaram três vezes: vitória dos belgas por 5 a 1 em 1962; vitória brasileira por 5 a 0 em 65; e nova vitória do Brasil, por 2 a 1, em 1988.
Espanha vence a Irlanda nos pênaltis e está nas quartas
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SUWON, Coréia do Sul - A Copa do Mundo de 2002 já tem mais uma seleção garantida nas quartas-de-final. De forma dramática, a Espanha derrotou a Irlanda por 3 a 2 nos pênaltis - a primeira decisão desta maneira no Mundial deste ano. No tempo normal, empate em 1 a 1 e, depois, 0 a 0 na prorrogação. Seu adversário sairá do confronto entre Itália e Coréia do Sul, terça-feira, em Daejeon.
O jogo começou muito movimentado e com um ritmo alucinante. As duas equipes buscaram o gol desde o início. Logo aos dois minutos do primeiro tempo, o atacante Robbie Keane fez grande jogada pela esquerda. Ele recebeu passe de Kilbane, dominou, tocou por baixo das pernas de Puyol, invadiu a área e chutou cruzado, levando perigo ao gol de Casillas.
Mas da mesma maneira como a Irlanda atacava, a Espanha respondia. Aos oito minutos, Puyol se redimiu do erro anterior. O lateral foi à linha de fundo e cruzou na área. Morientes desviou de cabeça e marcou - seu terceiro gol no Mundial -, sem chances para o goleiro Given.
Depois do gol a Espanha recuou, permitindo uma reação dos irlandeses, com chutes de Kinsella e Robbie Keane, aos 13 e aos 14 minutos, respectivamente. Com a vantagem no placar, os espanhóis se recuperaram no jogo e voltaram a atacar. Aos 23, Morientes tocou para Luis Enrique, que, em posição irregular, mandou para as redes, mas o árbitro sueco Anders Frisk assinalou impedimento.
O começo do segundo tempo foi semelhante ao do primeiro. Com um minuto, Raúl fez boa jogada na entrada da área, sofreu falta, mas o juiz deu vantagem. Na sequência, Morientes chutou em cima de Given e desperdiçou a chance do segundo gol. Aos 17, a Irlanda teve a primeira chance real de empatar. Duff foi derrubado na área e sofreu pênalti. Harte cobrou mal e Casillas defendeu, no rebote, Kilbane chutou para fora.
Mas a Irlanda ainda teria mais uma chance. Aos 44 minutos, Hierro cometeu pênalti, agarrando Quinn dentro da área. O atacante Robbie Keane cobrou com categoria e empatou, levando a decisão para a prorrogação.
Começava então a parte mais dramática da classificação da 'Fúria'. Abelda, que entrara no fim do segundo tempo, se machucou e não teve condições para disputar o tempo extra. Sem contar que o ataque titular, formado por Raúl e Morientes, foi substituído na etapa regulamentar.
Com um a menos, o time dirigido por Jose Luis Camacho passou sufoco, mas conseguiu segurar o resultado.
Depois dos 30 minutos de prorrogação, chegava a vez de o jovem goleiro Casillas, de apenas 21 anos, se transformar no herói da classificação espanhola. Sua equipe venceu por 3 a 2 e ele pegou dois pênaltis - sem contar que já defendera um no tempo normal.
Holland chutou na trave e Casillas defendeu as cobranças de Connoly e Kilbane. Mas como Juanfran e Valeron também desperdiçaram para os espanhóis, a vitória veio só com
Mendieta, o quinto batedor da 'Fúria'. Ele cobrou e assegurou a vaga nas quartas-de-final.
Frøðø Baggins 17-06-2002, 14:56 Figo pensa em deixar seleção portuguesa
Segunda, 17 de junho de 2002, 05h55
Lisboa - O jogador do Real Madrid Luis Figo está estudando a possibilidade de não voltar a vestir a camisa da seleção portuguesa, segundo fontes próximas ao atacante, publicou, nesta segunda-feira, o jornal esportivo "O Jogo".
O jogador, de 29 anos, já comentou sobre essa decisão a pessoas muito próximas a ele, mas ainda não a tornou oficial. Considerado um dos melhores jogadores do mundo e o maior ídolo deste esporte em Portugal após Eusébio, Figo está avaliando a possibilidade de não jogar mais pelo time nacional depois dos eventos ocorridos no Mundial.
Em sua volta a Portugal, muitos jogadores antes idolatrados foram alvo no aeroporto das críticas dos torcedores, que os culpam pelos maus resultados da equipe.
Apesar de que Luis Figo não foi testemunha da recepção, só fez escala em Lisboa para Madri, o ocorrido lhe afetou até o ponto de pedir sua retirada da seleção dirigida por Antonio Oliveira.
Frøðø Baggins 17-06-2002, 14:57 Morientes iguala recorde de gols da Espanha
Segunda, 17 de junho de 2002, 02h46
Ulsan – Com o gol feito nas oitavas-de-final contra a Irlanda, o atacante Morientes igualou-se a Butragueño e Hierro como os maiores goleadores espanhóis em Copas – cada um tem cinco.
Morientes já havia marcado dois contra o Paraguai e dois contra a França no Mundial de 98.
Butragueño fez todos os sus gols na Copa de 86. Já Hierro marcou um em 94, dois em 98 e outros dois neste Mundial.
Confira a relação de artilheiros espanhóis:
Gols – nome
5 - Butragueño
Hierro
Morientes
4 - Basora
Zarra
Míchel
3 - Salinas
Caminero
Raúl
2 Lángara
Igoa
Calderé
J.A. Goikoetxea
Luis Enrique
Kiko
EFE
Frøðø Baggins 17-06-2002, 14:58 Jogadores encaram Inglaterra como final antecipada
Segunda, 17 de junho de 2002, 13h32
Antonio Prada e Wanderley Nogueira
Direto de Kobe
Depois de passar pela Bélgica nas oitavas-de-final nesta segunda-feira, o próximo adversário da Seleção será a Inglaterra, jogo que é considerado pelos atletas brasileiros como um duelo digno de uma final de Copa do Mundo.
"Vamos pensar agora na Inglaterra. É uma final", disse Ronaldo.
Ao marcar seu quinto gol no Mundial, o atacante Ronaldo prevê uma partida de igual para igual com os ingleses. Rivaldo, que também marcou o seu (o quarto na competição) tem a mesma opinião do companheiro de ataque.
"Poderia ser a final, mas infelizmente é um jogo das quartas", disse Rivaldo, que em poucos segundos antes de marcar o primeiro gol brasileiro, pensou em dar uma bicicleta e fazer um gol igual como fez no Barcelona, em um jogo contra o Valencia, pelo Campeonato Espanhol.
Para o zagueiro Edmílson, enquanto os ingleses tem Beckham e Owen, o Brasil não fica atrás com o trio de Erres no ataque, chegando até a comparar os ingleses com a seleção belga.
"É uma grande equipe que joga no estilo da Bélgica, mas tem qualidade na bola no chão. Assistimos aos jogos, vamos observar mais, tanto as qualidades boas quanto as ruins", disse.
"O Brasil também tem Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo. É jogo de duas equipes e espero que nós da defesa tenhamos menos trabalho. Já a Inglaterra tem tanta obrigação de vencer quanto o Brasil, o que deve abrir alguns espaços para nós", afirmou o goleiro Marcos, o melhor em campo com pelo menos três espetaculares, que espera não sofrer tanto contra os ingleses como no jogo nas oitavas, quando garantiu a vitória por 2 a 0.
Já o lateral-esquerdo Roberto Carlos, o único pendurado da Seleção, não perdeu a chance de dar uma estocada nos próximos rivais deste Mundial. Além disso, ele foi na maré contrária dos jogadores, afirmando que o jogo de sexta-feira, às 3h30, não pode ser considerado como uma final antecipada.
"É mais uma fase na competição. A final é no dia 30", disse o lateral, que disparou: "Eles conhecem bem o time do Brasil. Acho que não tinham muito o que fazer no hotel e por isso vieram ver o jogo".
Quem não entrou na polêmica sobre os próximos adversários, foi o zagueiro Roque Júnior, que preferiu explicar seu lance polêmico com o meia Wilmots no primeiro tempo. "Ele (Wilmots) bateu com o cotovelo na minha nuca e quando fui subir já estava escorado. O juiz viu e deu. Acabou", afirmou o zagueiro sobre o gol anulado pelo jamaicano Peter Prendergast.
Redação Terra
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Frøðø Baggins 17-06-2002, 14:59 Técnico da Bélgica diz que gol de sua equipe era válido
Segunda, 17 de junho de 2002, 12h41
Kobe - O técnico da Bélgica, Robert Waseige, declarou-se surpreso com a anulação do gol de Marc Wilmots na partida em que o Brasil esta terça-feira venceu a Bélgica por 2 a 0.
Waseige criticou a decisão do árbitro jamaicano Peter Prendergast e afirmou que os espectadores "seguramente também se surpreenderam".
"Anularam um gol sem razão, acho que se viu isso nas imagens da televisão. Acho que as grandes equipes têm a sorte de seu lado, como o gol de Ronaldo que foi desviado em sua trajetória". Sobre a seleção brasileira, o técnico destacou a atuação de Rivaldo.
"É preciso aplaudir o talento de Rivaldo e é preciso levar em conta que o Brasil tem vários astros dentro de sua seleção, enquanto que a Bélgica possui uma grande equipe com uma visão coletiva muito importante. Mas o talento de Rivaldo marcou o resultado", declarou.
Sobre a eliminação da Bélgica e sua má sorte em marcar no segundo tempo, assegurou que "no futebol há coisas que são inexplicáveis, por exemplo quando Rivaldo dispara e um jogador belga desvia a bola que entra no gol".
Frøðø Baggins 17-06-2002, 15:02 http://globonews.globo.com/Globo/photo_Show/0,,733532,00.jpg
Scolari elogia espírito de luta dos jogadores
KOBE, Japão - O treinador da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, afirmou ter ficado muito satisfeito com a atuação da equipe na vitória por 2 a 0 sobre a Bélgica nesta segunda-feira em Kobe (Japão). Scolari elogiou o espírito de luta dos jogadores e afirmou que eles cumpriram suas determinações.
- Estou muito contente. Tudo aquilo que imaginei em uma equipe estou conseguindo na seleção: amizade, trabalho e dedicação.
Principal responsável pela volta de Ronaldinho à seleção, Luiz Felipe Scolari elogiou o atacante, que marcou cinco gols em quatro jogos e divide a artilharia do Mundial com o alemão Klose.
- Os jogadores se uniram e nós sabíamos que tínhamos que marcar gols. E temos jogadores para marcar gols, como Ronaldinho.
O treinador brasileiro reconheceu méritos da Bélgica na defesa e na saída para o campo de ataque e elogiou o desempenho dos defensores brasileiros.
- Sabíamos que a Bélgica iria atuar com bolas altas e estávamos preparados para isso.
Questionado sobre a Inglaterra, adversário de sexta-feira pelas quartas-de-final do Mundial, Scolari não quis fazer comentários.
- Agora só quero descansar.
Coréia do Sul elimina a Itália e está nas quartas-de-final
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DAEJEON, Coréia do Sul - A seleção da Coréia do Sul provou nesta terça-feira que é mesmo uma das maiores surpresas da Copa do Mundo de 2002. Co-anfitriã da competição, que pela primeira vez é disputada na Ásia, a equipe comandada pelo técnico holandês Guus Hiddink derrotou a Itália por 2 a 1, com um 'gol de ouro' de Ahn, aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação.
O resultado colocou a equipe nas quartas-de-final para enfrentar a Espanha, no mesmo dia em que o maior rival, o Japão, foi eliminado pela Turquia. O jogo foi disputado em Daejeon e a sensacional torcida, que lotou o belo e moderno estádio, empurrou a equipe para a vitória.
A Itália, no entanto, terá motivos para reclamar mais uma vez da arbitragem, desta vez do árbitro equatoriano Byron Moreno. Ele expulsou Totti na prorrogação por uma suposta simulação para cavar um pênalti e anulou um gol de Tommasi, também no tempo extra, marcando impedimento inexistente.
O jogo foi disputadíssimo e teve muitos lances ríspidos. Os italianos abriram o placar aos 18 minutos do primeiro tempo, após escanteio cobrado por Totti, que Vieri desviou de cabeça. Neste momento, a Coréia já perdera um pênalti aos quatro, marcado naqueles típicos agarrões dentro da área, que só de vez em quando os árbitros assinalam: Ahn cobrou e Buffon defendeu.
O time da casa só conseguiu o empate, de maneira dramática, aos 43 minutos da segunda etapa. Ki Hyeon Seol aproveitou a falha de Panucci e chutou de canhota, sem chances para Buffon.
Com o empate no tempo normal, a partida foi decidida na prorrogação. As duas seleções tiveram chances de garantir a classificação até que aos 12 minutos do segundo tempo, Ahn, o mesmo que desperdiçou o pênalti marcou de cabeça, superando Maldini e selou a sorte dos italianos.
Os italianos não eram eliminados nas oitavas-de-final de uma Copa do Mundo desde 1986, quando perderam por 2 a 0 para a França.
Seleção inglesa na expectativa da recuperação de Owen e Scholes
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HIGASHIURA, Japão - Os ingleses esperam e rezam pela recuperação de Owen. Nesta terça-feira, o principal atacante da seleção não participou do coletivo e também faltou à coletiva de imprensa para a qual estava escalado. Desde o jogo contra a Dinamarca, há três dias, que o craque não treina com a equipe por causa de uma lesão no músculo adutor da coxa. No intervalo da partida pelas oitavas-de-final, foi substituído por precaução e agora realmente começa a assustar os britânicos com a possibilidade de ser um desfalque para o confronto contra o Brasil na próxima sexta.
- Seria péssimo se o Owen não jogasse. Esperamos que ele esteja recuperado, mas todos precisam estar com 100% de condições para enfrentar o Brasil. Acho que os jogadores vão querer estar todos prontos para o jogo - afirmou Tord Grip, auxiliar-técnico.
Quem preocupa menos a Inglaterra para as quartas-de-final é o meia Paul Scholes. Com um entorse no tornozelo, o jogador também não treinou nesta terça-feira, mas substituiu Owen na coletiva de imprensa e confirmou que estará em campo contra o Brasil. Outro que tem presença quase garantida é o atacante Darius Vassel. Apesar de também não ter participado da atividade com os outros jogadores por causa de dores nas costas, pouco assusta a comissão técnica inglesa.
O meia Hargreaves já treinou separadamente nesta terça e deve ficar à disposição para enfrentar o Brasil. O jogador saiu durante a vitória sobre a Argentina, a segunda partida pela primeira fase, devido a uma pancada na canela e ficou fora de dois jogos.
Beckham avisa: 'Não temos medo do Brasil'
Após o treino desta terça-feira, o meia David Beckham disse que a seleção inglesa respeita o Brasil, mas não o teme.
- É claro que eles podem ser vencidos. Fomos assistir ao jogo porque eles são o Brasil, mas também para ver que tipo de time eles são e, para ser justo, acredito que a Bélgica causou alguns problemas, o que foi bom. Não estamos tão preocupados em jogar contra eles. Acredito que é a confiança que temos que ter, porque, se ficarmos preocupados com o Brasil, começaremos perdendo por 1 a 0 antes mesmo do jogo começar. Temos que chegar lá pensando em vencê-los. O nome Brasil talvez seja o bastante para assustar algumas pessoas, mas teremos que ir lá e não nos intimidar - afirmou Beckham.
O craque fez questão de falar sobre Roberto Carlos.
- Já nos enfrentamos duas vezes, pela Liga dos Campeões, portanto, o conheço bem e sei que é, antes de tudo, um jogador de ataque. Sempre disse que ele é o melhor lateral do Mundo, e o que vi na partida contra a Bélgica não me fez mudar de opinião - afirmou Beckham.
Hierro confirma que deixará seleção espanhola depois da Copa
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ULSAN, Coréia do Sul - Fernando Hierro, capitão e zagueiro da Espanha, deixará a seleção depois da Copa do Mundo, informou o próprio jogador em entrevista coletiva nesta terça-feira. Acompanhado do treinador, Jose Camacho e do vice-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Juan Padrón, o jogador do Real Madri disse que a decisão já havia sido tomada há tempos.
- Deixo a seleção satisfeito. Dei tudo pela camisa do país. É uma decisão dura, difícil e dolorosa, mas acredito que depois do Mundial seja o melhor momento - disse Hierro, visivelmente emocionado.
Maior goleador da Fúria e o jogador que mais partidas disputou pela equipe, Hierro fez sua estréia em setembro de 1989 na vitória por 1 a 0 sobre a Polônia. Está atuando em sua quarta Copa do Mundo. Ele participou de 88 jogos e marcou 29 gols, incluindo os dois de pênalti nesta Copa do Mundo.
Vai continuar jogando no Real Madri, clube no qual também é capitão e joga desde 1989. No time merengue, Hierro ganhou o Mundial Interclubes de 1998, a Liga dos Campeões da Europa de 1998, 2000 e 2002, além de quatro campeonatos da Espanha e uma Copa do Rei.
Torcedores italianos gritam 'morte ao árbitro'
ROMA - Os torcedores italianos reagiram com raiva, descrença e muito choro à eliminação da Copa e atribuíram ao árbitro equatoriano Byron Moreno a derrota para a Coréia do Sul por 2 a 1 no segundo tempo da prorrogação. "Morte ao árbitro", gritavam centenas de torcedores italianos reunidos no centro de Roma para assistir à partida em um telão.
- Francamente, foi um roubo - disse o mais famoso comentarista de futebol da TV italiana, Bruno Pizzul.
O ministro Franco Frattini também atribuiu ao juiz da partida a culpa pela derrota:
- O árbitro foi uma desgraça, absolutamente escandaloso. Nunca vi um jogo como esse. Parece que eles simplesmente se sentaram em torno de uma mesa e decidiram nos eliminar.
Os italianos que se reuniram para ver o jogo em praças, bares e escritórios se abraçavam e procuravam se consolar uns aos outros. Muitos choravam copiosamente.
- Esperava a vitória. A dor é enorme. Não há justiça no mundo, especialmente com esse juiz - disse a torcedora Rosalba Petrone, que assistiu ao jogo com os amigos na Piazza del Popolo.
Surpresas e um clássico marcam as quartas-de-final
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RIO - Em um Mundial marcado por resultados inesperados, a metade das oito seleções classificadas para as quartas-de-final da Copa 2002 são times que nem o mais fanático dos torcedores esperava que estivessem entre as oito melhores: Coréia do Sul, Senegal, Turquia e Estados Unidos. A missão dos três países com títulos mundiais (Brasil, Inglaterra e Alemanha) e da Espanha é manter o domínio de seleções tradicionais.
O confronto mais esperado abre as quartas-de-final na sexta-feira às 3h30m. De um lado, o país do futebol. Do outro, os pais do esporte. Semifinal antecipada para muitos analistas,
Brasil e Inglaterra reúnem cinco dos 16 títulos mundiais e o ataque mais positivo da Copa (Brasil, 13 gols) contra a melhor defesa (os ingleses levaram apenas um gol em quatro jogos).
A partida mais surpreendente das oitavas-de-final opõe uma seleção estreante em Mundiais e outra que disputa a competição apenas pela segunda vez. Surpresa desde o jogo de abertura do Mundial, quando derrotou a campeã mundial França, Senegal luta por uma vaga na semifinal contra a Turquia, que não participava de uma Copa do Mundo há 48 anos (desde 1954).
Uma das duas equipes disputará uma das semifinais de uma competição em que três favoritos ao título - França, Argentina e Portugal - foram eliminados na primeira fase.
Outra supresa nas quartas-de-final é a seleção dos Estados Unidos. Em quatro anos, os EUA pularam da última colocação na Copa de 98 para o seleto grupo dos oito melhores do mundo. Desde 30, quando chegou às semifinais, a seleção americana não conseguia um desempenho tão bom.
O próximo desafio é a tradição da Alemanha, pela 13ª vez seguida nas quartas-de-final. Atuando no melhor estilo do futebol alemão - pouca técnica, extrema frieza e eficiência -, a equipe comandada por Voeller é favorita para chegar à semifinal. Mas como o favoritismo não está valendo nesta Copa, as alemães tem consciência que todo cuidado é pouco com os EUA.
O vencedor enfrenta na semifinal Espanha ou Coréia do Sul. Com 100% de aproveitamento na primeira fase, os espanhóis sofreram para superar a Irlanda (vitória nos pênaltis) e terão que superar a empolgação dos sul-coreanos. Co-anfitriã da Copa, a Coréia do Sul deixou de ser um time sem uma vitória sequer nas cinco Copas que disputou para estar entre os oito melhores, eliminando a tricampeã Itália com um gol de ouro. A Espanha tenta chegar pela primeira vez entre os quatro melhores em 52 anos. A única vez foi em 1950.
Brasil só perdeu uma vez com camisa azul em Copas
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RIO - Se depender da superstição, o Brasil tem grandes possibilidades de se classificar para as semifinais da Copa do Mundo 2002. Desde 1952, quando adotou a camisa amarela após o trauma pela derrota na final de 50, a seleção brasileira disputou sete partidas em Copas com a camisa azul, cor que vai utilizar no jogo desta sexta-feira contra a Inglaterra. E o saldo é positivo: cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota. A camisa amarela foi vestida nas outras 63 partidas, incluindo as quatro em 2002.
Com a camisa azul, a seleção conquistou o primeiro título mundial, derrotando a Suécia na final da Copa de 1958 por 5 a 2. Como o adversário também queria usar a camisa amarela, a decisão foi feita em sorteio, vencido pelos suecos. Diante do temor de alguns que o azul poderia dar azar, o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, argumentou que a equipe entraria para a decisão usando a cor do 'manto de Nossa Senhora Aparecida'. E o resultado foi a goleada, que permanece como o maior placar já registrado em uma decisão de Mundial.
Romário marcou o gol da vitória do Brasil sobre a Suécia na semifinal de 1994
Contra a Suécia, o Brasil jogou outras duas vezes de azul, ambas em 1994: empate em 1 a 1 na primeira fase e vitória por 1 a 0 na semifinal. Dos sete jogos da campanha do tetra, três foram realizados com o uniforme reserva. Além dos jogos contra os suecos, a equipe venceu a Holanda por 3 a 2 nas quartas-de-final com a camisa número dois.
A única derrota de azul ocorreu em 1974. Diante da Holanda de Cruijff e Neeskens, o Brasil perdeu por 2 a 0 e ficou fora da decisão do Mundial disputado na Alemanha.
O Brasil enfrentará a Inglaterra na sexta-feira com a camisa azul porque o adversário, oficialmente, é o mandante da partida e tem o direito de escolher o uniforme. Como a Federação Inglesa optou pela camisa branca, o Brasil usará azul, atendendo à preferência da Fifa de que um time use uniforme claro e outro escuro.
Os jogos do Brasil em Copas com a camisa azul*:
1958: Brasil 5 x 2 Suécia - final
1974: Brasil 2 x 1 Argentina - quartas-de-final
1974: Brasil 0 x 2 Holanda - quartas-de-final
1978: Brasil 3 x 1 Polônia - quartas-de-final
1994: Brasil 1 x 1 Suécia - primeira fase
1994: Brasil 3 x 2 Holanda - quartas-de-final
1994: Brasil 1 x 0 Suécia - semifinal
*a partir de 54
Globalização na Copa: cinco confederações nas quartas
RIO - A globalização que marca o início do século XXI chegou definitivamente ao futebol. Pela primeira vez em 72 anos de disputa, uma Copa do Mundo reúne entre os oito melhores times representantes de todas as confederações que participam da competição: Europa, América do Sul, América Central e do Norte, África e Ásia. A exceção é a Oceania, que não teve seleção na Copa 2002.
Detentora da metade dos títulos mundiais (oito), a Europa classificou apenas quatro (Alemanha, Inglaterra, Espanha e Turquia) das 15 seleções do continente para as oitavas-de-final. O número é o menor desde 1930, quando somente quatro países europeus disputaram a Copa no Uruguai e dois ficaram entre os oito primeiros (Iugoslávia e Romênia). O contrário ocorreu quatro anos depois, quando os oito primeiros colocados foram europeus.
Também com oito títulos mundiais, a América do Sul é representada apenas pelo Brasil no primeiro Mundial do século XXI após as eliminações de Argentina, Uruguai, Equador (primeira fase) e Paraguai (oitavas).
Na primeira vez que sedia uma Copa, a Ásia estréia nas oitavas-de-final, graças à Coréia do Sul. Em seis participações anteriores em Mundiais, os sul-coreanos jamais tinham vencido uma partida. Em 2002, conseguiram três vitórias em quatro partidas, incluindo o triunfo na prorrogação sobre a tricampeã Itália.
Em permanente evolução, o continente africano chega pela segunda vez às quartas e Senegal pode se tornar a primeira seleção da África a disputar uma semifinal. Em 90, Camarões vencia a Inglaterra por 2 a 1, mas acabou derrotado.
Últimos colocados na Copa de 98, os Estados Unidos mantêm a Concacaf em 2002. O desempenho da seleção americana é o melhor desde 1930, quando o país chegou às semifinais.
Perugia desmente dispensa de coreano que fez gol de ouro
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ROMA, Itália - O destino do sul-coreano Ahn Jung-hwan no Perugia ainda não está definido. Um comunicado do clube italiano desmentiu nesta quarta-feira as informações divulgadas pela imprensa de que o algoz da Itália na Copa do Mundo havia sido dispensado.
Ahn fez o gol de ouro que deu a vitória à Coréia do Sul por 2 a 1 e eliminou os italianos do Mundial. O comunicado do Perugia, clube onde o jogador atua emprestado desde 2000, diz que o atacante, 'como faz sempre, deu sua contribuição à camisa que estava vestindo, que era a de seu país'.
O presidente do clube, Luciano Gaucci, havia dito em uma entrevista ao jornal 'Gazzetta dello Sport' que Ahn 'nao voltaria a por os pés no Perugia'. O comunicado do time também diz que o presidente tem direito de se sentir ofendido por algumas palavras usadas pelo coreano ao fim da partida. Segundo a nota, o presidente ainda nao decidiu o que fazer.
Ahn, de 26 anos, foi muito criticado pela imprensa italiana. O diário 'Il Messaggero' conta que ele chegou ao Perugia no 'pacote' da Daewoo, patrocinadora do time. O jornal revelou que o atacante é 'alérgico' ao idioma italiano, que só sabe dizer 'ciao' e que durante meses teve vários problemas de alimentação pois não gosta da comida italiana. A imprensa lembrou ainda que em dois anos atuando no futebol italiano, o novo ídolo coreano jogou apenas 25 partidas.
Mas de acordo com a imprensa internacional, o jogador não deverá se preocupar com a revolta dos italianos por que times como Barcelona, Glasgow Rangers e clubes alemães já estariam interessados em contratá-lo.
Os números das duas primeiras fases do Mundial
YOKOHAMA, Japão - Terminadas a primeira fase e as oitavas-de-final da Copa do Mundo no Japão e na Coréia do Sul, já foram disputadas 56 partidas, com 147 gols e média de 2,63 por jogo. A marca é inferior a das Copas de 98, na França (2,67), e de 94, nos EUA (2,71), mas superior a dos Mundiais de 90, na Itália (2,21), e de 86, no México (2,54). A seleção que mais balançou a rede adversária foi o Brasil, com 13 gols marcados. A artilharia da competição é dividida pelo brasileiro Ronaldinho e pelo alemão Klose, ambos com cinco gols. A Inglaterra, próxima adversária da seleção brasileira, pelas quartas-de-final, tem a melhor defesa, ao lado da Alemanha, com apenas um gol concedido.
Outros números do Mundial:
Jogos: 56
Vitórias: 41
Empates: 15
Gols: 147
Média de gol por jogo: 2,63
Gols no primeiro tempo: 62
Gols no segundo tempo: 83
Gols em prorrogação: 2
Disputa por pênalti: 1
Gol mais rápido: Emmanuel Olisadebe (Polônia) - aos 3 minutos, contra os EUA
Equipe que mais fez gols: Brasil - 13
Artilheiro: Miroslav Klose (Alemanha) e Ronaldinho (Brasil) - 5 gols
Piores ataques: França, China e Arábia Saudita - zero
Melhor defesa: Inglaterra e Alemanha - 1 gol concedido
Seleção que mais chutou a gol: Alemanha - 66
Jogador que mais chutou a gol: Christian Vieri (Itália) - 19
Time que mais acertou a direção do gol: Brasil - 31
Jogador que mais acertou a direção do gol: Ronaldinho - 12
Seleção que menos chutou a gol: China - 19
País que menos acertou a direção do gol: Tunísia - 6
Partida com mais faltas: Japão 1 x 0 Rússia - 62
Quem mais fez faltas: Japão - 99
Jogador que mais fez falta: Clever Chala - 17
Quem mais recebeu faltas: El Hadji Diouf (Senegal) - 20
Partida com menos faltas: Nigéria 0 x 0 Inglaterra - 19
Cartões vermelhos: 16
Partida com mais cartões vermelhos: Brasil 2 x 1 Turquia, Alemanha 2 x 0 Camarões, Paraguai 3 x 1 Eslovênia e Coréia do Sul 1 x 0 Portugal - 2
Seleção com mais expulsões: Paraguai, Portugal e Turquia - 2
Cartões amarelos: 230 (sem contar duplo cartão amarelo em uma mesma partida, resultando em vermelho)
Partida com maior número de cartões: Alemanha 2 x 0 Camarões (2 vermelhos e 12 amarelos)
Partida com menor número de cartões: Alemanha 1 x 1 Irlanda e Nigéria 0 x 0 Inglaterra - zero
Seleção com mais cartões: Alemanha, Senegal e Turquia - 12
Seleção com menos cartões: Nigéria - 2
Pênaltis marcados: 18
Pênaltis convertidos: 13
Cobranças na disputa por penalidades: 10
Cobrança perdidas nas disputas por penalidades: 5
Gols contra: 3
Equipe com mais posse de bola: México (67%), contra os EUA, nas oitavas
Maior número de escanteios: Argentina - 33
Menor número de escanteios: Arábia Saudita - 4
Maior número de impedimentos: Brasil e Espanha - 20
Menor número de impedimentos: Eslovênia - 3
Maior goleada: Alemanha 8 x o Arábia Saudita
Empates em 0 a 0: 2 (França x Uruguai e Inglaterra x Nigéria)
Brasil tem três jogadores no Dream Team da Fifa
YOKOHAMA, Japão - O Brasil é o único pais a ter três jogadores na 'seleção dos sonhos' de toda a história das Copas do Mundo divulgada nesta quarta-feira pela Fifa. O lateral-esquerdo Roberto Carlos, os atacantes Romário e Pelé foram escolhidos pelo público, que elegeu os 11 jogadores entre os 150 craques selecionados na página da entidade na Internet.
Dos eleitos, apenas cinco estão em atividade: além de Roberto Carlos e Romário, os italianos Roberto Baggio e Paolo Maldini e o francês Zinedine Zidane.
A seleção escolhida é formada por Yashin (Rússia), Beckenbauer (Alemanha), Maldini (Itália) e Roberto Carlos (Brasil); Platini (França), Maradona (Argentina), Zidane (França) e Baggio (Itália); Cruyff (Holanda), Pelé (Brasil) e Romário (Brasil).
O detalhe para a equipe escolhida é a ausência quase que completa de jogadores defensivos, apenas três (Beckenbauer, Maldini e Roberto Carlos), sem contar que o meio-campo tem jogadores apenas de criação, sem nenhum cabeça-de-área (Maradona, Baggio, Zidane e Platini).
O jogador mais votado foi o argentino Diego Maradona, com 111.035 votos. Pelé veio logo atrás com 107.539. No ano passado, os dois protagonizaram um duelo quando a Fifa resolveu abrir votação, também pela Internet, sobre quem seria o jogador do século. O craque argentino ganhava a eleição quando a entidade que dirige o futebol mundial mudou as regras.
A votação começou a ganhar contornos de incidente diplomático, já que os argentinos se sentiam lesados por Maradona, que liderava, não ganhar o prêmio. A Fifa optou por dar ao 'Pibe argentino' o título de 'melhor jogador do século em votação da Internet', uma espécie de troféu de consolação. Pelé ficou com o título de 'Jogador do Século', o que gerou críticas de Maradona e do povo argentino em geral.
Internautas apostam em vitória apertada do Brasil
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RIO - Pesquisa realizada pelo portal Globo.com mostra que a maior parte dos 21.184 internautas que responderam à pergunta 'Qual é a sua aposta para Brasil X Inglaterra?' acredita em vitória apertada da seleção brasileira. Dos internautas, 61,8% marcaram essa opção. A segunda opção mais votada como resposta foi 'Ganhamos a passagem de volta', marcada por 17,1%. Para 15,8% dos que participaram da sondagem, o Brasil vencerá fácil. Já para 5,3%, a seleção brasileira derrotará os ingleses nos pênaltis.
Mas os ingleses, mais chegados a apostas valendo dinheiro, também estão otimistas. A casa de apostas britânica Ladbrokes registrou o maior investimento na seleção da Inglaterra dessa Copa. Nesta quinta-feira, um apostador de West Midlands investiu 100 mil libras (US$ 149,7 mil) no English Team. Antes, a equipe do técnico Sven-Goran Eriksson valia 7 libras para cada duas apostadas, em caso de conquista do título. Com o aumento do favoritismo inglês, a cotação caiu para 3-1 (para cada libra apostada, três são pagas como prêmio).
- Ele (o apostador) fez algumas apostas monstruosas ao longo do Mundial - disse o porta-voz do Ladbrokes, Sean Boyce.
Com a aposta, a Inglaterra ficou em segundo lugar como favorita, ficando atrás do Brasil. Espanha e Alemanha vêm em seguida, cada uma com apostas valendo 7-2 (para cada duas libras apostadas, sete em prêmio).
Eriksson x Scolari: a vitória pode sair do banco
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SHIZUOKA - Muito está se falando dos craques das seleções de Brasil e Inglaterra. De um lado estarão Ronaldinho e Rivaldo e do outro Beckham e Michael Owen. A classificação às semifinais, porém, pode ser decidida no banco de reservas, onde dois treinadores tarimbados comandam equipes valiosas.
O sueco Sven Goran Eriksson conseguiu classificar os ingleses para a Copa, após um início terrível nas eliminatórios européias. Aos 54 anos, tem experiência internacional que falta a Luiz Felipe Scolari: ele dirigiu clubes importantes da Europa e tem títulos nacionais e europeus no currículo. Além disso, é um dos poucos treinadores que jogam ofensivamente no continente e caiu como uma luva para a nova mentalidade do futebol inglês, que já não privilegia tanto as bolas altas na área.
Se falta experiência internacional a Scolari - ele dirigiu apenas clubes brasileiros, do Oriente Médio e no Japão - sobra experiência em partidas eliminatórias, os chamados 'mata-mata', base de sua invejável coleção de troféus. Foi neste tipo de torneio, que ele conseguiu seus principais títulos, as Taças Libertadores com o Grêmio em 1995 e com o Palmeiras quatro anos depois; a Copa Mercosul de 1998 também no alviverde, além de três títulos da Copa do Brasil, por Criciúma, Grêmio e Palmeiras. O treinador, de 53 anos, também conseguiu levar o país ao torneio em uma campanha que chegou a ser dramática nas eliminatórias.
A campanha da seleção na Copa, porém, pode ser o salto que a carreira de Scolari precisa rumo aos grandes clubes da Europa. Foi assim com Carlos Alberto Silva, vice-campeão olímpico em 1988, Sebastião Lazaroni, comandante da seleção em 1990, e Carlos Alberto Parreira, tetracampeão mundial em 1994 nos Estados Unidos. Não são poucos os boatos que colocam Scolari em um clube grande na Espanha no segundo semestre. O que ficaria muito mais fácil com a conquista do penta.
As fichas dos treinadores:
Sven Goram Eriksson
Nome: Sven Goran Eriksson
Local de nascimento: Torsby (SUE)
Data de nascimento: 05/02/1948
Clubes como técnico: Degerfors (SUE), IFK Gotemburgo (SUE), Benfica (POR), Roma (ITA), Fiorentina (ITA), Sampdoria (ITA) e Lazio (ITA)
Títulos como técnico: Copa da Uefa 1982, Campeonato Sueco 1981 e Copa da Suécia 1979 e 82 (IFK Gotemburgo); Campeonato Português 1983, 84 e 91 e Taça de Portugal 1983 (Benfica); Copa da Itália 1986 (Roma) e 94 (Sampdoria); Recopa Européia 1999, Supercopa Européia 1999, Campeonato Italiano 2000 e Copa da Itália 1998 (Lazio)
Luiz Felipe Scolari
Nome: Luiz Felipe Scolari
Local de nascimento: Passo Fundo (RS)
Data de nascimento: 9/11/1948
Clubes como técnico: CSA (AL), Al Qdsia (Kuwait), Al Ahli (Arábia Saudita), Criciúma, Grêmio, Jubilo Iwata (Japão), Palmeiras e Cruzeiro
Títulos como técnico: Campeão alagoano 1982 (CSA), Campeão gaúcho 1987 e 1995 (Grêmio); Copa Salmyia (Al Qadisia), Copa do Kuwait e Copa do Golfo 1990 (Al Qdsia); Copa do Brasil 1991 (Criciúma), 1994 (Grêmio) e 1998 (Palmeiras); Taça Libertadores 1995 (Grêmio) e 1999 (Palmeiras); Brasileiro 1996 (Grêmio); Recopa Sul-Americana 1996 (Grêmio); Copa Mercosul 1998 (Palmeiras); Rio-São Paulo 2000 (Palmeiras) e Sul-Minas 2001 (Cruzeiro).
Fifa divulga lista com 51 jogadores para a seleção da Copa
YOKOHAMA, Japão- A Fifa divulgou nesta quinta-feira uma lista feita pelo Grupo de Estudos da entidade com 51 jogadores, da qual sairá a seleção da Copa do Mundo. A surpresa ficou por conta da exclusão do inglês David Beckham. Brasil e Inglaterra são as seleções que têm mais representantes, seis cada uma.
Marcos, Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho e Ronaldinho Gaúcho foram os brasileiros escolhidos. Ao mesmo tempo, nenhum argentino apareceu na relação, já que os treinadores não levaram em conta as equipes que foram declassificadas ainda na primeira fase do Mundial. A lista será reduzida após as quartas-de-final e o anúncio da seleção da Copa será feito no dia 28, dois dias antes da final.
A lista dos 51 jogadores:
Goleiros: Oliver Kahn (Alemanha), David Seaman (Inglaterra), Marcos (Brasil), Iker Casillas (Espanha), Rustu Recber (Turquia), Gianluigi Buffon (Itália), José Luis Chilavert (Paraguai), Brad Friedel (Estados Unidos), Tony Sylva (Senegal) e Lee Woon Jae (Coréia do Sul).
Zagueiros: Cafu e Roberto Carlos (Brasil), Sol Campbell e Rio Ferdinand (Inglaterra), Tsuneyasu Miyamoto (Japão), Hong Myung Bo (Coréia do Sul), Johan Mjallby (Suécia), Alpay Ozalan (Turquia) e Fernando Hierro (Espanha).
Meio-campo: Paul Scholes e Nicky Butt (Inglaterra), Junichi Inamoto e Hidetoshi Nakata (Japão), Iván Helguera (Espanha), Cuauhtémoc Blanco e Gerardo Torrado (México), Khalilou Fadiga e Pape Bouba Diop (Senegal), Claudio Reyna (Estados Unidos, Michael Ballack (Alemanha), Marc Wilmots (Bélgica) e Yoo Sang Chul (Coréia do Sul).
Atacantes: Rivaldo, Ronaldinho e Ronaldinho Gaúcho (Brasil), Henry Camara e El Hadji Diouf (Senegal), Ahn Jung Hwan e Park Ji Sung (Coréia do Sul), Landon Donovan e Brian McBride (Estados Unidos), Raúl González e Fernando Morientes (Espanha), Hakan Sukur e Hasan Sas (Turquia), Miroslav Klose (Alemanha), Christian Vieri (Itália), Henrik Larsson (Suécia), Jon Dahl Tomasson (Dinamarca), Michael Owen (Inglaterra) e Robbie Keane (Irlanda).
Villarreal anuncia contratação de Belletti
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VILLARREAL, Espanha - O Villarreal anunciou a contratação do lateral-direito Belletti. O jogador do São Paulo e reserva da seleção brasileira vai defender o clube espanhol nas próximas cinco temporadas. Fernando Roig, presidente do Villarreal, não escondeu a satisfação em ter fechado o negócio.
- Estou muito contente de anunciar o nome do Belletti, já que era uma operação antiga e que finalmente conseguimos finalizar - afirmou Roig, que não descarta contratar Gilberto Silva, meia do Atlético-MG e titular da seleção brasileira.
- Estamos negociando para também fechar essa negociação - completou.
Belletti foi contratado justamente no dia de seu aniversário. Nesta quinta-feira, o jogador completa 26 anos. Além do São Paulo, ele também defendeu Cruzeiro e Atlético-MG.
Embora o valor da transação não tenha sido divulgado, a imprensa espanhola estima que o Villarreal tenha desembolsado cerca de US$ 3 milhões.
[F*U*S*A*|KåMµ§] 21-06-2002, 06:02 País que menos acertou a direção do gol: Tunísia - 6
só uma pergunta....
naum é possivel....eles acertam 6 xutes no gol e fazem 6 gols? 8O
isso q eu xamo d competencia na finalização....
]
País que menos acertou a direção do gol: Tunísia - 6
só uma pergunta....
naum é possivel....eles acertam 6 xutes no gol e fazem 6 gols? 8O
isso q eu xamo d competencia na finalização....
Nao sei, so sei q foi assim... :roll: :roll: :roll:
De virada, Brasil vence a Inglaterra e chega às semifinais
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SHIZUOKA, Japão - A seleção brasileira passou pelo seu primeiro e talvez único teste difícil na Copa do Mundo 2002. De virada e com dez jogadores desde os 12 minutos do segundo tempo, derrotou a Inglaterra por 2 a 1, gols de Owen, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, e se classificou às semifinais. No caminho até o pentacampeonato mundial faltam ainda dois desafios. O próximo é na quarta-feira às 8h30m (de Brasília), contra Senegal ou Turquia.
Com Kléberson no lugar de Juninho para reforçar a marcação no meio-campo, a seleção teve o domínio durante todo o jogo. No primeiro tempo, superou com frieza a falha de Lúcio no gol de Owen e brilhou na conclusão de Rivaldo, agora artilheiro da Copa ao lado de Ronaldinho e Klose com cinco gols. Na etapa final, deu sorte por Seaman falhar na cobrança de falta de Ronaldinho Gaúcho e teve competência para segurar o resultado por meia hora depois que o autor do desempate foi expulso injustamente.
Diante de muita marcação, Ronaldinho e Beckham tiveram poucas chances de brilhar, ambos aparecendo mais pela ajuda à marcação. O inglês foi preciso como sempre nos lançamentos e cobranças de falta e o brasileiro assustou os adversários com as suas tradicionais arrancadas. Mas, nenhum dos dois foi decisivo.
Falhas de Lúcio e Seaman e brilho de Rivaldo fazem a diferença
A falha de Lúcio deu a falsa impressão de equilíbrio ao jogo e quase pôs tudo a perder. Como todo o confronto entre adversários fortes, houve respeito até demais no começo, mas o Brasil esteve melhor nos dois tempos. Edmílson foi de novo equivocadamente o responsável pela saída de bola e armação do ataque. Com isso, Ronaldinho teve que se desdobrar para criar chances de marcar, tendo poucas oportunidades ao longo dos 70 minutos em que esteve em campo.
O gol inglês saiu aos 23 do primeiro tempo. Heskey recebeu atrás do meio-campo brasileiro e lançou no meio da zaga. Lúcio tentou dominar, a bola bateu na sua coxa e sobrou para Owen. Na única oportunidade que teve no jogo, o atacante inglês foi preciso e tocou na saída de Marcos. Apesar da desvantagem inicial, o Brasil não perdeu o domínio da partida. Até que, aos 47, Ronaldinho Gaúcho puxou o contra-ataque, monopolizou a atenção de três marcadores e tocou na direita para Rivaldo. Sozinho dentro da área, o craque colocou com categoria no canto oposto, empatando a partida.
Logo aos cinco minutos do segundo tempo, outra falha decisiva para o resultado. Só que desta vez a favor do Brasil. Ronaldinho Gaúcho cobrou falta da direita da intermediária, Seaman saiu para cortar o cruzamento e a bola passou por cima do goleiro. Se o gol foi por querer ou não, pouco importa, a justiça foi feita no placar.
Aos 12, Ronaldinho Gaúcho entrou de sola em Mills na entrada da área da Inglaterra e o árbitro mexicano Felipe Ramos Rizo expulsou o brasileiro, sem mesmo ter dado o cartão amarelo antes ao jogador. Para não ser ainda mais pressionado por causa da desvantagem numérica em campo, Scolari trocou Ronaldinho por Edílson aos 25 com o objetivo de dar mais rapidez ao contra-ataque. Já com Dyer no lugar de Sinclair, Eriksson colocou a Inglaterra ainda mais à frente, substituindo o cansado e sumido Owen por Vassel e Ashley Cole por Sheringham. A tradicional tática britânica de cruzamentos entrou então em campo. A seleção não se apavorou, tocou a bola e, diante de um cansado e surpreendentemente impotente adversário, segurou a vitória até o fim.
Brasil leva vantagem sobre turcos e africanos
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RIO - Após superar a Inglaterra por 2 a 1 e garantir vaga nas semifinais da Copa do Mundo, a seleção brasileira agora espera a definição do vencedor entre Turquia e Senegal, que jogam neste sábado, para conhecer o seu próximo obstáculo rumo ao pentacampeonato. Se depender do retrospecto contra os adversários, não há motivos para tanta tensão.
Foram apenas duas partidas na história diante dos turcos. E em ambas o Brasl levou a melhor. Uma delas, inclusive, foi na primeira fase desta Copa. A seleção passou sufoco, mas acabou ganhando por 2 a 1 de virada, após um pênalti mal marcado pelo árbitro sul-coreano Kim Young Joo. Hasan Sas abriu o placar para a Turquia, com Ronaldinho e Rivaldo virando o marcador. O primeiro confronto entre as duas seleções foi um amistoso em 1956, em Istambul. O Brasil venceu por 1 a 0, gol do lateral Djalma Santos.
Já contra a seleção de Senegal, o Brasil nunca jogou. Porém, nas quatro vezes que teve pela frente um adversário africano em Copas, saiu vencedor. Em 1974, na Alemanha, derrotou o Zaire por 3 a 0 (gols de Jairzinho, Rivelino e Valdomiro). Dezesseis anos depois, no México, superou a Argélia por 1 a 0 (gol de Careca).
Os outros confrontos ocorreram nos dois últimos Mundiais. O Brasil venceu Camarões por 3 a 0 (gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto) em 94, nos Estados Unidos, e repetiu o placar contra o Marrocos, em 98, na França (gols de Ronaldinho, Rivaldo e Bebeto).
Ao todo, o Brasil já atuou 28 vezes contra seleções africanas. Em 17 jogos oficiais, venceu todos. Nos 11 confrontos não-oficiais, são seis vitórias, dois empates, e três derrotas. Perdeu para a Nigéria nas Olímpíadas de 96, am Atlanta, por 4 a 3, e para África do Sul (3 a 1) e Camarões (2 a 1) nos jogos de Sydney, em 2000.
Ronaldinho Gaúcho diz que teve intenção de marcar
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FUKUROI, Japão - O craque Rivaldo foi escolhido pela Fifa o melhor em campo na vitória de virada do Brasil sobre a Inglaterra por 2 a 1, pelas quartas-de-final da Copa, mas o nome do jogo foi Ronaldinho Gaúcho.
O número 11 do Brasil arrancou com a bola no primeiro gol do Brasil, marcado por Rivaldo, fez o segundo em uma cobrança de falta e foi expulso de campo por fazer uma falta em Danny Mills. Tudo isso em apenas 61 minutos de partida.
Aos cinco minutos do segundo tempo, Ronaldinho cobrou uma falta no lado direito do campo. A bola, que poderia ter sido cruzada para área, foi no ângulo do goleiro inglês David Seaman.
- O Cafu já vinha me alertando que o goleiro deles jogava adiantado. Chutei no gol e fui feliz - disse ele, com um sorriso maroto.
No fim do primeiro tempo, Ronaldinho já havia sido essencial no gol de empate do Brasil, ao arrancar em direção ao gol da Inglaterra, passar por Ashley Cole e deixar a bola para Rivaldo marcar.
A brilhante partida de Ronaldinho foi bruscamente interrompida quando o juiz Felipe Ramos Rizo lhe mostrou cartão vermelho após uma entrada em Danny Mills.
- Foi um lance rápido, e o juiz acabou me expulsando. Infelizmente não tem como voltar atrás - disse, não negando a falta, mas dizendo que ela não merecia uma punição tão rigorosa - Não foi falta para cartão vermelho. O próprio zagueiro inglês (Mills), que sofreu a falta, me disse isso, todo mundo que estava no estádio viu.
Scolari: 'Nunca vi uma seleção brasileira com tal espírito de luta'
SHIZUOKA, Japão - Emocionado com a vitória do Brasil sobre a Inglaterra por 2 a 1 e classificação para as semifinais da Copa 2002, o treinador Luiz Felipe Scolari afirmou que nunca o Brasil teve uma seleção com tanta disposição para conquistar vitórias.
- Tenho a maior admiração pelas seleções anteriores, que nos permitiram estar aqui (disputando o penta). Mas nunca vi uma seleção defender as cores nacionais com tal espírito de luta e com tal vibração. O mérito é dos atletas, que formaram um grupo muito forte - afirmou o treinador, que chorou muito antes da entrevista coletiva.
Scolari afirmou que o Brasil de 2002 representa o futebol atual, aliando qualidade técnica a muita disposição e preparo físico.
- O meu sentimento é de felicidade e de trabalho bem realizado. Cumprimos a promessa de colocar a seleção entre as quatro melhores do mundo - lembrou.
O técnico pediu o apoio da torcida nacional e fez um discurso com tom patriótico.
- Acreditem. O Brasil pode conseguir muito mais. Não só no futebol, mas também como nação.
A insatisfação do treinador foi em relação à expulsão de Ronaldinho Gaúcho.
- Não entendi o que aconteceu. Antes, o Mills havia dado um pontapé no nosso jogador e depois o juiz expulsou o Ronaldinho.
Apesar da alegria pela vitória, Scolari não deixou de criticar a imprensa brasileira e garantiu que a equipe estava preparada para atuar com um jogador a menos.
- Treinamos muitas vezes com dez jogadores. Às vezes, a imprensa não entende a razão disso e agora pode ver o porquê - afirmou Scolari, que cumpriu a promessa de levar o Brasil às semifinais do Mundial.
Turquia x Senegal: duelo define próximo adversário do Brasil
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OSAKA, Japão - O adversário da seleção brasileira nas semifinais da Copa do Mundo será conhecido neste sábado. Turquia e Senegal se enfrentam às 8h30m (de Brasília), em Osaka, e o vencedor terá encontro marcado com o time de Luiz Felipe Scolari no dia 26. Em caso de empate, haverá prorrogação e, persistindo a igualdade, a decisão vai para disputa de pênaltis.
A partida une duas surpresas da competição. Os turcos, em seu segundo Mundial, se classificaram atrás do Brasil no grupo C e eliminaram a seleção japonesa, dona da casa, nas oitavas-de-final. Já os senegaleses, que estão estreando em Copas, foram responsáveis diretos na primeira fase pela eliminação da França, atual campeã, e superaram a Suécia na etapa seguinte.
O treinador da seleção turca, Senol Gunes, insinuou que os adversários são desleais.
- Se forem observar as partidas deles, podem ver que a cada moment jogadores saem de campo machucados ou mesmo sangrando. O mais interessante é que os árbitros não vêem. Essas são faltas para cartão vermelho - declarou.
Pelo lado de Senegal, o treinador Bruno metsu espera conseguir um feito inédito para o continente africano.
- O nosso desafio é chegar mais longe do que qualquer outra equipe africana na história dos Mundiais. E se chegarmos às semifinais conseguiremos isso - afirmou.
Escalações prováveis:
Senegal: Sylva, Daf, Malick Diop, Aliou Cisse e Coly; Fadiga, Diao, Bouba Diop e Ndiaye, Camara e Diouf.
Turquia: Rustu, Fatih Akyel, Korkmaz, Alpay e Hakan Unsal; Davala, Tugay, Basturk e Emre; Hasan Sas e Hakan Sukur
Coréia do Sul e Espanha disputam vaga nas semifinais
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GWANGJU, Coréia do Sul - Coréia do Sul e Espanha disputam uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo neste sábado, às 3h30m (de Brasília), em Gwangju. O vencedor deste confronto terá pela frente na próxima fase a Alemanha, que superou os Estados Unidos. Em caso de empate, haverá prorrogação e, persistindo a igualdade, a decisão vai para a disputa de pênaltis.
Jogando diante de sua torcida, os sul-coreanos buscam eliminar outra seleção favorita ao título. Até aqui, a equipe foi responsável pela desclassificação de Portugal na primeira fase e da Itália nas oitavas-de-final. Porém, o treinador Guus Hiddink alerta que agora todos já conhecem seu time.
- Creio que será a partida mais complicada para a Coréia do Sul neste Mundial. Já tivemos outros encontros difíceis, mas agora todo mundo está se fixando mais em nós - comentou o treinador, reconhecendo a tradição do adversário.
- Devemos ter os pés no chão e saber que estamos enfrentando uma equipe com muita experiência. A Coréia do Sul é pequena no futebol em relação à Espanha - disse.
Após passarem sufoco nas oitavas-de-final, quando obtiveram a classificação nos pênaltis sobre a Irlanda, os espanhóis lutam para chegar entre os quatro primeiros, feito que não consegue desde a Copa de 1950, no Brasil. O atacante Morientes admite que não conhece os jogadores sul-coreanos, mas garante que sabe a maneira de atuar do rival.
- Ignoro seus nomes, mas vimos muitos vídeos e sabemos como eles jogam. Eles correm sem parar e brigam por todas as bolas. Mesmo se estiverem em desvantagem, nunca jogam a toalha - ressaltou.
Escalações prováveis:
Espanha: Casillas, Puyol, Hierro, Helguera e Romero; Luis Enrique, Baraja, Mendieta e De Pedro; Valerón e Morientes.
Coréia do Sul: Lee Woon-jae, Song Chong-gug, Choi Jin-cheul, Hong Myung-bo, e Kim Tae-young; Park Ji-sung, Yoo Sang-chul, Kim Nam-il e Lee Young-pyo; Ahn Jung-hwan e Seol Ki-hyeon.
Alemanha vence Estados Unidos e chega às semifinais
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ULSAN, Coréia do Sul - Antes da Copa a lista dos favoritos tinha muitos países, mas Alemanha e Brasil raramente apareciam entre eles. Pois são justamente as duas seleções - que juntas têm sete títulos - as duas primeiras classificadas para as semifinais do Mundial. Os alemães derrotaram o Estados Unidos por 1 a 0, nesta sexta-feira, e pela primeira vez desde 1990 garantem um lugar entre os quatro melhores. Agora, os vencedores enfrentarão Coréia do Sul ou Espanha, que se enfrentam neste sábado, às 3h30m, em Gwangju, na Coréia do Sul.
Uma partida entre Alemanha e Estados Unidos, que não vinham primando por um futebol dos mais belos, poderia ser um confronto de muitas jogadas aéreas e pouca emoção ou uma partida movimentada, com as duas equipes buscando o gol o tempo todo. Para a sorte de quem assistiu, a segunda opção venceu. O jogo teve um gol único, de Ballack, aos 38 minutos do primeiro tempo, mas poderiam ter saído outros mais.
Aos 16 e aos 29 minutos de partida, em duas jogadas individuais, Donovan teve a chance de abrir o placar para os americanos. Aos 38, a Alemanha fez 1 a 0 naquela que vem sendo sua especialidade: Ziege cobrou falta pela direita e Ballack subiu mais do que a defesa cabeceando para a rede. Foi o oitavo gol de cabeça da seleção nos 13 marcados na Copa. Quatro minutos depois, Miroslav Klose cabeceou uma bola na trave. Ele segue ao lado de Rivaldo e Ronaldinho na artilharia da competição, com cinco gols.
Na etapa final, aos quatro minutos, aconteceu o lance mais polêmico da partida. Cobrança de escanteio pela direita, Sanneh cabeceou e Frings, ao lado da trave direita, salvou. Os americanos pediram gol e a imagem de TV mostrou que o jogador alemão cortou a jogada com a mão. O árbitro escocês Hugh Dallas marcou apenas falta a favor da Alemanha na seqüência da jogada, quando Berhalter derrubou o goleiro Kahn.
Após dez minutos de jogadas ríspidas e um festival de cartões amarelos (cinco, para ser mais preciso), os americanos passaram a pressionar em busca do empate. Aos 18, Kahn saiu da área para cortar um lançamento e cabeceou a bola para longe. Reyna pegou a rebatida e tocou por cobertura. A bola passou à direita do goleiro alemão. No fim da partida, Sanneh quase marcou de cabeça, mas, novamente, as cabeçadas e o goleiro Oliver Kahn garantiram a vitória aos tricampeões mundiais.
Brilho de Rivaldo ofusca David Beckham
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SHIZUOKA, Japão - Rivaldo venceu o duelo particular com David Beckham. Enquanto o capitão e maior astro da seleção da Inglaterra insistiu nos cruzamentos de todos os lados do campo, o camisa 10 do Brasil assumiu a responsabilidade de virar o jogo, marcou o gol de empate e participou das principais jogadas da equipe na vitória brasileira por 2 a 1, nesta sexta-feira, que valeu a classificação da seleção de Luiz Felipe Scolari para a semifinal da Copa do Mundo 2002.
No primeiro tempo, Beckham foi visto mais vezes na defesa, marcando Roberto Carlos, do que no ataque. Lá de trás, restava a ele tentar os lançamentos, quase todos improdutivos.
Rivaldo demorou a encontrar espaço diante da marcação inglesa e alguns dos seus chutes pararam na barreira formada pela defesa do English Team. Na primeira oportunidade real, no entanto, o camisa 10 do Brasil não vacilou: completou com perfeição a boa jogada de Ronaldinho Gaúcho e, com um chute cruzado, empatou o jogo no momento certo, aos 47 minutos da etapa inicial.
No segundo tempo, Beckham continuou cruzando a bola para a área, inutilmente. Já Rivaldo se transformou em mais um marcador, especialmente após a expulsão de Ronaldinho Gaúcho. Novamente, cumpriu sua missão.
Rivaldo deu 19 passes certos e três passes errados durante a partida. Chutou a gol duas vezes, fez um cruzamento e ficou impedido em apenas um lance. O craque brasileiro perdeu a bola quatro vezes, cometeu uma falta e sofreu quatro. Os números de Beckham acentuam a importância do jogador para sua equipe: 25 passes certos, 11 errados, nove cruzamentos (cinco em escanteios e quatro em cobranças de falta). O jogador deu dois chutes a gol, nenhum com perigo, roubou a bola três vezes, sofreu três faltas e um desarme.
Confira as atuações de Rivaldo e Beckham durante a vitória do Brasil sobre a Inglaterra:
Primeiro tempo
0 min - Beckham cobra escanteio da esquerda e Marcos dá um soco na bola.
2 min - Rivaldo tenta passar a bola entre as pernas de Butt, mas é desarmado.
3 min - Beckham cobra falta da direita, Heskey cabeceia e Marcos faz a defesa.
5 min - Rivaldo recebe na intermediária e chuta rasteiro, à esquerda do gol de Seaman.
6 min - Rivaldo tenta cruzar da esquerda, mas a bola passa por cima do gol.
7 min - O camisa 10 do Brasil chuta da entrada da área, mas a bola bate na zaga.
9 min - Beckham rouba a bola de Roberto Carlos e lança Heskey, que perde a bola para Cafu.
14 min - Rivaldo cobra escanteio da direita e Campbell cabeceia para fora da área.
16 min - Rivaldo divide com Beckham e comete falta no inglês.
18 min - Rivaldo carrega a bola desde a defesa. Ao chegar perto da área da Inglaterra, toca para Ronaldo, recebe de volta e devolve para o craque, que chuta para o gol. Seaman defende.
22 min - Rivaldo dribla Campbell duas vezes, mas chuta em cima do zagueiro inglês.
24 min - Beckham rouba a bola de Ronaldo na defesa, junto à bandeira de escanteio.
26 min - Ronaldo faz boa jogada pela direita e chuta. Seaman defende. Rivaldo pega o rebote, mas não consegue espaço para chutar e recua o jogo.
27 min - Beckham, com espaço, chuta da intermediária. A bola bate na zaga e volta para ele, que tenta lançar para a área. Roque Júnior tira de cabeça e Beckham arrisca outro chute, dessa vez por cima do travessão de Marcos.
33 min - Beckham tenta roubar a bola de Roberto Carlos e joga a bola pela lateral.
47 min - Ronaldinho Gaúcho dá início a um contra-ataque, dribla Ashley Cole e encontra Rivaldo na área. O meia brasileiro chuta cruzado, no canto direito de Seaman, e empata o jogo.
Segundo tempo
1 min - Beckham cruza da direita, mas o árbitro mexicano Felipe Ramos Rizo marca falta para o Brasil na área.
8 min - O camisa 7 da Inglaterra cobra escanteio da esquerda. A zaga brasileira tira a bola da área.
8 min - Beckham continua fazendo cruzamentos para a área. Ele tenta da direita e mais uma vez a defesa do Brasil corta.
11 min - Beckham bate escanteio da esquerda. Rivaldo corta, mas a bola ainda sobra com a Inglaterra. Rivaldo continua ajudando na marcação e, depois de novo cruzamento, tira a bola da área com um chutão. Na seqüência, o craque cai sentindo dores, mas logo se levanta e segue no jogo.
28 min - Beckham tenta cruzar da direita, mas Roberto Carlos põe a bola pela linha lateral.
29 min - Rivaldo recebe a bola no meio-de-campo, prende a bola entre três jogadores e sofre falta de Scholes. O jogador inglês recebe cartão amarelo.
31 min - Beckham recebe a bola na área e se joga, mas o juiz não se deixa enganar pela encenação do capitão inglês.
35 min - Beckham cobra falta da intermediária, lança a bola na área, mas Lúcio tira.
38 min - Com pressa, Beckham cobra um lateral à direita da área brasileira.
39 min - Rivaldo, no contra-ataque, dribla um jogador inglês e chuta para o gol, mas a bola bate na zaga.
44 min - Beckham cobra seu último escanteio no jogo, pela esquerda. Butt cabeceia, mas a bola vai para fora.
Problemas com Ronaldinhos criam dúvidas para Scolari
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SAITAMA, Japão - A possibilidade de perder Ronaldinho para a semifinal da Copa do Mundo contra a Turquia deve estar fazendo Luiz Felipe Scolari perder seus últimos fios de cabelo. O atacante sentiu dores musculares na partida contra a Inglaterra e, neste sábado, foi submetido a uma ultrassonografia em Omiya, província de Saitama, no Japão.
O resultado não foi muito agradável para a seleção brasileira: o Fenômeno tem uma mialgia no músculo adutor da coxa esquerda e vai fazer um teste na segunda-feira. Se nada sentir, estará confirmado para o jogo em Saitama, na próxima quarta-feira às 8h30m (horário de Brasília).
Do contrário, Felipão terá que fazer duas alterações na equipe, pois Ronaldinho Gaúcho foi expulso contra os ingleses e cumprirá suspensão automática.
Scolari, no entanto, parece otimista quanto à recuperação de Ronaldinho, artilheiro da Copa ao lado do companheiro Rivaldo e do alemão Klose, com cinco gols. O técnico do Brasil tampouco demonstra pressa para escolher o substituto do xará gaúcho do Fenômeno.
- Não acho que ele (Ronaldinho) fique fora. Quanto ao substituto de Ronaldinho Gaúcho, só na quarta-feira. Até lá tenho tempo de treinar e a possibilidade de olhar o time que a gente vai enfrentar e possuo três ou quatro alternativas para o seu lugar.
Para a vaga de Ronaldinho, o substituto natural é Luizão, conforme disse o próprio Scolari. Mas nada impede que ele teste outras formações, caso o atacante do Inter de Milão seja vetado.
Já para substituir Ronaldinho Gaúcho, a primeira opção parece ser Juninho Paulista. Titular nas quatro primeiras partidas, ele vinha atuando fora de posição, jogando como segundo cabeça-de-área, auxiliando na marcação.
Se for confirmado, Juninho deve voltar a jogar no setor de criação, mais perto do ataque, fazendo a função do craque do Paris Saint-German, enquanto Kléberson continuaria como segundo volante, ao lado de Gilberto Silva.
Ainda faltariam de duas a três opções, segundo jogou ao vento o próprio treinador. Uma delas certamente é Ricardinho, que tem o fato de atuar como meia a seu favor. No entanto, jogar pela esquerda pesa contra o craque corintiano, já que Rivaldo também é canhoto, apesar de estar atuando mais perto da área.
Denílson e Edílson são outros nomes possíveis. Caso algum dos dois seja o escolhido, Rivaldo pode voltar a jogar mais recuado, no meio-campo. No entanto, definição mesmo, só a partir da próxima segunda, quando o mundo saberá se Ronaldinho jogará ou não.
Sem destaques, Copa é marcada pelas falhas de juízes
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RIO - Sem um craque e uma seleção que tenham se destacado pelas boas atuações, a primeira Copa do Mundo do século entra na semana final marcada como o Mundial dos erros de arbitragem. A situação se agravou neste sábado, quando a Espanha teve dois gols legítimos anulados e acabou perdendo a vaga nas semifinais nos pênaltis para a Coréia do Sul.
Co-anfitriões da competição, os sul-coreanos são os mais beneficiados pelos equívocos dos juízes. Na partida contra a Itália, o equatoriano Byron Moreno teve uma atuação polêmica, marcando um pênalti para a Coréia do Sul com cinco minutos de jogo (Buffon defendeu a cobrança de Ahn), expulsou Totti na prorrogação, alegando que o italiano simulou um pênalti, e anulou um gol de Tommasi também no tempo extra. As imagens de TV compravaram que o meia não estava impedido.
No jogo anterior da Coréia do Sul, os portugueses reclamaram do rigor do juiz argentino Angel Sanchez. Após expulsar João Pinto no primeiro tempo, Sanchez deixou Portugal com nove homens ao mostrar cartão vermelho para Beto aos 21 minutos da etapa final. Quatro minutos depois, Park fez o gol da vitória da Coréia do Sul.
No outro extremo está a Itália. Além do jogo contra a Coréia do Sul, os italianos criticaram a arbritragem nas duas partidas anteriores, reclamando de dois gols anulados contra a Croácia e um contra o México.
Assim com a Coréia do Sul, o Brasil contou com o 'apoio' da arbitragem. Na estréia contra a Turquia, o sul-coreano Young Joo Kim transformou em pênalti uma falta cometida fora da área por Alpay em Luizão. Nas oitavas-de-final contra a Bélgica, o jamaicano Peter Prendergast anulou um gol de Wilmots ainda no primeiro tempo e depois teria pedido desculpas, segundo o atacante belga.
Mas os erros não se limitaram a essas partidas. Em grande parte dos jogos, os auxiliares assinalaram uma série de impedimentos inexistentes. Sem falar em pênaltis marcados em que os jogadores simularam faltas (dois apenas no jogo Senegal x Uruguai) e penalidades claras não apontadas (como o toque do alemão Schneider em cima da linha na partida contra os Estados Unidos).
Os erros foram tão flagrantes que até o presidente da Fifa, Joseph Blatter, reconheceu que seria necessária uma melhor preparação para os auxiliares. A entidade admite mudanças nos critérios para a definição dos juízes, atualmente mais geográficos do que técnicos. Apenas um árbitro por país participa da competição.
Turquia vence Senegal e enfrenta o Brasil na semifinal
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OSAKA, Japão - A Turquia venceu Senegal por 1 a 0, com um gol de ouro marcado por Mansiz aos três minutos do primeiro tempo da prorrogação, neste sábado, em Osaka, Japão. Os turcos estão classificados para a semifinal da Copa do Mundo e vão enfrentar o Brasil na próxima quarta-feira, às 8h30m, em Saitama, no Japão.
Brasil e Turquia se enfrentaram dia 3 de junho, na estréia dos dois países no Grupo C do Mundial. Os brasileiros venceram por 2 a 1, com um polêmico gol de Rivaldo aos 43 minutos do segundo tempo, convertendo um pênalti inexistente marcado pelo árbitro Young Joo Kim, da Coréia do Sul.
O jogo deste sábado foi muito ruim tecnicamente. Senegal teve a primeira boa chance, aos 18 minutos do primeiro tempo. Fadiga chutou forte e a bola iria entrar, mas bateu em seu companheiro Camara, a poucos metros da linha. O senegalês ainda completou para o gol, mas estava impedido.
Durante cinco minutos, a equipe africana ensaiou uma pressão, mas a Turquia conseguiu se reorganizar. Aos 26 minutos, Hakan Sukur entrou na área, mas não conseguiu chutar, marcado por Diatta. A bola sobrou para Hasan Sas, que deixou Sukur novamente diante do gol, só que o camisa 9 - a maior decepção turca na Copa - simplesmente errou o chute. No fim da etapa, Sas tocou para Basturk, que cabeceou para o gol, mas Daf pôs a bola para escanteio.
O segundo tempo só deve ter agradado a uma pessoa: Luiz Felipe Scolari. O técnico da seleção brasileira viu poucas jogadas de categoria e quase nenhuma conclusão a gol. Fora uma cobrança de falta de Diouf, aos sete minutos, e um chute de cobertura de Mansiz, aos 23, as duas equipes passaram praticamente todo o tempo brigando com a bola.
Do lado turco, somente Sas e Basturk ainda apresentavam alguma lucidez. Já os senegaleses Diouf e Camara não repetiram as boas apresentações dos jogos anteriores.
A partida terminou 0 a 0 e os times foram para a prorrogação. Logo no primeiro ataque, a Turquia garantiu sua vaga. Davala cruzou da direita e Mansiz completou de primeira para o gol de Senegal.
Fifa decide domingo se aumenta punição a Ronaldinho Gaúcho
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YOKOHAMA, Japão - A Comissão Disciplinar da Fifa decidirá neste domingo se aumentará ou não a punição imposta ao brasileiro Ronaldinho Gaúcho, expulso na partida de sexta-feira contra a Inglaterra, pelas quartas-de-final, e que automaticamente já terá de cumprir um jogo de suspensão. O craque, autor do passe para o gol de empate de Rivaldo e do gol da virada, de falta, não poderá disputar a semifinal da Copa do Mundo, dia 26, contra o vencedor da partida entre Senegal e Turquia. Caso a Fifa decida aumentar a punição ao atleta, Ronaldinho Gaúcho dará adeus ao Mundial.
Com o feito, o meia brasileiro se tornou o quarto jogador da história dos Mundiais que é expulso depois de marcar um gol. O primeiro caso ocorreu na Copa de 1962, no Chile. O uruguaio Rubén Cabrera marcou contra a Iugoslávia aos 19 minutos do primeiro tempo e acabou sendo expulso aos 26 minutos da etapa final.
O último atleta que recebeu cartão vermelho após ter marcado um gol foi o coreano Seo Ju Ha na Copa de 1998, na França. O atacante marcou contra o México, mas acabou expulso e os mexicanos venceram por 3 a 1.
Resultado das Quartas-de-Final
Inglaterra 1 x 2 Brasil
Alemanha 1 x 0 EUA
Espanha 0 (3) x 0 (5) Coréia do Sul
Senegal 0 x 1 Turquia
Cauteloso, Runco não arrisca palpite sobre Ronaldinho
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SAITAMA, Japão - Embora o exame de ultra-sonografia não tenha revelado qualquer problema de fibra muscular no adutor da coxa esquerda de Ronaldinho, o médico José Luiz Runco está cauteloso. Apesar do otimismo, ele não quis bancar a liberação do Fenômeno.
- A gente fica otimista porque o exame não mostrou qualquer lesão e sempre que isso acontece o jogador é liberado para o jogo. Mas medicina não é ciência exata e cada caso é um caso - disse Runco, acrescentando que precisa de 72 horas para dar um diagnóstico preciso e negando que estivesse cético. - Pelo contrário: estou otimista. Apenas prefiro aguardar.
Jogador passará por sessões de fisioterapia
Quando lhe perguntaram se seria exagerado dar à torcida a idéia de que Ronaldo será liberado, o médico avisou:
- Acredito que ele jogue, mas não posso garantir.
No jogo com a Inglaterra, Ronaldinho terminou o primeiro tempo sentindo cansaço na coxa. Mas ficou decidido que voltaria para o segundo tempo. Quando Ronaldinho Gaúcho foi expulso e o esforço de todos teria de ser redobrado, a comissão técnica optou por poupá-lo.
- Se Ronaldinho não tivesse sido expulso, certamente Ronaldo teria permanecido até o final. A não ser que ele pedisse para sair - disse Runco, garantindo que Ronaldinho não correu qualquer risco ao ter voltado.
Mas se o exame nada acusou, por que a dúvida?
- Porque ele sente no exame clínico e no movimento também. Mas essa dor costuma desaparecer porque não existe uma lesão.
O médico da seleção brasileira revelou outro motivo que o deixa certo de que o problema não é grave e que existe possibilidade de Ronaldinho jogar na quarta-feira:
- Não foi um determinado movimento que o fez sentir a musculatura. Isso deve ter sido causado pelo exigência da própria competição, coisa que qualquer um poderia sentir. E o que Ronaldo está sentindo não tem nada com o joelho.
Ronaldo fez o exame numa clínica perto de Tóquio credenciada pela Fifa.
- Optamos pela ultra-sonografia, que mostra bem a musculatura. Ronaldo fará três sessões diárias de fisioterapia: laser, ultra-som e de exercícios de alongamento.
Seleção brasileira é a líder de finalizações entre os quatro melhores da Copa
RIO - Para conhecer melhor os quatro semifinalistas da Copa do Mundo, o programa 'Fantástico', da TV Globo, fez um levantamento sobre os números de Brasil, Alemanha, Coréia do Sul e Turquia, no que diz respeito a finalizações, faltas, passes errados e desarmes. Veja as estatísticas.
FINALIZAÇÕES - A equipe do treinador Luiz Felipe Scolari lidera neste quesito com 90 finalizações, sendo 86 chutes (maior número da Copa) e apenas quatro cabeçadas. O atacante Ronaldinho foi quem mais chutou a gol (24 vezes). A Alemanha vem logo atrás com 82 finalizações, sendo 59 chutes a gol e 23 cabeçadas (melhor desempenho do Mundial). Os coreanos, anfitriões da Copa do Mundo ao lado do Japão, estão na terceira posição entre os quatro semifinalistas, com 77 conclusões, sendo 65 tiros a gol e 12 cabeçadas. Já os turcos, adversários do Brasil na próxima quarta-feira, têm a pior estatística neste quesito. São 58 finalizações, sendo 46 chutes e 12 cabeçadas.
FALTAS - Já no quesito faltas cometidas, a seleção brasileira tem números curiosos. Das quatro seleções, foi a equipe que menos cometeu infrações (69 ao todo). No entanto, o Brasil foi o time que recebeu o menor número de faltas (77). A Coréia do Sul é a mais indisciplinada das semifinais. Cometeu 106 faltas no total, e talvez por isso, tenha recebido o maior número de infrações (101). A Turquia bateu e apanhou quase na mesma medida. A seleção do polêmico treinador Senol Gunes sofreu 89 faltas e cometeu 88. Os tricampeões alemães são o segundo time mais violento entre os quatro. Fez 95 faltas e recebeu 100.
PASSES - Nos passes errados, Alemanha e Coréia do Sul, que se enfrentam na terça-feira, têm o melhor e o pior desempenho entre as quatro equipes que restaram na Copa do Mundo. Os alemães capricharam nos passes e só erraram 185 vezes no total. Já os inexperientes coreanos decepcionaram neste quesito errando 225 vezes durante o Mundial. A seleção brasileira também não foi muito bem nos passes, com 219 erros. O lateral-direito Cafu foi quem mais errou (27). Os turcos estão na média, tendo errado 200 passes na competição.
DESARMES - Nas roubadas de bola, Brasil e Turquia estão rigorosamente iguais, com 157 desarmes para cada lado. O zagueiro Lúcio é o principal ladrão de bolas brasileiro, com 30. O turco Akyel é o melhor de seu país, com 27. No outro confronto das semifinais, a Coréia do Sul leva vantagem sobre a Alemanha. Os anfitriões têm 144 desarmes na Copa, contra 126 dos tricampeões.
Campanha na Copa consolida ascensão do futebol turco
RIO - Apenas em sua segunda Copa do Mundo, a Turquia está fazendo história ao alcançar às semifinais. Em sua única participação no Mundial, na Suíça, em 1954, os turcos haviam sido eliminados na fase inicial, ganhando um jogo e perdendo dois. A seleção enfrenta o Brasil nesta quarta-feira às 8h30m (de Brasília), em Saitama, no Japão, por uma vaga na decisão de domingo.
O bom momento do futebol turco começou a aparecer em 1996, quando pela primeira vez a seleção se classificou às finais da Eurocopa, então disputada na Inglaterra. É verdade que a equipe perdeu os três jogos, para Croácia, Portugal e Dinamarca, mas estava entre os grandes. Em 2000, no torneio dividido por Holanda e Bélgica, os turcos além de conseguirem a vaga chegaram às quartas-de-final, perdendo de novo para os portugueses.
Entre os clubes na Europa, o futebol turco também cresceu. A partir de 1996, o Galatasaray, principal equipe do país, passou a disputar os títulos do continente. Com a presença de brasileiros famosos, como o goleiro Taffareal e o goleador Jardel, ele foi campeão da Copa da Uefa em 2000, superando o Arsenal, da Inglaterra. Na temporada seguinte, derrotou o poderoso Real Madri, da Espanha, e ficou com a Supercopa Européia.
Não sem motivo, o Galatasaray é a base da seleção, com cinco jogadores, entre eles Hasan Sas, melhor turco na Copa, e já cortejado por gigantes da Europa, como Juventus e Roma, ambos da Itália. Alguns jogadores do grupo, inclusive, já estão no futebol italiano, como Emre e Okan, do Inter; Umit, do Milan e a estrela Hakan Sukur, do Parma, até agora a maior decepcção do time no Mundial.
Apenas dez dos 23 convocados atuam fora do país, caminho que deixou de ser apenas um sonho para os outros 13, depois da campanha nesta Copa.
Estatísticas da Copa: Brasil tem melhor ataque, Alemanha, a melhor defesa
YOKOHAMA – Após 60 jogos, as estatísticas da Copa do Mundo revelam uma boa média de gols por partida, 2,53, e ainda uma curiosidade que pode ser importante na definição dos finalistas: a Alemanha tem a defesa menos vazada, com apenas um gol sofrido, enquanto o Brasil tem o ataque mais positivo do torneio, com 15 gols marcados.
Mas, caso as duas seleções cheguem à final, haverá também uma disputa entre artilheiros. Afinal, dos três jogadores que marcaram cinco gols da Copa, dois são brasileiros (Rivaldo e Ronaldinho) e um e alemão (Klose).
Ao todo, foram disputadas 60 das 66 partidas da competição, com 16 empates e duas decisões por pênaltis. Foram marcados 152 gols, 65 no primeiro tempo e 84 no segundo. Três desses gols foram de ouro, definindo as partidas. O gol mais rápido foi marcado pelo polonês Emmanuel Olisadebe, aos 3 minutos da partida contra os Estados Unidos.
Três equipes deixaram a Copa sem marcar gols: China, França e Arábia Saudita. A Alemanha foi a equipe que mais chutou a gol, 72 vezes. No entanto, a equipe de melhor pontaria – a que mais chutou e acertou a meta, fazendo gols ou provocando defesas do goleiro adversário – foi a Espanha, 37 vezes. O jogador que mais chutou foi o italiano Christian Vieri, 19 vezes, mas é de Ronaldinho a melhor pontaria do campeonato, com 14 chutes na meta.
Os chineses realmente não justificaram a presença na Copa. Eles deram apenas 19 chutes a gol. Pior que a China, só a Tunísia, que acertou apenas seis chutes na meta adversária, uma dureza.
Russos e Japoneses fizeram a partida mais violenta até agora, com 62 faltas. No entanto, o fair-play está mesmo em desuso entre os anfitriões sul-coreanos. A Coréia foi a equipe que mais cometeu faltas na Copa, 104. O equatoriano Clever Chala, com 17 faltas, foi o mais violento da competição, enquanto o senegalês El Hadji Diouf foi o jogador mais alvejado pelos seus adversários, tendo sofrido 22 faltas. A partida com o menor número de faltas, 19, foi Nigéria X Inglaterra.
Veja as demais estatísticas:
Cartões vermelhos: 17
Mais cartões vermelhos por time: (Paraguai,Portugal,Turquia) 2
Cartões amarelos: 246
Recorde de cartões em uma partida: Camarões X Alemanha 14 (2 vermelhos/12 amarelos)
Partida com menor número de cartões: (Alemanha X Irlanda e Nigéria X Inglaterra) 0
Time com maior número de cartões : Turquia 14 (2 vermelhos, 12 amarelos)
Time com menor número de cartões: Nigéria 2
Pênaltis batidos: 18
Pênaltis convertidos: 13
Maior posse de bola: México, 67% contra os Estados Unidos
Mais vezes em impedimento: Brasil, 26
Menos vezes em impedimento: Eslovênia, 3
Maior placar: Alemanha 8 X 0 Arábia Saudita
Empates sem gol: 3
Hasan Sas: 'O Brasil não nos intimida nem um pouco'
SAITAMA, Japão - Os jogadores da Turquia dizem ter chegado a muitas conclusões depois da derrota por 2 a 1 para o Brasil, na estréia das duas seleções na Copa do Mundo. Para o confronto pelas semifinais, nesta quarta-feira, às 8h30m (de Brasília), a primeira lição foi que devem encarar os brasileiros com um futebol mais ofensivo.
- Vimos quais foram nossas falhas e estamos prontos para a revanche - diz o zagueiro Alpay Ozalan, demonstrando grande otimismo. - Reduziremos ao máximo os erros que cometemos na primeira partida, vamos vencer e chegar à final.
O atacante Hasan Sas completa e diz que todos estão unidos em busca de um único objetivo.
- Todos já perceberam que não chegamos até aqui por casualidade. Nossa presença na semifinal é reflexo do talento dos jogadores turcos. Estamos tão confiantes no título que somos um só coração. O Brasil não nos intimida nem um pouco.
A maioria dos atletas joga junta há sete anos no Galatasaray e na própria seleção. É com esse conjunto que a Turquia chegou às quartas-de-final da Eurocopa 2000 e, no mesmo ano, o time turco foi campeão da Copa da Uefa.
O zagueiro Ozalan diz que a campanha da Turquia só não é supresa para a própria seleção, ficando entre as quatro melhores do mundo em seu segundo Mundial.
- Estávamos conscientes de nossa força. Sabíamos que poderíamos chegar longe.
A única derrota turca nesta Copa foi justamente para o Brasil. No entanto, mais do que o pênalti mal marcado pelo árbitro Young Joo Kim, em falta que o próprio Ozalan fez em Luizão mas que foi fora da área, o que irrita o zagueiro é lembrar do lance em que Hakan Unsal foi expulso por chutar uma bola em Rivaldo.
- Ele é quem merecia levar cartão vermelho - afirma, referindo-se à encenação do meia brasileiro, que fingiu ter a bola atingido seu rosto, quando na verdade bateu em sua perna. - Não entendo o porquê de Rivaldo ter agido daquela maneira. Nesta quarta nós agiremos da mesma maneira.
Quando perguntado se sabe como parar Rivaldo e Ronaldinho, Ozalan respondeu em tom de desafio.
- Sabemos que os brasileiros são muito bons, mas nós estamos bem preparados. Ao fim da partida saberemos quem são os melhores.
Pendurado com um cartão amarelo, recebido jogo em que a Turquia derrotou Senegal na morte súbita, Ozalan diz que não se preocupa e jogará duro se for preciso.
- Não me interessa o cartão amarelo. Se for para levar a Turquia à final da Copa, estou disposto a levar outro.
Ronaldinho treina e Marcos se machuca no coletivo
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SAITAMA, Japão - O atacante Ronaldinho participou nesta segunda-feira da meia-hora inicial do único coletivo da seleção brasileira antes das semifinais contra a Turquia no reconhecimento do gramado do Saitama Stadium, em Omyia, local do confronto.
Com penteado novo, cabeça raspada e um pequeno topete, o craque se poupou, fez um dos gols da vitória por 2 a 0 do time titular - o outro foi de Gilberto Silva - e depois deu lugar a Luizão.
Aos 15 minutos do coletivo, um susto. O goleiro Marcos se chocou com o lateral-direito Belleti numa cobrança de escanteio, foi atendido pelos médicos e abandonou o treino mancando muito, com dores na coxa direita, mas não chega a preocupar.
- O Marcos sofreu uma pancada na coxa durante o treino. Não é nada sério e, sob condições normais, ele deve treinar amanhã, já que não há inchaço no local. Quanto ao Ronaldinho, ele está pronto para jogar, ainda que abaixo dos 100%. Continuaremos a observar a sua evolução e amanhã teremos uma análise mais detalhada do seu caso - afirmou o médico da seleção brasileira, José Luiz Runco.
A dúvida sobre o substituto de Ronaldinho Gaúcho, suspenso da partida pela expulsão diante da Inglaterra, continua. Juninho começou o coletivo como titular, formando o meio-campo com Cafu, Gilberto Silva, Kléberson e Roberto Carlos. Mas, aos 24 minutos, o treinador Luiz Felipe Scolari colocou Denílson no seu lugar, mantendo o mistério sobre quem entrará em campo para enfrentar a Turquia.
Ronaldinho ficou 72 horas sem treinar porque sentiu dores musculares na coxa esquerda durante as quartas-de-final contra a Inglaterra. Na ultrassonografia feita no sábado, nenhuma lesão foi constatada.
O treino de reconhecimento no estádio estava previsto inicialmente para terça-feira, mas foi alterado pela Fifa por causa da possibilidade de chuva na véspera da semifinal.
Juninho ou Denílson: a única dúvida de Scolari
RIO - Juninho ou Denílson? Aparentemente, esta é a única dúvida de Scolari para o jogo entre Brasil e Turquia, às 8h30m (de Brasília) da próxima quarta-feira em Saitama, no Japão, pelas semifinais da Copa do Mundo.
Um dos dois provavelmente será o escolhido pelo treinador da seleção brasileira para entrar no lugar de Ronaldinho Gaúcho, suspenso por ter sido expulso na partida contra a Inglaterra, na última sexta-feira.
Nesta segunda, os dois participaram como titulares no treino coletivo no local da partida, só que em momentos distintos. Juninho começou na equipe principal, formando o meio-campo com Cafu, Gilberto Silva, Kléberson e Roberto Carlos. Mas, aos 24 minutos, Felipão colocou Denílson no seu lugar, mantendo o mistério sobre quem entrará em campo contra a Turquia.
Se Felipão escolher o primeiro, a equipe não terá grandes mudanças. A única diferença é que Juninho vai jogar na sua verdadeira posição, pois estava atuando improvisadamente como segundo cabeça-de-área.
No entanto, caso Denílson seja confirmado entre os 11 que lutarão por uma vaga na final da Copa do Mundo, Scolari terá de fazer mais modificações na equipe. Rivaldo, que vem jogando mais perto da área, dividindo o ataque ao lado de Ronaldinho, certamente será recuado e atuará mais na armação, com o Fenômeno dividindo o ataque com Denílson.
Ricardinho e Kaká, também apontados no início como possíveis substitutos de Ronaldinho Gaúcho, aparentemente estão descartados. Os dois não foram testados entre os titulares e devem ficar mesmo no banco de reservas. Edílson, que também apareceu como uma possível opção, é outro que deve permanecer fora.
No entanto, nada impede que Luiz Felipe Scolari surpreenda novamente e escale um dos jogadores que não foram testados. Contra a Costa Rica, no último jogo da primeira fase, com o Brasil já classificado, o técnico poupou alguns atletas. Ricardinho treinou entre os titulares a maior parte do tempo e Edílson, que participou da atividade no time principal apenas por alguns minutos, foi quem acabou entrando.
Pior foi contra a Inglaterra, pelas quartas-de-final: Juninho treinou entre os titulares e sua escalação era dada como certa. Na hora da partida, Scolari optou por Kléberson, que ficou sabendo que iria jogar apenas na preleção antes da partida.
Alemanha e Coréia do Sul decidem uma das vagas na final
SEUL - Alemanha e Coréia do Sul se enfrentam nesta terça-feira, às 8h30m (horário de Brasília), em Seul, buscando uma vaga na final da Copa do Mundo. Os europeus tentam salvar a honra do futebol do continente, que teve Polônia, Portugal, Itália e Espanha derrotados pelos sul-coreanos. Enquanto isso, a seleção da casa pretende superar a desconfiança de que só chegou até aqui por ter sido favorecida pela arbitragem.
Para a partida, o treinador alemão Rudi Voeller poderá ter um desfalque: o meia Hamann. O jogador, que sofreu uma leve torção no joelho esquerdo na partida contra os Estados Unidos, não vem treinando e não tem a escalação confirmada. Em seu lugar deve jogar Jens Jeremies.
Por sua vez, a Coréia, que mesmo sendo uma das anfitriãs surpreendeu ao chegar entre os quatro semifinalistas, quer recompensar com mais uma vitória sua vibrante torcida, que vem fazendo uma grande festa nos jogos da equipe. Antes deste Mundial, a seleção do país havia disputado 14 jogos em copas, sem vencer nenhum. Em 2002 vem fazendo uma surpreendente campanha, com quatro vitórias em 20 dias, todas elas sobre equipes européias tecnicamente superiores.
O treinador Guus Hiddink, considerado o grande responsável pela boa fase do time coreano, terá a sua disposição toda a equipe que atuou no polêmico jogo com a Espanha, quando o árbitro anulou dois gols legítimos dos espanhóis e a equipe da casa acabou vencendo nos pênaltis.
Prováveis escalações
Coréia do Sul: Lee Woon-jae; Song Chong-gug, Choi Jin-cheul, Hong Myung-bo, Kim Tae-young; Park Ji-sung, Yoo Sang-chul, Kim Nam-il, Lee Young-pyo; Ahn Jung-hwan e Seol Ki-hyeon. Treinador: Guus Hiddink.
Alemanha: Oliver Kahn; Christoph Metzelder, Sebastian Kehl, Thomas Linke; Torsten Frings, Bernd Schneider, Dietmar Hamann (Jens Jeremies), Michael Ballack, Christian Ziege; Miroslav Klose, Oliver Neuville. Treinador: Rudi Voeller.
Árbitro: Urs Meier (Suíça)
Assistentes: Frederic Arnault (França) e Evzen Amler (República Tcheca)
Coréia do Sul escreve seu nome na história das Copas
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RIO - A Coréia do Sul parou diante da tradição da Alemanha e caiu nas semifinais da Copa do Mundo de 2002. A derrota por 1 a 0, no entanto, não deve ser motivo de muita tristeza para os anfitriões.
Afinal, o time dirigido pelo holandês Guus Hiddink já entrou para a história como o asiático que mais longe chegou em um Mundial. Isso sem contar a força e a alegria da sua torcida, que certamente ficará eternizada como uma das melhores coisas dessa estranha Copa, disputada do outro lado do mundo e em horários que a prudência recomenda aos brasileiros trocar a cerveja pelo café com leite.
Os 'Red Devils', como ficaram conhecidos os fanáticos torcedores sul-coreanos, lotaram os estádios em todas as partidas e incentivaram a equipe até o último minuto, mesmo em jogos que pareciam perdidos.
Foi assim contra a Itália, nas oitavas-de-final. O time perdia por 1 a 0 até os minutos finais, quando Ki Seol empatou e levou o jogo para a prorrogação. No tempo extra, Ahn marcou novamente no fim, a quatro minutos do término, e classificou o time para as quartas-de-final.
No gramado e na arquibancada, a comemoração sul-coreana emocionou o mundo inteiro. Menos os italianos, obviamente. Eles deixaram o gramado revoltados, pois a arbitragem lhes tirou a classificação ao anular um gol legal de Tommasi na prorrogação.
O que parecia ser apenas mais um erro dos juízes, acabou manchando a campanha sul-coreana na Copa. Se na vitória por 1 a 0 contra Portugal, no último jogo da primeira fase, a expulsão de Beto provocou um pouco de polêmica, a arbitragem contra a Azzurra aumentou a desconfiança sobre uma possível tendência a favorecer os anfitriões.
Favorecimento que foi confirmado nas quartas-de-final, contra a Espanha. A Fúria teve dois gols mal anulados, um deles na prorrogação, o que valeria a classificação. Além disso, os assistentes também marcaram dois impedimentos inexistentes em ataques do time dirigido por Jose Antonio Camacho, que quase enlouqueceu com a atuação do egípcio Gamal Ghandour e dos seus auxiliares, Michael Ragoonath, de Trinidad e Tobago, e Ali Tomusange, de Uganda.
A partida foi para os pênaltis após empate sem gols nos tempos normal e extra. A Coréia do Sul foi melhor e converteu suas cinco cobranças, enquanto Joaquín desperdiçou para a Espanha, que perdeu por 5 a 3. Enquanto a equipe européia deixou a Copa do Mundo reclamando muito, os sul-coreanos ignoraram os erros da arbitragem e seguiram em frente.
Apesar da decepção por ficar fora da grande final, o sonho ainda não acabou para a Coréia do Sul. No sábado ela ainda pode ficar com o terceiro lugar, caso vença o perdedor de Brasil e Turquia.
Para quem até a Copa passada nunca tinha vencido um jogo e jamais se classificado para a segunda fase, o lugar-comum é mais do que perfeito: a terceira posição terá sabor de título.
Alemanha vai à final sem o seu principal articulador
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RIO - A Alemanha chega à decisão da primeira Copa do Mundo do século XXI com a moral elevada, por ter se classificado contra a maioria dos prognósticos, mas não contará com o seu principal articulador na partida. O meia Michael Ballack levou cartão amarelo por falta em Chun Lee e está suspenso da decisão.
A importância de Ballack para a Alemanha está expressa nos números. O meia foi o autor de três gols na Copa - incluindo os dois que garantiram as vitórias contra Estados Unidos e Coréia do Sul - e é o principal assistente do Mundial - deu quatro passes que resultaram em gols.
Sem Ballack, a Alemanha perde poder ofensivo e terá que depender ainda mais do eficiente sistema defensivo, comandado pelo goleiro Oliver Kahn, grande nome da seleção. A Alemanha vai à final com apenas um gol sofrido em seis jogos.
O treinador Rudi Voeller elogiou Ballack e lamentou a ausência do meia.
- É uma pena ele não poder disputar a decisão, pois foi um de nossos melhores jogadores na semifinal. No entanto, mesmo sabendo que poderia ficar fora da final, Ballack optou por fazer aquela falta, num lance que poderia ter decidido a partida a favor da Coréia do Sul. Ele se sacrificou em nome do time e de toda a Alemanha. O país tem de ficar de pé e aplaudi-lo.
Alemanha chega à sétima final em 15 Mundiais
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RIO - Após passar pelas maiores dificuldades já enfrentadas pelo país em Eliminatórias, a Alemanha chega pela sétima vez a uma final de Copa do Mundo na 15ª participação. Um índice impressionante de 46,6%.
Antes do Mundial, a maioria dos jornalistas e torcedores alemães duvidava que a equipe treinada por Rudi Voeller chegaria mais uma vez à decisão. Após a eliminação na primeira fase da Eurocopa-2000 com três derrotas em três jogos, o time sofreu uma humilhante goleada de 5 a 1 em casa para a Inglaterra nas Eliminatórias, o que obrigou a Alemanha a disputar uma inédita respescagem.
Depois de assegurar a sofrida classificação contra a Ucrânia, a dificuldade foi a seqüência de lesões de jogadores importantes. Nenhuma seleção teve tantos desfalques antes do Mundial como a Alemanha. O meia Deisler e os zagueiros Nowotny e Woerns foram cortados por contusão. E o meia Scholl e o lateral Henrich pediram dispensa, alegando estarem em má forma física. Durante o Mundial, Voeller perdeu ainda o zagueiro Boehme, por lesão.
Apesar dos problemas, a equipe ficou em primeiro lugar no Grupo E, venceu Paraguai, Estados Unidos e Coréia do Sul nas oitavas, quartas e semifinais por 1 a 0 e aguarda o vencedor de Brasil e Turquia. A Alemanha chega à decisão com apenas um gol sofrido e com o melhor goleiro do Mundial (Kahn).
Além do recorde de presença em finais - o Brasil pode empatar se superar a Turquia -, a Alemanha detém outra marca significativa em Copas, que levará muito tempo para ser igualada. Há 13 Copas, os alemães se classificam entre os oito melhores. A equipe mais 'próxima' é a Itália, com quatro participações seguidas em oitavas.
Desde 1954, a equipe chega às quartas-de-final. No período, a equipe conquistou três títulos mundais e foi outras três vezes vice-campeã.
Mesmo com duas Copas a menos no currículo que o Brasil (15 a 17), os alemães possuem a maior média de partidas por Mundial entre todas as seleções, comprovando a regularidade do país na competição. Contando a final de domingo, a seleção alemã tem 85 partidas em 15 Mundiais (5,66 jogos por Copa). Com duas partidas e duas Copas a mais, o Brasil tem média de 5,17.
Brasil enfrenta Turquia em busca de vaga na final
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SAITAMA, Japão - A seleção brasileira pode dar nesta quarta-feira mais um passo rumo à conquista do pentacampeonato mundial. A equipe comandada por Luiz Felipe Scolari enfrenta a Turquia às 8h30m (de Brasília), em Saitama, pelas semifinais da Copa. Se passar pelos turcos, será a sétima final de Copa que a seleção disputa - e a terceira seguida. O classificado deste confronto jogará na decisão contra a Alemanha, que passou pela Coréia do Sul.
Scolari ainda não decidiu quem substituirá Ronaldinho Gaúcho, suspenso por ter levado cartão vermelho na vitória sobre a Inglaterra. A tendência é que Edílson seja escalado, mas Juninho Paulista também tem boas chances de voltar ao time. Ricardinho e Denílson correm por fora na disputa pela vaga. Na partida das quartas-de-final, Luiz Felipe também escondeu a escalação, e só anunciou que Kléberson começaria jogando em lugar de Juninho momentos antes do jogo.
Ronaldinho e Marcos treinaram normalmente nesta terça e estão confirmados. O atacante não sente mais dores musculares e o goleiro está recuperado de uma pancada na coxa esquerda.
Pelo lado turco, o treinador Senol Gunes também faz mistério. Ele ainda não revelou se vai mesmo barrar o atacante Hakan Sukur, que ainda não marcou na Copa, e colocar Mansiz, autor do gol de ouro contra Senegal, que garantiu a equipe nas semifinais.
Esta será a segunda vez que Brasil e Turquia se enfrentam neste Mundial. Na estréia das duas seleções na Copa, os brasileiros venceram de virada por 2 a 1, graças a um pênalti mal marcado pelo árbitro sul-coreano Kim Young Joo. O episódio serviu para aumentar a expectativa do novo confronto, já que os turcos não escondem que consideram a partida como uma revanche.
Escalações prováveis:
Brasil: Marcos, Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kléberson, Edílson (Juninho Paulista) e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldinho.
Turquia: Rustu Recber, Korkmaz, Akyel, Alpay e Tugay; Emre, Basturk, Ergun e Davala; Sas e Sukur (Mansiz).
Brasil de amarelo e Alemanha de branco na final da Copa
YOKOHAMA, Japão - Brasil e Alemanha vão se enfrentar na final da Copa do Mundo no domingo com seus uniformes tradicionais. No primeiro confronto entre as duas seleções em Mundiais, o Brasil atuará de camisa amarela, calção e meia azul. Os alemães atuarão com a camisa branca, calção preto e meia branca. A única mudança no uniforme principal do Brasil será o uso de meias azuis no lugar das brancas.
Na decisão do Mundial, a Fifa decidiu deixar de lado a exigência do uso de uma camisa clara e outra escura. Nas quartas-de-final, a Inglaterra, por ser a mandante do jogo, enfrentou o Brasil com camisa branca. A seleção brasileira foi obrigada a jogar de azul.
A decisão da Fifa desmentiu a posição do supervisor da seleção, América Faria, que havia declarado que o Brasil atuaria com o uniforme reserva contra a Alemanha.
Nas seis finais anteriores em Copas, o Brasil atuou quatro vezes com a camisa amarela (1962, 1970, 1994 e 1998), vencendo três e perdendo uma. Em 1950, a seleção jogou de branco, seu uniforme número um na época. Oito anos depois, conquistou o primeiro título mundial vestindo a camisa azul, na Suécia.
Nas seis decisões já disputadas, os alemães vestiram camisa branca em cinco ocasiões, com três vitórias (1954, 1974 e 1990) e duas derrotas (1966 e 1982). Na final da Copa de 86, a Alemanha perdeu para a Argentina vestindo seu então uniforme número dois, com camisa verde e short branco.
O caminho para derrubar a muralha Oliver Kahn
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RIO - Que o goleiro alemão Oliver Kahn é um dos melhores na posição, ninguém duvida. Mas não há arqueiro imbatível. Quem já ocupou a posição ou usou de todos os artifícios para bater outros goleirões sabe muito bem disso. E dá a dica: bola rasteira sempre e nada de cruzamentos. Se insistir em jogar pelo alto, o ataque brasileiro terá dificuldade de traduzir a eficiência durante a Copa do Mundo em mais um título no torneio. Assim garantem os campeões mundiais em 1994 Zetti e Jorginho, esse último companheiro de equipe de Kahn no Bayern de Munique, e pelo 'Furacão' da Copa de 70, Jairzinho.
O ex-goleiro da seleção afirma que o Brasil deve explorar os ataques com Cafu e Roberto Carlos e cruzamentos rasteiros para os atacantes que chegam de frente para o gol. Se bem executada, diz Zetti, a jogada nos dá 70% de chance de marcar o gol. Jorginho lembra que, além de não se posicionais muito bem em cobranças de falta, o goleiro alemão não “é lá essas coisas” em bolas rasteiras.
Jairzinho concorda e ironiza o apelido 'Muro de Berlim', dado a Kahn pela imprensa internacional. Para o craque, o goleiro alemão ainda não foi testado, sem justificar, portanto, a fama.
- Ninguém chutou, porque a defesa alemã é bem plantada. Ele foi pouco solicitado. Quero ver se, diante do jogador brasileiro, ele mostra essas qualidades - ironizou Jairzinho, que está confiante. - Se bater rasteiro, no canto, quero ver se ele pega - ensina.
Já o ex-atacante da seleção e do Vasco Roberto Dinamite recomenda aos brasileiros muito toque de bola e atenção na hora do chute. Quanto mais preciso o arremate, menos importante será Kahn para a Alemanha. Tetracampeão mundial nos EUA em 1994 e companheiro de Kahn no Bayern de Munique, o meia Paulo Sérgio destaca, porém, o que não pode acontecer na decisão de domingo.
- O jogo não deveria ir aos pênaltis, já que ele é especialista nas cobranças decisivas - disse, lembrando que o goleiro garantiu o título da Liga dos Campeões da Europa ao Bayern em 2001 neste tipo de disputa, contra o Valencia, da Espanha.
Na ocasião, Kahn recebeu das mãos de Pelé o troféu de melhor jogador da decisão, realizada no estádio Giuszeppe Meazza, em Milão.
Beckenbauer: ‘Vai ser difícil derrotarem Kahn’
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YOKOHAMA, Japão - Franz Beckenbauer, campeão em 74 como jogador e em 90 como treinador, tem a fórmula para a Alemanha conquistar o quarto título mundial: vencer o Brasil pelo cansaço, levando a partida para a prorrogação. Nesta quinta-feira, em Yokohama, no anúncio dos dez candidatos à bola de ouro do Mundial, o Kaiser deu um pontapé humorado no clima de rivalidade. Com a mesma classe que exibia em campo, provocou o técnico tetracampeão Carlos Alberto Parreira, também convidado para a cerimônia, junto com o treinador francês Aimé Jacquet, campeão em 1998:
- Carlos, desculpe, mas vai ser difícil derrotarem Oliver Kahn.
Qual a emoção de ver a final inédita entre Brasil e Alemanha?
FRANZ BECKENBAUER: É algo que mexe com a gente. Ver a Alemanha com a chance de ser campeã é uma sensação incrível, seja como jogador, técnico ou espectador. E enfrentar o Brasil numa Copa é um sonho que eu infelizmente não pude realizar. Sempre nos cruzamos em amistosos e torneios, mas nunca numa Copa. Imagino o quanto brasileiros e alemães devem estar ansiosos por este jogo.
O GLOBO: Alguma lembrança especial de seus jogos contra o Brasil?
BECKENBAUER: Muitas. Mas a lembrança que guardo com muito carinho é a de um jogo entre Brasil e a seleção do resto do mundo, no Maracanã, em 1968. Foi um momento fantástico da minha carreira. Ainda era muito jovem, jamais havia pisado no gramado do Maracanã e pude jogar contra Pelé e ao lado de grandes craques do mundo. O Yashin era nosso goleiro. Perdemos de 2 a 1, mas foi uma partida inesquecível.
O GLOBO: Brasil e Alemanha fizeram prevalecer a tradição?
BECKENBAUER: As pessoas precisam saber que eliminatória é uma coisa e Copa é outra. Enquanto os favoritos França, Argentina e Inglaterra não conseguiram ir até o fim, Brasil e Alemanha provaram que merecem estar na final. O Brasil venceu seis jogos e a Alemanha ganhou cinco e empatou um. Será um grande espetáculo, com certeza, e tomara que a Alemanha vença.
O GLOBO: Você chegou a criticar a qualidade do atual elenco da Alemanha. O que mudou?
BECKENBAUER: Não dá para negar que o rendimento da Alemanha nos surpreendeu. O time chegou à final por merecimento. Não estávamos entre os favoritos, mas crescemos na competição e acho que fizemos nossa melhor partida contra a Coréia do Sul. Para mim, o time mostrou que está pronto para lutar pelo título.
O GLOBO: Você arriscaria um palpite para a final?
BECKENBAUER: Um a zero para a Alemanha, na prorrogação. O gol vai ser de Klose.
O GLOBO: E por que na prorrogação?
BECKENBAUER: Porque o Brasil tem um grande time, mas já mostrou que cai um pouco de rendimento no segundo tempo. Quanto mais pudermos alongar a decisão, maiores serão nossas chances de vitória. O Brasil pode até ser apontado como favorito, mas dentro de campo a porcentagem é de 50% para cada lado.
O GLOBO: Qual é o ponto forte da Alemanha nesta Copa?
BECKENBAUER: Nossa defesa tem sido fantástica e devemos boa parte da campanha ao Oliver Kahn. Para mim, ele é o melhor jogador da Copa. Não fossem suas atuações, não estaríamos na final. Parreira que me desculpe, mas vai ser difícil derrotarem Oliver Kahn.
O GLOBO: E da brasileira?
BECKENBAUER: O Brasil tem o melhor ataque do mundo e provou isso na Copa. Tanto que Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho estão cotados para a bola de ouro. Será um duelo entre a melhor defesa contra o melhor ataque. Uma partida emocionante e espero que dê Alemanha no fim.
O GLOBO: Völler e Felipão supe$muitas críticas. Como você avalia o trabalho de ambos?
BECKENBAUER: Völler está no caminho certo e em dois anos vem fazendo um excelente trabalho. Quanto ao Scolari, a melhor resposta que ele poderia dar são os resultados. Queiram ou não, ele está numa final de Copa e isso é o mais importante.
O GLOBO: O baixo nível das arbitragens na Copa preocupa os alemães?
BECKENBAUER: Esse assunto tem de ser amplamente discutido. Acho que agora a Fifa entendeu que o futuro não está em escalar para grandes clássico um árbitro africano, um assistente de Trinidad e Tobago e outro da Austrália.
Collina, árbitro da final, refuta suspeitas sobre sua parcialidade
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YOKOHAMA, Japão - O árbitro italiano Pierluigi Collina, designado para apitar a final da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha, refutou nesta sexta-feira as suspeitas levantadas sobre o possível comprometimento de sua parcialidade, afirmando que sua consciência 'não tem patrocinador'. Ele atuou em um recente comercial da fabricante de material esportivo Adidas, fornecedora da seleção germânica. O fato gerou uma onda de ceticismo acerca de sua imparcialidade, uma vez que o Brasil é patrocinado por uma concorrente, a Nike.
- A minha consciência, como a de todos os outros juízes, é livre. Não pode ser comprada por nenhum patrocinador. A Adidas é um dos patrocinadores oficiais da Fifa e dos árbitros. Não é, portanto, nenhuma surpresa que eu participe de um comercial da empresa - afirmou Collina.
O árbitro disse estar muito orgulhoso pela confirmação da sua condição de melhor do mundo no momento.
- Ser apontado significa que aqueles que decidem confiam no juiz. Já fiz vários jogos, mas uma final de Copa é totalmente diferente. Estou muito orgulhoso e feliz de ter sido chamado pela Fifa - disse Collina.
Apesar de considerar a decisão da Copa uma coisa diferente, o italiano não se sente responsável pela reputação da classe, em baixa devido ao grande número de erros na competição. Ele acha deve fazer o melhor que puder, sem procurar inventar ou aparecer muito.
Sobre aspectos técnicos, o árbitro revelou que analisa cuidadosamente os vídeos de partidas disputadas por equipes cujos jogos deve dirigir.
- Não é para identificar gestos ou simulações, mas para ver a tática utilizada pelas equipes e me postar melhor em campo -afirmou o árbitro italiano.
Collina disse ainda que está satisfeito com os assistentes indicados para auxiliá-lo na final: ele já trabalhou com o sueco Leif Linbdferg e vai atuar pelo primeira vez com o inglês Philip Sharp. Sobre o escocês Hugh Dallas, árbitro reserva do jogo, disse tratar-se de seu melhor amigo.
Seleção brasileira faz treino tático em Yokohama a dois dias da final da Copa
YOKOHAMA, Japão - A seleção brasileira fez nesta sexta-feira um treino tático no penúltimo dia de atividades antes da final da Copa do Mundo, contra a Alemanha, domingo às 8h (de Brasília). Em pouco mais de meia hora, no Mitsuzawa Park, o técnico Luiz Felipe Scolari aperfeiçoou a saída de bola da defesa para o ataque e as cobranças de escanteio só com os titulares, enquanto os reservas testaram finalizações no outro lado do campo. No final, os jogadores bateram pênaltis.
Scolari modificou o posicionamento do trio de ataque durante o treino. No início, Ronaldinho estava no meio, mais adiantado, com Rivaldo mais atrás e Ronaldinho Gaúcho caindo pela esquerda. Depois, inverteu e colocou o meia na direita.
O técnico insistiu na cobrança de escanteios. Rivaldo bateu pela direita e Ronaldinho pela esquerda, sempre no primeiro pau.
No final, todos os jogadores treinaram pênaltis. Com Dida e Rogério Ceni se alternando no gol. Os titulares bateram dois cada. Na primeira vez, Rivaldo, Ronaldinho, Edmílson e Kléberson perderam. Na segunda rodada, só o zagueiro desperdiçou mais um e Gilberto Silva chutou para fora. Os reservas tiveram um aproveitamento melhor e em vinte cobranças erraram apenas três.
Com os 23 jogadores à disposição, Scolari deve escalar na final a mesma equipe que entrou em campo contra a Inglaterra nas quartas-de-final, com Marcos, Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Kléberson, Gilberto Silva, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldinho. Edílson, titular no último jogo, volta para o banco de reservas.
Sábado, a seleção fará o reconhecimento do gramado do Stadium Yokohama, local da decisão.
Coréia do Sul e Turquia disputam o terceiro lugar na Copa
DAEGU, Coréia do Sul - A torcida da Coréia do Sul se despede neste sábado da Copa do Mundo vendo em campo a seleção do país. Às 8h (de Brasília), a equipe comandada pelo técnico holandês Guus Hiddink enfrenta a Turquia, em Daegu, na disputa do terceiro lugar. Em caso de empate, haverá prorrogação e persistindo a igualdade, a decisão vai para os pênaltis.
Ao longo da competição, embora ajudados pela arbitragem, os sul-coreanos fizeram história ao superar Portugal, Itália e Espanha, que chegaram como candidatos ao título. Esta já é a melhor campanha de uma nação asiática em mundiais. Até então, a arqui-rival Coréia do Norte era dona da marca, ao chegar às quartas-de-final em 1966.
- Estou levando essa partida muito a sério pois o povo sul-coreano vai nos obrigar a nos esforçar ao máximo. Ganharemos muito prestígio com o terceiro lugar - comentou Hiddink.
A Turquia não ficou atrás no quesito surpresa. Em sua segunda Copa, chegou onde poucos esperavam, eliminando o Japão, outro dona da casa, e a também surpreendente seleção senegalesa. A equipe do técnico Senol Gunes ainda deu trabalho duas vezes ao Brasil, na primeira fase e nas semifinais.
- Este grupo é formado por jogadores jovens, mas eles demostraram grandes coisas. Tenho confiança que podemos ganhar e coroar uma atuação histórica - disse Gunes.
A Turquia não poderá contar com um dos seus principais jogadores. Hasan Sas levou o segundo cartão amarelo contra o Brasil e está suspenso. Arif deve jogar em seu lugar.
Turquia e Coréia do Sul já se enfrentaram uma vez em mundiais. Em 1954, na Suíça, os europeus impuseram uma goleada por 7 a 0.
Escalações prováveis:
Coréia do Sul: Lee Woon-jae; Choi Jin-cheul, Hong Myung-bon e Kim Tae-young; Park Ji-sung, Song Chong-gug, Yoo Sang-chul e Lee Young-pyo; Cha Doo-ri, Ahn Jung-hwan, Lee Chun-soo.
Turquia: Rustu Recber; Akyel, Alpay, Emre Asik e Tugay; Emre, Davala e Basturk; Arif, Ilhan Mansiz e Erdem.
Pelé critica arbitragem e calendário e analisa as finais da Copa
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YOKOHAMA, Japão - No anúncio dos melhores jogadores da Copa do Mundo de 2002, o craque Pelé fez uma avaliação do torneio nesta sexta-feira. Criticou a arbitragem e culpou o calendário de competições pelo excesso de craques lesionados antes e durante a disputa. Aproveitou também para dar o seu prognóstico sobre a final de domingo entre Brasil e Alemanha e disse que Ronaldinho foi quem mais o impressionou até agora.
Calendário - Precisamos de outro tipo de calendário em anos de Copa do Mundo. Os jogadores das principais seleções estavam cansados. Outras equipes, como Estados Unidos e Coréia do Sul, tiveram mais tempo para se preparar".
Arbitragem - "O problema desta Copa foi a arbitragem. Claro que temos que compreender que a decisão deles precisa ser tomada em segundos. Mas este assunto precisa ser discutido mais profundamente no futuro para encontrarmos soluções".
Zebras da Copa - "'Algumas surpresas foram boas para a Copa. Não estou desapontado com a competição".
Palpite da final - 'O Brasil melhorou nos últimos dois jogos. Será um jogo de ataque contra defesa. Temos os melhores atacantes e eles, os melhores zagueiros. Mas acho que a seleção vencerá. Só não gosto que todos considerem o Brasil favorito, pois todos nesta condição foram eliminados da Copa'.
O craque da Copa - 'É sempre difícil escolher o melhor, mas Ronaldinho foi o jogador que mais me impressionou ao longo de todo o torneio'.
Scolari deve ficar na opinião de Parreira e Luxemburgo
RIO - Os técnicos Carlos Alberto Parreira, do Corinthians, e Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras, querem que Luiz Felipe Scolari continue na Seleção Brasileira depois da Copa do Mundo. Para os dois, mesmo que seja derrotado na final contra a Alemanha, o treinador merece o reconhecimento de seu trabalho com o grupo. Em entrevista à rádio Jovem Pan, a dupla defendeu a permanência de Felipão.
- Ricardo Teixeira tem que renovar o contrato com Felipão. Isso é importante até para moralizar o futebol brasileiro. Temos que mostrar que no Brasil fazemos um trabalho sério, com continuidade. Independentemente de ganhar ou perder, tem que deixar ele lá - defendeu Luxemburgo, que não economizou elogios ao treinador.
- O Felipão mostrou toda a qualidade do treinador brasileiro. Isso é muito bom para o país - concluiu.
Parreira, que horas antes havia se encontrado com o técnico do Brasil, também fez votos para que ele continue a frente do time.
- Depois da Copa, ele tem que chegar no Rio de Janeiro, fazer um churrasco, descansar e depois voltar a conversar. Penso que ele pode repensar essa idéia de deixar o time - explicou o técnico do Corinthians.
Trabalhando como observador da Fifa durante a Copa do Mundo, ele foi convidado por Felipão para conversar com os jogadores antes da final. Depois do encontro, mostrou-se confiante para a decisão contra a Alemanha.
- O Felipão está muito bem, confiante, tranqüilo, otimista. Na minha opinião pessoal, o pior já passou.
Internautas querem feriado na segunda-feira se Brasil for penta
RIO - Se a seleção brasileira vencer a Alemanha e conquistar o pentacampeonato mundial, neste domingo, a torcida no país vai invadir a madrugada comemorando o feito tão esperado. E foi sobre isso a nova pergunta da enquete do portal 'Globo.com'. A questão para os internautas era 'Se o Brasil vencer a Alemanha, deveria ser decretado feriado nacional na segunda-feira?'. E a resposta não poderia ser diferente.
Para 82,8% das pessoas que votaram, o país deve ter uma segunda-feira de folga, para curtir o pentacampeonato. Para apenas 17,2% dos internautas, o título não deve influenciar no cotidiano dos brasileiros. Ao todo, 34.687 pessoas participaram da enquete.
Europeus são fregueses do Brasil em Copas
RIO - A seleção brasileira tem experiência de sobra nas partidas contra os países europeus em Copa do Mundo. Dos 86 jogos que o Brasil disputou, 62 foram contra representantes do Velho Mundo entre 1930 e 2002. A vantagem canarinho nos números é ampla: foram 39 vitórias, 12 empates e 11 derrotas.
Foi contra europeus que a seleção decidiu e conquistou os quatro títulos, o de 1958 contra a Suécia, o de 1962 diante da Tchecoslováquia e os de 1970 e 94 batendo os italianos.
No Mundial de 1958, por exemplo, as seis partidas da equipe de Pelé, Garrincha & Cia. foram contra europeus. Vitórias sobre Áustria, União Soviética, País de Gales, França e Suécia e um empate com a Inglaterra.
No atual Mundial, a seleção jogou quatro partidas contra europeus e ganhou todas: contra os turcos (2 a 1 e 1 a 0) e diante de Bélgica (2 a 0) e Inglaterra (2 a 1).
A Suécia foi o país que a seleção mais enfrentou, em um total de sete jogos, cinco vitórias e dois empates. Itália e Hungria, por sua vez, foram as que mais venceram a seleção: os italianos ganharam nas semifinais de 1938 por 2 a 1 e nas quartas-de-final de 1982, por 3 a 2. Os húngaros venceram por 4 a 2 em 1954 e por 3 a 1 em 1966.
Hiddink diz que erros da defesa causaram derrota
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DAEGU, Coréia do Sul - O técnico da Coréia do Sul, Guus Hiddink, disse que os asiáticos foram derrotados pela Turquia, na decisão de terceiro lugar da Copa, por seus erros defensivos.
- Tentamos desesperadamente o terceiro lugar, mas cometemos alguns erros graves na defesa no primeiro tempo. Conseguimos reagir e marcar dois gols, mas o segundo chegou tarde demais - disse o holandês, após a derrota por 3 a 2 que marca o fim de sua era no comando da seleção sul-coreana.
- Gostaríamos de ter acabado em terceiro nesta Copa, mas não conseguimos. Apesar de tudo, sinto-me muito feliz pelo rendimento geral da equipe na competição - completou Hiddink.
- Eu vou deixar a seleção, mas se isso vai acontecer imediatamente eu tenho que decidir mais tarde. Tem sido uma grande honra servir à seleção do meu país por tanto tempo. Gostaria de jogar o tempo que fosse possível - disse o zagueiro de 33 anos, que jogou 123 partidas pela seleção asiática e fez nove gols.
Seleção brasileira voltará ao topo do ranking da Fifa
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YOKOHAMA, Japão - A seleção brasileira de futebol voltará ao topo do ranking da Fifa independentemente do resultado da partida de domingo contra a Alemanha pela final da Copa 2002. Atualmente o Brasil divide o segundo lugar com a Argentina, que foi eliminada na primeira fase do Mundial e deve perder uma posição.
A França, que liderava a lista, provavelmente cairá e ficará em segundo lugar, já que também não chegou nem às oitavas-de-final. Os franceses estavam em primeiro desde dezembro de 2001, quando desbancaram a seleção tetracampeã mundial.
Com a classificação para a final da Copa, a Alemanha saltará da 11ª posição para a 9ª. Turquia e Coréia do Sul, que chegaram às semifinais da Copa do Mundo, também vão subir no ranking. Os turcos atualmente estão na 22ª colocação, enquanto os sul-coreanos ocupam o 40º lugar. O ranking atualizado será divulgado pela Fifa no dia 3 de julho.
Leve tremor de terra assustou jogadores da seleção
YOKOHAMA, Japão - Um leve tremor de terra neste sábado assustou os jogadores da seleção brasileira, que está em Yokohama e enfrenta a Alemanha na decisão da Copa do Mundo.
- Era madrugada quando tudo tremeu. Tive um pouco de medo, mas logo depois parou - disse o lateral-esquerdo Roberto Carlos.
O goleiro Marcos disse que no momento do tremor estava em seu quarto conversando com os zagueiros Lúcio e Ânderson Polga.
- Eles se assustaram um pouco e tive que acalmá-los - disse o goleiro.
Juninho, por sua vez, disse 'meu coração disparou quando a terra tremeu'. Já Rivaldo nem soube do ocorrido:
- Dormi tão bem que não senti nada - afirmou o meia.
De acordo com os jogadores, o tremor ocorreu na madrugada. Esse leves tremores são normais no Japão durante esta época do ano.
Voeller motiva o esquadrão alemão na véspera da final da Copa
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YOKOHAMA, Japão - Como a seleção alemã já é mesmo sempre comparada com um exército, mecânico e eficiente, o treinador Rudi Voeller resolveu assumir definitivamente o seu posto de comandante geral das tropas. Assim como nos campos de batalha, onde os líderes fazem um discurso motivador para os comandados antes do confronto com o inimigo, mesmo que o rival seja notoriamente superior, o técnico adotou uma postura confiante diante de seus jogadores na véspera da decisão da Copa do Mundo contra o Brasil, marcada para domingo às 8h.
Primeiro, elogiou o seu capitão e principal jogador, o goleiro Kahn, comparando-o aos grande guerreiros inimigos, ou melhor, craques rivais.
- Kahn é nosso capitão e o melhor goleiro do mundo. Já demonstrou isso não só com a seleção, mas quando conquistou a Liga dos Campeões com o Bayern de Munique. Por sua influência no jogo, pode ser considerado tão importante quanto craques como Zidane, Ronaldinho e Rivaldo. Ele fez um grande torneio e todo mundo sabe, inclusive o próprio, que deverá ter uma ótima atuação para que derrotemos a seleção brasileira - afirmou Voeller.
Depois, deixou claro que não ficará limitado a se defender do bombardeio adversário, indicando qual será a sua estratégia para a vitória.
- A Alemanha deverá anular as individualidades do Brasil se quiser ganhar. Devemos nos concentrar nisto, mas será muito difícil que eles não criem situações de gol. Por isso, precisamos manter a posse de bola, para reduzir as suas possibilidades de marcar. Temos que acreditar na nossa capacidade, não podemos ser demasiadamente prudentes - afirmou Voeller.
Em seguida, lembrou batalhas anteriormente vencidas e comparou o esquadrão brasileiro ao de Camarões, tentando deixar os seus comandados mais confiantes e não tão assustados com os heróis de quatro estrelas do outro lado.
- Contra a Coréia do Sul nas semifinais, tivemos a posse de bola na maioria do tempo e nos impomos no mano a mano, ganhando no final. A seleção de Camarões também tinha valores individuais de nível internacional e conseguimos anulá-los - afirmou o treinador.
Por fim, exaltou o esforço de todos e exclamou pelo triunfo final.
- A entrega dos jogadores está sendo total, sem dúvida, porque todos sabem que uma oportunidade como esta acontece uma ou duas vezes na vida. Estão ansioso para jogar, dá para perceber, como aconteceu nas semifinais, mas é uma tensão positiva. Obviamente não somos os favoritos, mas faremos tudo o que for possível para sermos campeões mundiais - disse Voeller.
O mundo já foi deles (ou quase)
RIO - Conquistar o mundo ou tentar conquistá-lo vestindo a camisa de um clube ou de sua seleção não é novidade para 19 dos 46 jogadores inscritos por Brasil e Alemanha na Copa do Mundo, muito menos para os treinadores Luiz Felipe Scolari e Rudi Voeller. A seleção brasileira leva vantagem nesta conta: 14 convocados já disputaram um título mundial e dez venceram. Entre os alemães, apenas cinco tiveram esta oportunidade, mas os nossos adversários levam vantagem no aproveitamento: todos os cinco foram campeões.
O goleiro Oliver Kahn, o defensor Linke, o meia Jeremies e o atacante Jancker venceram o Mundial Interclubes contra o Boca Juniors, no ano passado, no Japão. Curiosamente, até 2001, a disputa acontecia em Tóquio, mas a partir deste ano será realizada em Yokohama, local da final da Copa. Os quatro poderiam ter disputado o título em 1999, mas acabaram perdendo a Liga dos Campeões nos acréscimos contra o Manchester United. O meia reserva Ricken já decidiu um mundial contra uma equipe brasileira. Ele foi campeão pelo Borussia Dortmund, em 1997, derrotando o Cruzeiro.
Scolari, dois vices do Mundial Interclubes
Na disputa entre os treinadores, o novato Rudi Voeller, em seu primeiro emprego, leva vantagem. Como jogador, perdeu a final da Copa de 86 para a Argentina, mas venceu quatro anos depois, derrotando os mesmos argentinos. Luiz Felipe Scolari esteve longe de ser um jogador com talento suficiente para chegar a um Mundial. Mas como técnico, ele dirigiu o Grêmio, em 1995, e o Palmeiras, em 1999. Nas duas oportunidades, ficou com vice.
Entre os jogadores do Brasil, a lista é extensa e quem tem o melhor currículo é o lateral-direito Cafu. Ele foi bicampeão mundial pelo São Paulo, em 1992 e 1993, e venceu a Copa do Mundo pela seleção, em 1994. Derrota, só com a seleção na Copa de 98. Roberto Carlos venceu o Mundial pelo Real Madrid, em 1998, e perdeu pelo clube espanhol, em 2000, e a Copa
de 98. Veja quem são os outros abaixo:
Ronaldinho foi campeão da Copa de 94 e vice da Copa de 98, pela seleção brasileira. Marcos, Roque Júnior e Júnior foram vice mundial pelo Palmeiras, em 1999. Juninho Paulista e Rogério Ceni conquistaram o título pelo São Paulo, em 1993. Ricardinho, Edílson e Vampeta venceram o Mundial de Clubes da Fifa, pelo Corinthians, em 2000. Desta mesma conquista participaram Dida e Luizão, que também sofreram com o outro lado da moeda. O primeiro foi vice pelo Cruzeiro em 97 e pela seleção, na Copa de 98. O segundo, foi vice mundial pelo Vasco, em 1998. A lista tem ainda Denílson, vice da Copa de 98.
Sukur quebra recorde e Turquia termina em terceiro lugar
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DAEGU, Coréia do Sul - A Turquia fechou com chave de ouro sua segunda participação em Copas do Mundo, 48 anos depois de ter sido eliminada na primeira fase na Copa de 1954, na Suíça. Na manhã deste sábado, no estádio Daegu World Cup, a equipe turca derrotou a Coréia do Sul por 3 a 2 - gols de Hakan Sukur e Mansiz (2), com Yong Lee e Gug Song descontando para os donos da casa - e ficou com o terceiro lugar do Mundial.
O primeiro tempo foi de Hakan Sukur. Maior nome da Turquia, o atacante vinha tendo atuações pífias, mas precisou de apenas 45 minutos para garantir a vitória de sua seleção e escrever seu nome na história. Aos 11 segundos de jogo, ele aproveitou falha de Bo Hong para marcar seu primeiro gol na Copa, o mais rápido de todos os Mundiais. O recorde pertencia a Masek, que em 1962, no Chile, fez aos 15 segundos o gol da Tchecoslováquia na derrota por 3 a 1 para o México.
A Coréia do Sul chegou ao empate aos nove minutos, com Yong Lee cobrando falta com perfeição, no ângulo esquerdo de Rustu. A comemoração dos 'Red Devils' não durou muito. Três minutos depois, Sukur deu passe para Mansiz, mesmo pressionado por Sung Lee, desempatar a partida. Na base da vontade e correria, os anfitriões partiram para o ataque. Aos 20, Ahn fez bela jogada pela direita e chutou para a excelente defesa de Rustu, que espalmou a escanteio.
Aos 32, depois de nova tabela com Sukur, Mansiz entrou na área e tocou com categoria por cima do goleiro Woon Lee, fazendo 3 a 1 para os turcos. Sukur ainda perdeu duas boas chances de ampliar, de cabeça aos 36 e livre na área aos 43, mas Lee apareceu bem para defender. Aos 41, a Coréia do Sul teve um gol mal anulado por Saad Mane, do Kuwait. Com o zagueiro Alpay Ozalan dando condição, Ahn recebeu passe de Ji Park e completou para as redes, mas o árbitro marcou impedimento de Soo Lee, que não participou da jogada.
Apesar do esforço da Coréia do Sul na segunda etapa, a Turquia, mais bem organizada em campo, agüentava a pressão mas na hora dos contra-ataques sentia falta de Hasan Sas, seu principal jogador e que ficou no banco por não estar em boas condições físicas. Aos seis minutos, Gug Song se livrou da marcação pela direita e chutou com perigo, rente ao travessão.
Os anfitriões chegavam à área adversária mas tinham dificuldades em concluir a gol, como Soo Lee aos 34, chutando fraco da marca do pênalti e facilitando a defesa de Rustu. Ahn quase diminuiu aos 39, com a bola passando rente à trave direita, e Rustu ainda fez boas defesas em chutes de Ri Cha e Song. O esforço foi premiado aos 48, com nova tentativa de Song, que arriscou de longe e contou com o desvio da zaga para surpreender o goleiro turco. Mas já era tarde para ameaçar a terceira colocação da seleção comandada por Senol Gunes.
Os sul-coreanos fizeram a melhor campanha de uma seleção asiática na história da competição, superando a Coréia do Norte, que chegou às quartas-de-final em 1966, na Inglaterra. Os anfitriões em 2002 já haviam disputado cinco Copas - 1954, 86, 90 e 94 - e nunca vencera uma partida. O quarto lugar fez com que o treinador Guus Hiddink fosse premiado com o Dragão Azul, a maior condecoração esportiva do país. O holandês foi o primeiro estrangeiro a receber esta homenagem.
Brasil e Alemanha disputam o título da Copa 2002
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YOKOHAMA, Japão - Brasil e Alemanha entram em campo neste domingo, às 8h (de Brasília), em Yokohama, para um confronto histórico, sempre adiado em Mundiais. As duas nações de melhor retrospecto ao longo das outras 16 edições se encontram pela primeira vez em uma Copa justamente para disputar o título. Em caso de empate, haverá prorrogação e persistindo a igualdade, a disputa será nos pênaltis.
Nas seis finais que disputou até aqui, a seleção brasileira saiu vencedora em quatro oportunidades (1958, 62, 70 e 94), e agora busca o pentacampeonato. Já os alemães, também presentes em seis finais, tentam igualar o tetra canarinho, uma vez que foram campeões em 1954, 74 e 90. A partida apontará ainda qual continente terá a hegemonia do futebol. Europa e América do Sul estão empatadas com oito conquistas cada.
Prova da força de ambos os países é que o Brasil chega a sua terceira decisão consecutiva. A Alemanha, pouco tempo atrás, entre 82 e 90, conseguiu a mesma façanha. Desde 1950 que pelo menos um deles disputa o título. A única exceção foi em 1978, quando a Argentina foi campeão em casa e a Holanda ficou com o vice.
Pelo lado do time brasileiro, dono do melhor ataque da competição com 16 gols, o treinador Luiz Felipe Scolari terá o retorno de Ronaldinho Gaúcho, que cumpriu suspensão automática na semifinal contra a Turquia. Ele se junta a Rivaldo e Ronaldinho - artilheiro da Copa com seis gols. Edílson volta para o banco de reservas.
Por sua vez, os alemães estarão desfalcados de seu principal articulador. O meia Ballack levou o segundo cartão amarelo na vitória sobre a Coréia do Sul, nas semifinais, e não joga. Jeremies entra na equipe, que recebeu uma forte injeção de ânimo do treinador Rudi Voeller neste sábado. O principal trunfo dos germânicos é o goleiro Oliver Kahn, que levou apenas um gol até aqui.
A previsão da meteorologia japonesa é de chuva neste domingo. Mas houve a mesma expectativa para os jogos do Brasil nas quartas-de-final e na semifinal e não caiu uma gota d'água sequer.
Escalações prováveis:
Brasil: Marcos, Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldinho.
Alemanha: Kahn, Frings, Linke, Ramelow e Metzelder; Schneider, Hamann, Jeremies e Bode; Neuville e Klose.
Brasil vence Alemanha e conquista o pentacampeonato mundial
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YOKOHAMA, Japão - Somos mesmo os melhores. No jogo dos jogos, no confronto entre os gigantes de todas as Copas, o Brasil derrotou a Alemanha por 2 a 0, gols de Ronaldinho, neste domingo e conquistou o pentacampeonato, abrindo pelo menos dois títulos de diferença para os outros rivais que já levantaram a taça. Do descrédito à glória, diante de todas as dificuldades, nos afirmamos no topo do mundo pela quinta vez. Não estamos garantidos em 2006, pois a partir de agora a Fifa obriga o campeão a passar pelas eliminatórias. Nenhum problema para o único país que participou de todas as 17 edições do torneio desde 1930 e é o líder de todas as estatísticas absolutas da competição.
Foi a redenção do Fenômeno, com um sabor muito especial. Quatro anos depois da decepção na França e mesmo passando mais da metade deste tempo se recuperando de lesões no joelho, Ronaldinho conduziu o Brasil ao pentacampeonato no Oriente. Além de ser decisivo na final, foi o artilheiro isolado com oito gols, quebrando a marca de sete em uma edição do torneio conseguida pelo polonês Lato e que ninguém superava desde 1974, e igualou-se a Pelé com 12 em Copas do Mundo.
Rivaldo também deu a volta por cima. Mesmo repetindo a atuação apagada da final de 1998, apareceu decisivamente nos dois gols de Ronaldinho, chutando forte para o rebote de Kahn no primeiro e fazendo o corta-luz no segundo.
E a muralha alemã? Kahn, como os outros da sua seleção, foi coadjuvante da partida e pode ser considerado até um tanto quanto bandido, pela falha no primeiro gol. Que todos que duvidaram do Brasil sejam perdoados por um dia acharem que seria possível superar uma equipe tão unida como a formada por Luiz Felipe Scolari.
Rivaldo aparece e Ronaldinho decide no segundo tempo
O jogo começou nervoso como toda decisão. O árbitro italiano Pierluigi Collina tratou logo de acalmar os ânimos e mostrar o cartão amarelo para Roque Júnior e Klose antes dos dez minutos. Fraco na marcação, o meio-campo da seleção não funcionou na etapa e o toque de bola que apareceu foi o alemão. Mas, mesmo sem dominar, o Brasil teve as melhores oportunidades para marcar. Kléberson aproveitou falhas da zaga adversária e concluiu três vezes de longe, aos sete, 41 e 44, sendo esta última no travessão, na melhor chance até o intervalo. Ronaldinho Gaúcho também apareceu bem e deixou o seu xará duas vezes livre dentro da área, mas o Fenômeno exagerou no desvio do goleiro aos 18 e se atrapalhou no domínio da bola aos 29. O artilheiro da Copa ainda chutou da marca do pênalti aos 46, mas Kahn tirou com a perna no contrapé.
Se não assustou no primeiro tempo, na etapa final a Alemanha quase marcou duas vezes antes mesmo dos cinco minutos, num peixinho de Jeremies, salvo por Edmílson na pequena área, e em cobrança de falta de Neuville, defendida por Marcos e que ainda bateu na trave. A resposta do Brasil veio logo aos seis. Gilberto Silva cabeceou em cima de Kahn e chutou para fora o rebote.
O jogo permaneceu equilibrado e nervoso até Rivaldo e Ronaldinho fazerem a diferença. Aos 22, no seu primeiro acerto na partida, o meia chutou de fora da área, o elogiadíssimo goleiro germânico não encaixou e no rebote o Fenômeno completou com precisão por baixo de Kahn.
Voeller ainda trocou Klose por Bierhoff e Jeremies por Asamoah, na tentativa de tornar a Alemanha mais ofensiva. Mas a defesa da seleção brilhou, cortando todas as bolas cruzadas na área. Aos 34, o tiro de misericórdia. Kléberson, outro destaque do jogo como Roque Júnior, cruzou da direita, Rivaldo abriu as pernas e Ronaldinho tocou no canto esquerdo de Kahn. Conclusão indefensável, numa jogada bem ao estilo do futebol brasileiro. Nos dez minutos finais, Juninho e Denílson entraram e levaram a zaga adversária à loucura e por pouco a vitória não foi por maior diferença. A seleção derrubou a muralha alemã de maneira inquestionável e mostrou que o talento verde-amarelo é irresistível e muito melhor do que qualquer outro. Afinal, somos pentacampeões!
O recorde do capitão Cafu
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RIO - Ao entrar em campo para a decisão entre Brasil e Alemanha, Cafu inscreveu seu nome para sempre na história das Copas do Mundo. Assim que o apito do árbitro italiano Pierluigi Collina soou, o lateral-direito brasileiro se tornou o primeiro jogador a disputar três finais consecutivas de Mundial. Ronaldinho e Matthaus estiveram em três decisões, mas não jogaram respectivamente em 1994 e 1982, pois eram reservas.
Mas com a vitória sobre a Alemanha, Cafu também entrou para o seleto grupo de jogadores brasileiros que tiveram a honra de receber o troféu pelo título máximo do futebol. Com a contusão e o corte de Emerson, ele se tornou o capitão da seleção e levantou a taça do pentacampeonato brasileiro, se juntanto a Bellini (1958), Mauro (1962), Carlos Alberto Torres (1970) e Dunga (1994).
Mas isso não é tudo. Desde a sua estréia na seleção em 1990, sob o comando de Falcão na derrota por 3 a 0 no amistoso contra a Espanha, o lateral-direito conquistou marcas importantes, apesar da desconfiança da torcida verde-amarela. Primeiro, superou o goleiro Taffarel e se tornou o jogador que mais vezes atuou pela seleção, com 117. No quesito partidas disputadas em Copas, ele perde no Brasil apenas para dois jogadores: Taffarel, mais uma vez, e Dunga, com 18 cada um. Cafu tem 16 e, como já está com 32 anos, dificilmente vai superar essa marca, pois precisaria disputar o próximo Mundial
Pela seleção, Cafu marcou um total de cinco gols e conquistou o Mundial em 1994 e 2002, os títulos da Copa América em 1997 e 1999 e a Copa da Confederações em 1997. E nos clubes sua carreira não é menos vitoriosa, muito pelo contrário. No São Paulo foi bicampeão da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes em 1992 e 1993. Também pôs a faixa pelo título brasileiro em 1991, além de ter dado a volta olímpica como campeão paulista em 1989, 1991 e 1992. Ainda no Morumbi, ganhou a Supercopa dos Campeões da Libertadores em 1993 e a Recopa Sul-Americana por duas vezes - 1992 e 1993.
Em 1995, foi campeão da Recopa Européia pelo Zaragoza, da Espanha. Ganhou o paulista e a Copa Euro-América pelo Palmeiras, em 1996. No Roma, seu atual clube, conquistou o scudetto do Campeonato Italiano em 2001.
Confira a classificação final da Copa do Mundo 2002
YOKOHAMA, JAPÃO - Após a conquista do pentacampeonato da seleção brasileira, foi divulgada a lista oficial com a classificação final das 32 seleções na Copa do Mundo do 2002. A França, campeã em 1998, acabou apenas na 28ª posição após a eliminação ainda na primeira fase.
Já os Estados Unidos, que ficaram em último lugar no Mundial passado, terminaram em oitavo. A lanterna desta vez ficou com a Arábia Saudita, que perdeu todos os jogos e logo na estréia sofreu a maior goleada da Copa: Alemanha 8 a 0.
Os anfitriões, apesar da pouca tradição, foram bem. A Coréia do Sul acabou em quarto, obtendo a melhor campanha de uma seleção asiática em Mundiais. Por sua vez, a seleção japonesa foi a nona colocada.
Confira a classificação final:
1º BRASIL
2º Alemanha
3º Turquia
4º Coréia do Sul
5º Espanha
6º Inglaterra
7º Senegal
8º Estados Unidos
9º Japão
10º Dinamarca
11º México
12º Irlanda
13º Suécia
14º Bélgica
15º Itália
16º Paraguai
17º África do Sul
18º Argentina
19º Costa Rica
20º Camarões
21º Portugal
22º Rússia
23º Croácia
24º Equador
25º Polônia
26º Uruguai
27º Nigéria
28º França
29º Tunísia
30º Eslovênia
31º China
32º Arábia Saudita
A Festa do Penta Campeonato (as imagens falam tudo)
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Scolari ressalta amizade como chave para conquista do penta
YOKOHAMA, Japão - Emocionado com o quinto título mundial de futebol do Brasil, o treinador da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, afirmou que amizade, união, vibração e esforço para alcançar o objetivo foram os segredos para que o Brasil conquistasse a Taça Fifa neste domingo em Yokohama (Japão).
- Agradeço aos brasileiros e que fique a imagem de amizade da seleção. Não sou político. Não gosto de política. Mas só assim é que vamos fazer o Brasil crescer.
Scolari afirmou que o objetivo inicial na Copa foi ''resgatar a imagem do Brasil vencedor'', abalada nas Eliminatórias, e que o título foi conseqüência do planejamento executado.
Na alegria pelo título, Scolari não esqueceu de elogiar o desempenho da defesa, setor mais criticado da equipe durante a competição.
- A defesa do Brasil é uma das melhores do mundo. Além de força, os nossos zagueiros têm técnica.
O treinador afirmou que a Alemanha atuou com esperado na final, mas a ''qualidade técnica brasileira serviu para fazer a diferença''.
A Emoção de ser Campeão
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170 milhões de torcedores. Torcedores aflitos antes do início da partida decisiva. Que partida! O jogo dos jogos. As duas seleções com melhor aproveitamento em todas as Copas estavam frente a frente na primeira decisão do novo milênio. O nervosismo toma conta dos jogadores. O momento da vida deles. A glória de ser campeão. Vinte e dois jogadores em busca da glória.
O sonho dos jogadores é levantar a Taça do Mundo. A Taça que é a chave do mundo. Quem a tem, tem o mundo em suas mãos. Dourada ela reluz. Assim, ela chama a atenção de todos que passam. A cada olhar que a encontra, o desejo de a ter cresce. Cresce, cresce... Cresce ao ponto de o jogador da tudo de si para tê-la. Um vício saudável.
O sonho brasileiro de ter a Taça é aumentado quando o brasileiro pensa que com isso, a nação estará chegando ao Penta Campeonato. Depois do fracasso de 98, todos querem o sucesso. Agora, o Penta é importante para manter a hegemonia do futebol arte brasileiro.
O sonho se torna mais possível quando a rede balança pela primeira vez. O tão famoso goleiro alemão, que era considerado o melhor da Copa, caiu. Caiu perante o ataque mortal brasileiro. Os pés de ouro dos atacantes se sobressaem em contraste com as luvas milionárias do arqueiro. O segundo gol vem. O Segundo Muro de Berlim cai. Cai no chão desiludido. As mãos ao rosto escondem seu rosto envergonhado. Ser derrotado pela arte, a arte do futebol.
Os minutos vão passando. O jogo vai se encaminhando para um final. A Copa vai acabando. O Brasil mas uma vez mostra que o favoritismo venceu. Termina o jogo. Lágrimas e lágrimas. Lágrimas de alegria por parte dos vencedores. Lágrimas de tristeza por parte dos não vencedores. Pois eles venceram. Chegar a uma final de Copa não é para qualquer um. Chegar e se sobressair sobre o adversário é mais ainda.
A tão sonhada Taça agora é dos mais novos penta campeões mundiais do futebol. A festa do futebol arte é grande. A ritmo de samba, os jogadores comemoram o triunfo. Triunfo conseguido através de sufoco. Sufoco vencido pela garra. A garra que vinha acompanhada de habilidade. A habilidade que foi essencial para a vitória. A vitória brasileira vista pelo mundo inteiro. Podíamos respirar aliviado: o BRASIL ERA PENTA CAMPEÃO!!!!
Por Rodrigo "Strider" Branco
Uglúk o Uruk-Hai 02-07-2002, 17:15 Bem... fim da copa... fim das noticias... a não ser q ele e Penta ne gente?? ehehehe...
Então ate a proxima copa... e boa noite...haha
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