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View Full Version : Clássico x Contemporâneo


Débora Elbereth
08-04-2003, 03:42
Vc prefere o clássico ou o contemporâneo? Como vc interpreta a visão do belo e da estranheza?

É sempre interessante uma discussão de conceitos!

Uglúk o Uruk-Hai
08-04-2003, 04:27
Obrigado pela colaboraçao dona Débora...

Vamos fazer um enquete come esse tópico, vamos ver onde esta voltada a cultura dos membros...

E bem, sobre interoretar a forma.. Pq como minha formaçao de Design Grafico eu estou acostumado a ler mesg nas formas e nunca analizei oq eh belo e o q eh estranho... pra mim so são formas q cominicam...

Beleza tem regras de estetica, discutidas em outro tópico ja nesse sub forum... E eu deixei claro a minha posiçao...

Então pra mim e belo pra vc estranho, para mim estranho pra vc belo... Segundo as leis da natureza pra mim oq eh belo e natural, estranho e oq quebra essa harminia... Porem eu posso achar belo pela forma como afz em entender oq ela passa...

Simples...

a sim... eu prefiro contemporanio... adoro liberdade de criaçam em sima do abstrato, e num gosto de regras de plastica... apesar de sempre usa-las, ainda num tenho capacidade de ser um David Carson... hehehe

Glorwendel
08-04-2003, 04:33
Clássico 8-) .
Amor às formas existentes, o retrato do belo, o flagrante, sim sim 8-) .
Tudo isso e mais um pouco 8-) .

V
08-04-2003, 05:33
Clássico 8-) .
Amor às formas existentes, o retrato do belo, o flagrante, sim sim 8-) .
Tudo isso e mais um pouco 8-) .

Ditto. 8-)

Fox
08-04-2003, 15:38
Eu ia votar, mas surgiu a dúvida.

O que é o comtemporâneo e o clássico?

-------ORO:::Ë--------84:
08-04-2003, 16:53
admiro mais o classico. mas acho arte contemporanea muito mais expressiva. o artista tem mais liberdade.

Thico
11-04-2003, 22:44
Qnd vcs comecam a levar o "comtemporaneo" em consideracao?
Apartir de qnd exatamente? :roll:

Lukaz Drakon
12-04-2003, 00:07
Contemporaneo :grinlove:

Por que? Eu acho o contemporaneo um pouco mais... como dizer... viajado. O classico tinha (na sua maioria) obras mais normais. Já o contemporaneo não, ele cresceu e se firmou quase como o inverso disso. 8-)

Arandelis
16-04-2003, 10:45
Eu ia votar, mas surgiu a dúvida.

O que é o comtemporâneo e o clássico?

Ditto.
O que seria considerado contemporâneo e clássico?
Fica complicado participar da votação se se tem esse tipo de dúvida :roll:

Thico
17-04-2003, 03:42
Bom... ja que nao houve nenhuma explicacao... eu mesmo resolvi meio que dividir qnd foi eh o COntemporeraneo e o classico e fiquei com o Contemporaneo... apesar de curti o classico tbm... nao o desmereco... mas a arte mais atual me atrai mais! :roll:

Washu_Hakubi
18-04-2003, 12:17
É duro ser eclética...nem vou poder votar...adoro coisas nos dois gêneros.
Acho muito chato ficar fazendo "listas de preferência"...tem dias que tou mais pro clássico, outros mais pro contemporâneo.... :lily:
....................
sinto que estou tendo um de-ja-vu com essa mensagem :eek:

Tisf
19-04-2003, 05:37
Eu tb acabei optando pelo clássico...

Meu gosto não combina tanto com o contemporâneo...

Senhora de Avalon
20-04-2003, 03:34
idem tisf....

Mas o clássico é mais...original
é apaixonante :grinlove:

Shiryu de Dragão
20-04-2003, 13:26
Com certeza comtemporaneo......

Meriadoc, O Magnífico
20-04-2003, 14:20
A questão que me parece pouco clara aqui é a da definição de contemporâneo... Arte moderna (Lê-se "movimentos artísticos" até Andy Warholl, nos anos 60) não deve se enquadrar na categoria contemporâneo por uma questão etmológica, contemporâneo é o momento presente... Então, na hora de decidir, ponderem sobre séculos de tradição nas artes e o que temos visto como produção artística dos anos 70 até hoje...

Acho até covardia... :roll:
....e eu concordo. :cheers:

Tanto que depois dessa definição, eru, me sinto um tanto quanto inclinado a votar nos clássicos...

Urd Sama
20-04-2003, 14:59
Naum tenho preferência por nenhum, ambos tem sua beleza, mas de forma bastante diferente...

Naum achu q de p/ "escolher" o melhor ou o mais belo... naum consigo comparar...

Gosto dos dois...

Arandelis
21-04-2003, 11:58
Sim, sim, eu me sinto mais ou menos como a Urd.
Não tenho como escolher entre um ou outro.
Ambos tem obras maravilhosas e outras.. hm... nem tanto.

Ecthelion
19-05-2003, 01:58
gosto do Clássico, mas Contemporâneo não é tão ruim assim....

Melkor, o inimigo da luz
29-07-2003, 11:12
Acho que sou o mais conservador possível, não curto essas artes modernas, adoro a arte clássica e só ela... Sou meio fechado pra essas novidades de "expressar seus sentimentos com uns riscos na tela"... Eu sei que também é arte, mas algo em mim não engole esses pintores modernos... =)
Nada contra, mas eu não gosto realmente... Tudo bem que eles tão passando pro mundo o que eles sentem e tudo mais, mas... :/

Não achem que sou um insensível ignorante, é que eu não gosto, é minha opinião... ^^

Melkor, o inimigo da luz
29-07-2003, 23:47
Não sei a classificação, não gosto da arte "de hoje em dia" desde que ela deixou de ser feita de coisas bem trabalhadas e virou essas coisas abstratas sem sentido... Uma coisa é Picasso que faz abstrato que parecem algo, outra é um cara que pinta uma tela de vermelho e inventa um milhão de motivos pra aquilo, eu sei que ele colocou na tela o que ele sentia, mas como já disse, existe um quê de conservador em mim... ^^
Deste estilo eu só gosto de Kazimir Malievich... O Quadro Negro e Os Esportistas é tudo! ^^

Fox
30-07-2003, 03:20
Uma coisa é Picasso que faz abstrato que parecem algo, outra é um cara que pinta uma tela de vermelho e inventa um milhão de motivos pra aquilo

Arte conceitual, na verdade. :mrgreen:

Eu prefiro separá-la da classificação do Modernismo em geral pela própria preguiça que ela envolve, usando conceitos como muletas pra mediocridade dos seus trabalhos.

Tem um tópico excelente sobre isso lá no Insônia: http://forum.valinor.com.br/viewtopic.php?t=14571&sid=ace7beb0b03d863f5ce70d88 e9ccc19c

Não se importem com o tamanho do tópico, dá pra se manter uma discussão de bom nível dele. :wink:

£ara
30-07-2003, 19:45
ambos tem sua beleza...mas clássico.. eh... assim... clássico!! :mrgreen:

mas nada de reduzir a arte comtemporânea hein gente...

Fox
30-07-2003, 23:24
ambos tem sua beleza...mas clássico.. eh... assim... clássico!! :mrgreen:

mas nada de reduzir a arte comtemporânea hein gente...

Mas você há de concordar que ela é muito superestimada.

Glorwendel
31-07-2003, 11:41
Difícil não parecer moralista ao falar sobre arte contemporânea em comparação à arte clássica. Da primeira, aliás, muito mais se fala do que se faz.

Vou tentar expor um pouco do que penso sobre isso... "Tentar", seria realmente a melhor palavra, porque isso é um tanto complicado.



Isso me lembra alguns anos atrás, com o anúncio da venda do quadro branco de Malevich pela bagatela de 15 mil dólares. Aquilo me deixou pasma.

O quadro consistia somente de tinta branca, sobre uma tela enorme, e uma pequena assinatura do autor no canto inferior direito.

Indo direto ao ponto: teria eu conseguido vender uma tela totalmente branca por 15 mil dólares? Teria eu vendido isso por qualquer quantia, em primeiro lugar? Então me responderiam, "Ah, mas essa não é qualquer tela branca, essa foi pintada por Malevich".

A questão é exatamente essa. Muito parecido com tietagem aliás, quando qualquer garrafa d'água jogada pelo ídolo tem um valor incomensurável. Mas isso é ainda uma questão totalmente pessoal. Pra mim, é completamente insano pagar qualquer preço por um pedaço de lixo jogado por quem quer que seja, mas uma fã de N'Sync pode não pensar o mesmo.

E porque um pedaço de lixo de Malevich vale mais do que qualquer papel de bala que um de vocês pudesse vir a descartar? Os 15mil foram, afinal, em nome da arte ou da fama? Um ato absurdo diante de uma realidade absurda, que é a de celebridades vazias? O que fez Malevich nessa m* de quadro pra valer mais do que muitas telas no qual foram investidas tempo e talento?

Antigamente, a arte fazia a fama. Hoje a fama faz a arte.

Afinal, se um quadro branco é arte, por que se eu fizesse o mesmo não teria o mesmo valor sendo tão arte quanto o primeiro?

O fato de Malevich ter feito outras obras de alguma forma relevantes não interfere no valor de um quadro branco por si só.

Tivesse a Mona Lisa sido o único trabalho de Da Vinci, ainda assim ela teria a mesma profundidade artística, embora o autor não fosse conhecido.

Mas o preço de cada obra deve ser avaliado individualmente, afinal não se paga em uma impostos sobre outras. Pagando um quadro de Malevich, estaria eu cobrindo juros pelo "conjunto da obra"? Isso simplesmente não faz sentido.

Sendo tinta branca sobre tela arte, qualquer um poderia fazer e ter o direito de cobrar o que bem quisesse por ela. E receber. Pois quem o faz provou ter a mesma habilidade artística do dito cujo, já que tal feito parece ser sublime.

Sinceramente, com o perdão da palavra, um cocô feito por qualquer artista tem o mesmo valor de qualquer outro cocô.

O valor afinal está na arte em si, e não em quem quer que tenha feito.

Pra ilustrar o tópico, vou postar algumas da incríveis e inimagináveis "obras de arte" do "artista" citado:

Um dos mais famosos:
http://www.dartmouth.edu/~matc/math5.geometry/unit16/1910.jpeg

Uma incrível composição a lá Paint Brush:
http://www.csulb.edu/~karenk/20thcwebsite/438final/ah438fin-ImageF.00002.jpeg

"Quadro Vermelho" (Original, não?)
http://www.replica21.com/archivo/o_p/73_images/73_malevich_2.jpg

"Quadro Negro"....
http://users.omskreg.ru/~kolosov/malevich/malevich_orig.gif

"Branco Sobre Branco"
http://www.bc.edu/bc_org/avp/cas/fnart/art/20th/painting/malevich1.jpg

Tirem suas conclusões.
E, principalmente, tentem analisar cada obra como que produzida por um completo estranho. Pois, até hoje, a História só comprovou o valor real de assinaturas em cartórios.

Para mais informações: http://www.malevichsociety.org

£ara
31-07-2003, 18:23
acho q hj há uma necessidade maior de fazer algo diferente, por isso das telas tão originais... naum q o comtemporâneo naum seja bonito, nem seja arte... eh apenas o resultado de mudanças na cultura...

claro q eh estupidez alguém comprar um quadro em branco, a pessoa na verdade está comprando a assinatura... se esse tal quadro não tivesse o nome malevich no canto, com certeza naum valeria nem um terço dos 15 mil...

Fox
01-08-2003, 05:57
acho q hj há uma necessidade maior de fazer algo diferente, por isso das telas tão originais... naum q o comtemporâneo naum seja bonito, nem seja arte... eh apenas o resultado de mudanças na cultura...

Eu prefiro chamar de preguiça mesmo.

Há um limite instintual no que diz respeito a comunicação em geral. E a arte tem como parte de sua definição, essa comunicação.

Não acho nem um pouco válido se aproveitar de uma revolução verdadeira nas vertentes artísticas pra enfiar goela abaixo do povo qualquer coisa imbuída de significado ilusório, tenha sido ele esclarecido ou não.

Em ambos os casos, costuma rolar o que pode ser muito bem chamado de equivalente do conto da roupa invisível do rei. Sabe, aquela onde o rei ficou de cuecas no meio da corte e disse que só os dignos de serem daquela corte poderiam ver a roupa... adivinha o resultado. =B

Pois é, muito disso rola no mundo da arte do século XX, com aqueles clichês de conoisseurs intelectualóides e tudo mais. 8-)

claro q eh estupidez alguém comprar um quadro em branco, a pessoa na verdade está comprando a assinatura... se esse tal quadro não tivesse o nome malevich no canto, com certeza naum valeria nem um terço dos 15 mil...

Ele não valeria nem um milésimo de 15 mil dólares. Na pior das hipóteses, ele valeria apenas o custo da tela e da tinta.

£ara
04-08-2003, 20:34
falou bem fox... mas vc há de concordar que a mídia e a moda atual exigem algo original e diferente dos artistas... passamos da fase das telas perfeccionistas...

Glorwendel
04-08-2003, 20:36
falou bem fox... mas vc há de concordar que a mídia e a moda atual exigem algo original e diferente dos artistas... passamos da fase das telas perfeccionistas...

Infelizmente...
Embora eu não saiba como uma maçaroca de tintas possa ser mais original que um conjunto figurativo. :tsc:

Fox
05-08-2003, 01:03
falou bem fox... mas vc há de concordar que a mídia e a moda atual exigem algo original e diferente dos artistas... passamos da fase das telas perfeccionistas...

Infelizmente...
Embora eu não saiba como uma maçaroca de tintas possa ser mais original que um conjunto figurativo. :tsc:

Ou como podem ser consideradas perfeccionistas. :lol:

Lara, compreendi bem seu ponto e concordo, claro. Mas até aí, nada demais. Nem a moda nem a mídia são muito famosos por terem qualquer tipo de critério em suas exigências. :mrgreen:

£ara
05-08-2003, 15:25
eu diria q foi sim um detrimento da arte, mas por pura exigência da mídia e dos consumidores... "a mídia naum eh tão famosa" :?... ???... como assim fox?

Fox
06-08-2003, 01:11
eu diria q foi sim um detrimento da arte, mas por pura exigência da mídia e dos consumidores...

O que não diminui em nada o fato de ser mesmo um detrimento.

"a mídia naum eh tão famosa" :?... ???... como assim fox?

Releia a minha frase toda.

Nem a moda nem a mídia são muito famosos por terem qualquer tipo de critério em suas exigências.

É só ver por exemplo a moda dos anos 80 e a mídia atual exibindo basicamente qualquer porcaria que o público assista.

Conan
19-08-2003, 18:03
Fora que sem contrariaçoes ou inovaçoes na area do modismo, tal nunca sairia da mesma coisa, ou seja, o que mais a estimula é exatamente a busca por fugir da mesma. E se a moda é ser diferente, porque naum voltar aos classicos? :D Acho que o importante é o artista transmitir algo, nem que seja raiva no seu publico.

o.b.s.: Tipo, eu naum sei se tou dentro do assunto do topico ou naum, ou se o que falei tem a ver com que vcs taum conversando, sabe como que é, papo muito cabeça faz com que minhas sequelas fiquem inquietas...

Fox
20-08-2003, 03:23
E se a moda é ser diferente, porque naum voltar aos classicos?

Acho que o melhor é tenar ser você mesmo, mais do que apenas ser diferente.

Se isso inclue influências tanto do Clássico quanto od comtemporâneo, tanto melhor.

Tipo, eu naum sei se tou dentro do assunto do topico ou naum, ou se o que falei tem a ver com que vcs taum conversando, sabe como que é, papo muito cabeça faz com que minhas sequelas fiquem inquietas...

Não, tu só falou merda. Se tu aparecer por essas bandas de novo, te baixo o cacete. :x

PS: Calma gente, o Conan é meu amiguinho. :kiss:

£ara
21-08-2003, 16:29
eu naum diria q a moda eh ser diferente, apesar de que esse um assunto muito relativo e q depende do ponto de vista de cada um...

"voltar ao clássico"... eu sempre achei essa expressão um tanto errada... eu acho que naum seria possível voltar ao clássico... por mais que as novas telas tentassem e fizessem tudo igual aos chamados quadros clássicos, aquela bela época jah passou e acho q nada a tratia de volta...

se as características fossem as mesmas, o sentimento o mesmo... ainda assim, eu acho que seria apenas um neo-classicismo

Fake
21-08-2003, 16:32
Clássico 8-) .
Amor às formas existentes, o retrato do belo, o flagrante, sim sim 8-) .
Tudo isso e mais um pouco 8-) .
Ditto

Deza
21-08-2003, 16:37
Prefiro um quadro no qual eu identifique a figura ou que o pintor quis passar
do que um quadro modernista cheio de formas e cores que ao meu olhar nada me acrescenta, pode ser uma forma rudimentar de se apreciar Arte em si, mas não sou expert, sou leiga, e quero Arte para alimentar meu espiríto, como posso ser instigada se não comprrendo o significado de uma obra- tenho um quadro modernista em casa- que minha família só mantém pq é peça de decoração, é bonita e tal- eu e meu irmão o abominamos, pra nós nada diz, mas eu gosto dos quadros do escritório pq é paisagem, e a gente fica horas observando cada detalhe, imaginando cada sentimento, ficamos em extâse e o quadro da sala fica lá sem sentido, solitário, nem meus pais olham muito pra ele- acho que o temos só para dizer que somos modernos :lol: :lol: :lol:

Conan
27-08-2003, 15:08
eu naum diria q a moda eh ser diferente, apesar de que esse um assunto muito relativo e q depende do ponto de vista de cada um...

"voltar ao clássico"... eu sempre achei essa expressão um tanto errada... eu acho que naum seria possível voltar ao clássico... por mais que as novas telas tentassem e fizessem tudo igual aos chamados quadros clássicos, aquela bela época jah passou e acho q nada a tratia de volta...

se as características fossem as mesmas, o sentimento o mesmo... ainda assim, eu acho que seria apenas um neo-classicismo

Intaum vc coloca classico apenas como referencia de uma determinada epoca da arte e naum um estilo ou tecnica, pois do contrario, dependendo do sentimento, pode-se voltar te-los sim. Porque naum poderia ocorrer um sentimento de opressaum gerado por uma guerra e que motivasse um quandro usando-se tecnicas classicas? Concordo sim se vc levar em consideracaum classico como sendo obras dos artistas de uma determinada epoca, estes sim unicos, e naum determinados estilos e maneiras de se fazer arte. Neo-classismo seria uma separacaum meramente temporal...

Kadath
05-01-2004, 01:11
Eu tenho uma preferência pelo clássico, apesar da arte contemporanea também me encantar...
Enquanto a beleza e estranheza eu acho que esse é um conceito relativo.. (aliás, tudo é relativo) pois o que é belo para mim não é necessariamente belo para você.. e assim se vive... sem discussões maiores...

:eh:

Lisavieta
29-01-2004, 14:49
eu naum diria q a moda eh ser diferente, apesar de que esse um assunto muito relativo e q depende do ponto de vista de cada um...

"voltar ao clássico"... eu sempre achei essa expressão um tanto errada... eu acho que naum seria possível voltar ao clássico... por mais que as novas telas tentassem e fizessem tudo igual aos chamados quadros clássicos, aquela bela época jah passou e acho q nada a tratia de volta...

se as características fossem as mesmas, o sentimento o mesmo... ainda assim, eu acho que seria apenas um neo-classicismo

Intaum vc coloca classico apenas como referencia de uma determinada epoca da arte e naum um estilo ou tecnica, pois do contrario, dependendo do sentimento, pode-se voltar te-los sim. Porque naum poderia ocorrer um sentimento de opressaum gerado por uma guerra e que motivasse um quandro usando-se tecnicas classicas? Concordo sim se vc levar em consideracaum classico como sendo obras dos artistas de uma determinada epoca, estes sim unicos, e naum determinados estilos e maneiras de se fazer arte. Neo-classismo seria uma separacaum meramente temporal...

Bem, o neo-classicismo jah veio e jah foi e foi na época certa. Acho que o neo-classicismo foi importante( até por causa das questões históricas da época ( Rev. Francesa e blá blá blá) mas não me atrai. Desta mesma época prefiro muito mais um quadro romântico do que um neo clássico ( amo Caspar Frederich).

Concordo com quem disse que é impossível voltar ao clássico. Estamos em uma época diferente, com valores diferentes e um mundo diferente. Naum faz muito sentido pintar cenas típicas do classicismo quando vc sai na rua e vê miséria e florestas de concreto.
disseram que a arte moderna e contemporânea não transmite nada. Para essas pessoas recomendo um pouco de estudo de história da arte.

E me desculpe se fui rude, mas meu sangue ferveu com alguns comentários que eu li que desmereciam a arte contemporânea!!!
Viva Hélio Oiticica!!! Viva Antônio Manuel!!!

Lord Meneltar
29-01-2004, 15:15
O Contemporâneo me assusta
, o clássico é mais...leve.



(o que me assusta é que eu postei no artes ahuauhauh)

{Scarlet Rose}
29-01-2004, 15:25
E me desculpe se fui rude, mas meu sangue ferveu com alguns comentários que eu li que desmereciam a arte contemporânea!!!
Viva Hélio Oiticica!!! Viva Antônio Manuel!!!

Hahaha... não se preocupe... com o tempo você começa a perceber que tem muita gente que fala coisas sem pensar... ou sem saber o que estão dizendo... mas claro que não podemos ficar bravos com isso...
Eu mesma já fiquei tão brava com o Eru.. ele lembra... dizia que Romero Britto era um pintor naif... well... passou.

Minha visão sobre essa discussão continua a mesma. Todas as escolas e períodos de arte foram necessários pra época, e pra que a partir desses surgissem movimentos mais condizentes com as épocas posteriores.. assim... chegando ao contemporâneo. Pra mim, a arte contemporânea cabe no mundo de hoje. As obras tem um porque de serem assim... do mesmo jeito que no rococó existiam aquelas obras de extremo mal gosto (cheias de coisinhas bregas), ou no futurismo aquelas telas com movimento (mesmo em 2d)... hoje a arte acompanha a sociedade. E é claro que sempre existem pessoas que não conseguem evoluir, ou até mesmo abstrair o passado e entender que as coisas progridem. Eu fico assim :clap: quando vejo exposições com artistas contemporâneos... muito mais do que quando vou ao MASP, por exemplo, pra ver o acervo deles.
É uma questãozinha meio delicada mesmo, e é pra isso que estamos discutindo... :mrgreen:

Lisavieta
30-01-2004, 14:58
Sabe um discurso do Caetano que ele fala assim: " Se vcs forem política como são estética estamos perdidos!"? Pois é...
Bem, acabei de achar aqui um livro bem interessante. Se chama "Arte contemporânea Brasileira" que são vários textos sobre a arte e artistas contemporâneos. Vale a pena dar uma olhada. A Editora é Marca d`água e o organizador é o Ricardo Basbaum....

Conan
30-01-2004, 18:42
Só acho que classificações do tipo só servem para se estudar e para tentar definir a arte de alguma maneira, porque o que importa é o artista produzir, independente se a realidade de hoje não é condizente com o classico( os maiores genios da arte estavam totalmente deslocados com seu tempo, e em parte por isto são considerados genios) ou coisas do tipo. Eu por exemplo naum entendo patavinas de coisas como clasificações do tipo classico ou conteporaneo, mas isto não me impediria de ser um grande artista( não é o caso). Não sei se fui claro, mas naõ acho que classificações do tipo ou nescessariamente a sociedade devem ser determinantes em novas obras de arte, embora ajudem como referencia, e sim a visão do artista...

Lisavieta
31-01-2004, 16:50
independente se a realidade de hoje não é condizente com o classico( os maiores genios da arte estavam totalmente deslocados com seu tempo, e em parte por isto são considerados genios) ou coisas do tipo.

O que eu estava dizendo é que em um mundo de plástico, asfalto e miséria, ficar pintando cenas mitológicas, bíblicas e etc é uma atitude no mínimo alienada. Não que eu ache que toda arte deve ser politizada ou ter um caráter de denúncia...

Fox
01-02-2004, 05:57
O que eu estava dizendo é que em um mundo de plástico, asfalto e miséria, ficar pintando cenas mitológicas, bíblicas e etc é uma atitude no mínimo alienada. Não que eu ache que toda arte deve ser politizada ou ter um caráter de denúncia...

Você meio que pegou um exemplo bem antigo... e um pouquinho errôneo.

No dia que o mundo for apenas asfalto, plástico e miséria, vai ser o dia que já vamos estar perfeitamente colonizados em outro planeta ou simplesmente a poucos anos da extinção.

Ainda há muito o que se explorar, tanto dentro quanto fora desse âmbito extremamente urbano que você citou. E muitos fizeram isso e ainda fazem a partir de determinada época do século XX.

Sobre ser alienado, a temática que o artista usar pra produzir a sua obra diz até pouco sobre o que ele conhece do mundo. Muitas vezes rola mais uma preferência por certo aspecto do que necessariamente ser o caso de ele apenas conhecer aquilo.

Lisavieta
01-02-2004, 16:35
Exemplo antigo??? Ahn...q exemplo?
Eu não sei se vc leu toda a discussão, mas a gente estava falando de voltar ao clássico...e q eu quis dizer com o trecho q vc citou foi que voltar ao clássico seria ignorar uma série de transformações que ocorreram no mundo...em momento algum me passou pela cabeça que o nosso mundo é um lugar totalmente cinzento.

Quanto a ser alienado eu estava falando daquele que , voluntariamente ou não, se mantém distanciado da realidade que o cerca. Eu acho que apesar do mundo não ser apenas asfalto, plástico e miséria estas são características que são difíceis de serem ignoradas. Talvez atitudes que à princípio seriam consideradas meios de alienação como pintar cenas clássicas e afastar-se da cidade sejam meios de dizer não a essa realidade... o que eu acho louvável..pq como eu já disse não acho q toda arte deva ser politizada...se fosse assim eu não conseguiria amar Tropicália ( que não sendo nenhum Geraldo Vandré (ainda bem!) tinha um caráter contestador, já que ela pos em cheque toda estrutura estética da época) tanto quanto eu amo.

Agora, tenho certeza que esse argumento tem furos ( que eu não consigo ver :mrgreen: , mas que outros conseguirão). E é por isso q estamos discutindo isso.

Faram¡r
02-02-2004, 20:55
Nem um nem outro.

Contemporâneo seriam as obras de arte feitas hoje? Feitas a partir de meados do século passado? Sendo assim, o expressionismo não seria contemporâneo, mas tampouco é clássico.

Na verdade contemporâneo seriam as obras de arte das últimas décadas. Acho que mais opções devem ser acrescentadas a enquete.

Eu fico com aqueles que não escolheram nem um nem outro, consigo ver beleza nas mais variadas formas, e fico feliz com isso.
Claro, tenho uma tendencia a apreciar melhor obras que acrescentem algo a realidade observada, que privilegiem os sentimentos do artista em relação as formas naturais.

Existe muito preconceito em relação a arte contemporânea. É o que o Orc já disse: a beleza esta na ideia que a obra traz, esse é o cerne da arte conceitual.

Na verdade, as formas clássicas de artes plásticas perderam muito de sua força com uma invençãozinha chamada fotografia.
É isso ai, antes do romântismo as pinturas serviam para captar um momento, buscando a beleza também. Durante o finzinho do século XVIII e durante o século XIX se formou a idéia da arte pela arte, como manifestação dos sentimentos de quem cria. Mas logo surgiu a fotografia ao mesmo tempo que os pintores de vanguarda abandonavam as formas naturalistas.

Claro que esse processo não foi uma coisa instantanea. Ate hoje ainda existe em boa parte da população uma preferencia pela arte realista. E há espaço para todas as formas de manifestação artística, inclusive as mais tradicionais.

Lisavieta
02-02-2004, 21:14
Nem um nem outro.

Contemporâneo seriam as obras de arte feitas hoje? Feitas a partir de meados do século passado? Sendo assim, o expressionismo não seria contemporâneo, mas tampouco é clássico.

Na verdade contemporâneo seriam as obras de arte das últimas décadas. Acho que mais opções devem ser acrescentadas a enquete.

Eu fico com aqueles que não escolheram nem um nem outro, consigo ver beleza nas mais variadas formas, e fico feliz com isso.
Claro, tenho uma tendencia a apreciar melhor obras que acrescentem algo a realidade observada, que privilegiem os sentimentos do artista em relação as formas naturais.

É, eu tb acho q devia ter mais opções, entre clássico e contemporâneo há uma centena de movimentos maravilhosos.

Conan
04-02-2004, 11:48
independente se a realidade de hoje não é condizente com o classico( os maiores genios da arte estavam totalmente deslocados com seu tempo, e em parte por isto são considerados genios) ou coisas do tipo.

O que eu estava dizendo é que em um mundo de plástico, asfalto e miséria, ficar pintando cenas mitológicas, bíblicas e etc é uma atitude no mínimo alienada. Não que eu ache que toda arte deve ser politizada ou ter um caráter de denúncia...

Talvez pintar cenas não condizentes com nossa epoca sejam realmente uma especie de fuga das influencias atuais( embora não seja proibitivo, pois acho que NADA pode ser proibitivo na arte, desde que o artista consiga produzir "algo", e não apenas um objeto sem nenhum valor no universo dos sentimentos). Mas nada inpede um artista de abordar TEMAS de nossa epoca atraves de uma visão, no tocante a tecnica, mais classica. Concordo com vc quando vc diz que fica muito bom quando um artista consegue ver o mundo como ele é hoje, e o transportar para obras de artes que refletem tal mundo, e que por isto podem ser consideradas modernas. Mas só acho que fazer arte independe de seguir nescessariamente uma linha, de se prender a classificações, influencias, tecnicas, depende muito mais sim de produzir "algo" que transmita alguma coisa, que comunique algo, mesmo que seja simples beleza estetica, ou até mesmo sentimentos que a primeira vista não seriam considerados apropiados para a arte, como agunstia ou ódio.

Fox
04-02-2004, 22:54
embora não seja proibitivo, pois acho que NADA pode ser proibitivo na arte, desde que o artista consiga produzir "algo", e não apenas um objeto sem nenhum valor no universo dos sentimentos

É, e é esse tipo de visão complexa que confunde até os supostos "mais cultos", que misturam arte contemporânea em geral com a péssima arte conceitual, que é o exemplo sem vaor que você deu.

Mas só acho que fazer arte independe de seguir nescessariamente uma linha, de se prender a classificações, influencias, tecnicas, depende muito mais sim de produzir "algo" que transmita alguma coisa, que comunique algo, mesmo que seja simples beleza estetica, ou até mesmo sentimentos que a primeira vista não seriam considerados apropiados para a arte, como agunstia ou ódio.

O que mais mata hoje em dia é que realmente se prendem demais a classificações e técnicas. Ou a falta delas, no fim dá no mesmo.

Glorwendel
05-02-2004, 16:21
Concordo com quem disse que é impossível voltar ao clássico. Estamos em uma época diferente, com valores diferentes e um mundo diferente. Naum faz muito sentido pintar cenas típicas do classicismo quando vc sai na rua e vê miséria e florestas de concreto.
disseram que a arte moderna e contemporânea não transmite nada. Para essas pessoas recomendo um pouco de estudo de história da arte.

Não é possível voltar ao clássico da maneira como ele foi, mas a arte clássica é possível a qualquer tempo. É claro que não mais temos movimentos artísticos definidos, mas cada um tem a liberdade de pintar o que bem entender, clássico ou não.

Até hoje se fazem quadros do "nascimento de Vênus", por exemplo. Os pintores de hoje podem não ter os mesmos ideais, mas o tema clássico é quase unanimidade. Mesmo o velho e conhecido tema "vaso de flores" é um clássico e acho que jamais deixará de ser executado.

Fimbrethill
08-02-2004, 23:23
Realmente algo que é impossível ficar imparcial... :mrgreen:

Bem, antes de fazer uma aula específica sobre arte do Século XX a Arte Contemporanêa pra mim era uma ofensa visual.
Porém depois de entende não só o que o artista queria demonstra mas sim que as obras buscam responder tecnicamente a problemas levantados por artistas anteriores, como questões propriamente artisticas-perspectiva, textura, planaridade-, passei a gostar da arte moderna e contemporanea.

Aqui como o que esta sendo questionado é a preferencia então respondi classica pq é o q mais admiro.

Porém o maior problema é que é dificil para nós, seres acostumados a se reconhecer em tudo , achar algo não-figurativo interessante.

A questão da arte a muito tempo deixou de ser o Belo significando Beleza Estética e sim Belo com relação ao pensamento e raciocinio teórico anteriores a execução da obra, sendo essa muitas vezes até simples como "Quadrado Negro" de Malevich, "A roda" de Duchamp.

Estou tentando observar a arte contemporânea com menos preconceito.

Agora, a Arte Classica realmente é algo fantastico, acredito que a maioria concorde, e imagine o quanto ela deveria ser maravilhosa em sua própria época, a perfeição na representação deveria ser algo espantoso.

Minha professora sempre repete : "Toda boa Arte tem o sentido do seu tempo".

Acho que no fim ambas são Arte e é isso o que importa.

Fox
09-02-2004, 13:16
A questão da arte a muito tempo deixou de ser o Belo significando Beleza Estética e sim Belo com relação ao pensamento e raciocinio teórico anteriores a execução da obra, sendo essa muitas vezes até simples como "Quadrado Negro" de Malevich, "A roda" de Duchamp.

Não sei o quanto vale a pena analisar uma obra só pela proposta dela. Sei por experiência própria que esse tipo de análise parcial ignora estupidamente o desenvolvimento e resultado final da obra, que são tão importantes quanto seu início como idéia.

Aproveitando o embalo, você pode dizer quais são os pensamentos e raciocínios teóricos validam trabalhos como o Quadrado Negro?

Fimbrethill
09-02-2004, 15:49
Aproveitando o embalo, você pode dizer quais são os pensamentos e raciocínios teóricos validam trabalhos como o Quadrado Negro?

Questão de prova??? :o?: Bem algo realmente complexo ...

Bem, citei essa obra pq me chamou atenção q Malevich buscou com a forma quadrada representar algo q não exista naturalmente (realmente fiquei pensando em algo "quadrado" na natureza e nada...), ele queria Fazer algo e não apenas copia-lo do real.
E com cor preta ( essa parte eu achei meio confusa realmente) ele quis representar todas as cores, o universo , o conjunto de tudo.

Olhando a obra sem ouvir qualquer explicação realmente eu acho impossivel imaginar tudo isso, apenas achei o raciocinio dele interessante.

Entre a arte moderna e a contemporânea há um abismo enorme.

Eu acho que não expliquei direito...a matéria era "Arte no Século XX" e incluia movimentos modernos e contemporâneos. Inclui Kandinsky , Pollock, Basquiat, Kiefer...bem eu não quiz dizer q Arte Moderna e contemporânea eram a mesma coisa...

Fox
09-02-2004, 17:05
Olhando a obra sem ouvir qualquer explicação realmente eu acho impossivel imaginar tudo isso, apenas achei o raciocinio dele interessante.

É por isso que critico a arte pós-moderna do jeito que ela se expõe.

Sem essas explicaçoes mirabolantes, a obra apenas é um trabalho simplório, não concorda?

O raciocínio pode até ser interessante, mas olhando pro trabalho antes dessas elucidações, não dá pra se levar muito a sério.

Porque isso tudo soa mais como desculpa do que como explicação.

Melkor, o inimigo da luz
09-02-2004, 17:12
Vou ser sincero, não gosto de arte moderna, etc. Gosto de arte arte msmo, sacam? Acadêmica... Ou um abstrato bem feito e bem bolado. Se me mostram uns rabiscos eu posso até achar que tem um efeito visual legal e aquilo pode me tocar de certa forma, mas nunca vou considerar aquilo bem feito. Arte não posso dizer que não é, quem diz se é ou não é quem fez, mas não gosto. Não dá pra dizer que tem, pra mim, o mesmo valor que tem um quadro bem desenhado que eu saiba o que é sem ter que entrar em mim mesmo.

Fimbrethill
10-02-2004, 00:53
É por isso que critico a arte pós-moderna do jeito que ela se expõe.

Sem essas explicaçoes mirabolantes, a obra apenas é um trabalho simplório, não concorda?

:| ...acho q o problema é que nós crescemos tendo contato maior com a arte classica e assim a aceitação é maior. (É importante lembrar q eu prefiro a arte Classica :mrgreen: !!!)

Realmente as obras por si só ficam dificeis de entender mas poucos detalhes não podem ser classificados de simplórios. Quadros q aparentam simplicidade remetem a questões anteriores de outros pintores, então ele não é algo deslocado e sim parte da Arte toda e da sua mudança.

Acho que com o tempo a gente vai aceitar a arte de hoje, afinal Monet tb foi rejeitado no seu tempo.


Só mais uma questão...as definições seriam + ou -...
Arte Moderna-início do séc. XX a anos 30/40 (Cezanne a Miró)
Arte Contemporânea-50 em diante (Pollock...)
(ou Pop Art não entra????)
:o?: Por favor pensar assim está correto??? :o?:

Fox
12-02-2004, 12:13
É por isso que critico a arte pós-moderna do jeito que ela se expõe.

Sem essas explicaçoes mirabolantes, a obra apenas é um trabalho simplório, não concorda?

:| ...acho q o problema é que nós crescemos tendo contato maior com a arte classica e assim a aceitação é maior.

Na verdade eu sempre mantenho a mente aberta antes de conhecer alguma coisa.

Fui pesquisar sobre arte moderna e pós-moderna com interese e muita curiosidade, realmente esperando encontrar algo fascinante por trás daqueles trabalhos que me confundiam tanto.

Mas nada... só achei explicações fajutas e extremamente conceituais que até eu posso inventar depois de tacara um pouco de tinta na tela ou usar uma régua pra construir figuras geómétricas simples.

O problema real é que arte moderna hoje dia se transformou na roupa invisível do rei. Porque ninguém tem coragem de dizer que não tem nada lá por medo de soar burro.

Quadros q aparentam simplicidade remetem a questões anteriores de outros pintores

Perdão, mas quantas gerações de pintores você acha necessárias pra pintar um quadrado sobre outro?

Não me importo se alguém chega e pinta isso se se sente bem fazendo isso. Que nunca chegue o dia onde alguém pode citar de verdade o que pode ou não ser criado na arte.

Mas não se pode querer convencer outros que aqulo tem um significado profundo usando uma explicação redundante e evasiva. É simplesmente subestimar a inteligência do povo, não acha?

então ele não é algo deslocado e sim parte da Arte toda e da sua mudança.

Ele faz tão parte da história da arte quanto todo o resto.

Mas existem artistas, como tudo mais na vida, que simplesmente são medíocres.

Acho que com o tempo a gente vai aceitar a arte de hoje, afinal Monet tb foi rejeitado no seu tempo.

Ela já é aceita há décadas.

O problema é que essa badalação extrema deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço.

Conan
13-02-2004, 19:11
este é um grave problema da arte moderna... teoricamente uma peça de arte deveria ser "algo" que transmitisse um sentimento ou impressão pelo que ela é, e não por explicações posteriores... Senão fica como o Fox falou, eu pinto qualquer coisa, em seguida faço um texto foda sobre tal pintura e pronto, minha arte é mirabolante! Tudo bem que em certas artes alguns apsectos só são captados depois que se tem conhecimento sobre o mesmo, mas uma arte, ao me ver, nao pode se basear em explicações baseadas por sua vez na verdade em absolutamente nada! E como aquele exercicio otimo para politicos de se fazer um discurso grandiosos que quando tratuzido e apurado e sintetizado não diz nada!

Fimbrethill
16-02-2004, 01:56
Eu imagino q a questão q diferencia Artistas de qualidade de artistas "medíocres" é a sua forma de pensamento.
Continuo afirmando q os artistas produzem obras de acordo com o momento em q vivem, dentro do contexto da Arte.
Por isso quando uma idéia é repetida perde a força, quando um pintor se prende a uma obra pq ela foi aceita (ou dá dinheiro) ele deixa de ser um bom artista.

Um professor meu diz que "Arte que tem q ser explicada não é arte". Bem, minha humilde opnião é que a Arte Classica, figurativa é algo incrível, mas na Arte moderna e Contemporanea tb se encontra "idéias" bem interessantes.

...mas Rauschemberg as vezes me dá medo... :eek:

Lisavieta
18-02-2004, 15:06
Eu acho que um grande problema da Arte contemporânea é a gente conseguir absorver uma arte sem paradigmas. Isso pelo menos dá bastante nó na minha cabeça quando eu pego um texto para ler ou ouço alguma discussão sobre arte contemporânea pq assim vc fica sem parâmetros claros para análise. O que eu acho tb que confunda as pessoas é aquela história de desapropiação de objeto artístico e aquela eterna discussão do que é Arte e o que é anarte.
Sobre o Malevich, sendo um moderno ele tem uma grande preocupação com a forma ( ou no caso dele e do Mondrian da simplificação da forma), o que ele expressa naqueles quadros brancos ou pretos. Sendo assim como se pode dizer que ele é preguiçoso? O cara estava tentando rever o conceito de arte!
Alguém disse que a arte contemporânea deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço :roll: . Vc me diria que Keith Harin não tentou algo novo? Que iso não foi produto de um esforço? Hum...

Fimbrethill
18-02-2004, 15:37
Sobre o Malevich, sendo um moderno ele tem uma grande preocupação com a forma ( ou no caso dele e do Mondrian da simplificação da forma), o que ele expressa naqueles quadros brancos ou pretos. Sendo assim como se pode dizer que ele é preguiçoso? O cara estava tentando rever o conceito de arte!
Alguém disse que a arte contemporânea deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço :roll: . Vc me diria que Keith Harin não tentou algo novo? Que iso não foi produto de um esforço? Hum...

Realmente! :mrgreen: O q quiz dizer quando 'defendi' Malevich foi isso, q as obras dele estavam relacionadas ao conceito.

Fox
21-02-2004, 01:03
Realmente! :mrgreen: O q quiz dizer quando 'defendi' Malevich foi isso, q as obras dele estavam relacionadas ao conceito.

Eu tava esperando algo tocar nesse assunto, o conceito.

Sabe porque eu considero preguiçosos os artistas pós-modernistas em geral?

Porque os trabalhos deles se resumem ao conceito, sem nenhum apuro ou sequer esforço na técnica.

Ou seja, alguns trabalhos que já vi dignos de uma criança de quatro anos são consagrados por terem um conceito qualquer.

E às vezes nem isso, só basta pertencer a algum pintor moderno famoso.

Acho que hoje em dia o conto mais valioso pro artistas é o da Roupa Nova do Rei, que só os cultos podem ver...

Sobre o Malevich, sendo um moderno ele tem uma grande preocupação com a forma ( ou no caso dele e do Mondrian da simplificação da forma), o que ele expressa naqueles quadros brancos ou pretos. Sendo assim como se pode dizer que ele é preguiçoso? O cara estava tentando rever o conceito de arte!

Por conta de uma tentativa talvez nobre (mas com certeza nada modesta) você já vê mérito em qualquer que fosse o resultado final?

Porque o desenvolvimento e conclusão deveriam ser tão importantes quanto o ínicio da obra.

Em todas as artes essas etapas são (pelo menos pelos artistas competentes) levadas a sério.

É chato ter que notar que a pintura hoje em dia já não é assim.

Alguém disse que a arte contemporânea deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço :roll:. Vc me diria que Keith Harin não tentou algo novo? Que iso não foi produto de um esforço? Hum...

Não seria certo dizer isso, simplesmente porque não se estava lá pra ver com que nível de seriedade o cara levou a execução de suas obras.

Mas, de novo, o cara deixa o trabalho porcamente feito e louvam ele.

Qual o propósito de se ter uma idéia foda e desperdiçar ela num garranho de jardim de infância?

Se tudo que importa é o conceito, então todos os pintores comtemporâneos deviam abandonar a pintura e virarem filósofos.

Lisavieta
29-02-2004, 21:23
[quote]Alguém disse que a arte contemporânea deixou os artistas preguiçosos demais pra tentar algo realmente novo com algum esforço :roll:. Vc me diria que Keith Harin não tentou algo novo? Que iso não foi produto de um esforço? Hum...

Não seria certo dizer isso, simplesmente porque não se estava lá pra ver com que nível de seriedade o cara levou a execução de suas obras.

Mas, de novo, o cara deixa o trabalho porcamente feito e louvam ele.

Qual o propósito de se ter uma idéia foda e desperdiçar ela num garranho de jardim de infância?

Se tudo que importa é o conceito, então todos os pintores comtemporâneos deviam abandonar a pintura e virarem filósofos.

Trabalho porcamente feito? Garranho de jardim de infância? Desculpe se eu entendi errado, mas o exemplo era sobre o Keith Harin e para vc achar q o q ele faz é garrancho de Jardim de Infancia vc não pode conhecer a obra dele.
Eu só queria saber qual é o seu conceito de trabalho bem feito....pq na verdade isso é muito relativo.
A arte já a muito tempo despiu-se de paradigmas, não é possível falar o que é bom ou ruim. E como vc pode julgar um "happening"? Uma ocupação? Não existe um senso estético forte nisso pq na verdade a arte não é só estética!
Olha, falando q o conceito ou q a teoria não é (tão) importante vc está jogando fora anos de crítica e teoria da arte...

Fox
01-03-2004, 15:54
Trabalho porcamente feito? Garranho de jardim de infância? Desculpe se eu entendi errado, mas o exemplo era sobre o Keith Harin e para vc achar q o q ele faz é garrancho de Jardim de Infancia vc não pode conhecer a obra dele.

Pior que conheço já tem um tempo.

E a única coisa no trabalho dele que superaria o de uma criança é a colorização dos trabalhos. E mesmo, assim, não é pra tanto.

Eu só queria saber qual é o seu conceito de trabalho bem feito....pq na verdade isso é muito relativo.

Não, não é.

Artes plásticas, lembra? Ela não tem esse nome à toa.

5: Que tem características de beleza e harmonia.

Não que os trabalhos dele sejam feios, por mais que ele não se esforce muito no que faz.

Mas quando que é desenho de criança, é porque falta total harmonia ou coordenação no que ele faz.

A mesma falta que uma criança tem quando desenha. Bom, é só olhar oaspinturas dele e pegar trabalhos de jardim de infância.

A diferença é mínima.

A arte já a muito tempo despiu-se de paradigmas, não é possível falar o que é bom ou ruim.

Pois é:

Numa sociedade em que qualquer pessoa pode se declarar artista, Moulin, que há quarenta anos estuda o mercado de arte na França, mostra que entre 1964 e 1982 houve um aumento de 52% de artistas no país, enquanto a população cresceu apenas 17%. Já Robert Hughes havia anotado que os 35 mil artistas que surgem anualmente nos Estados Unidos equivalem à população de Florença no Renascimento.



E como vc pode julgar um "happening"?

Observando o que realmente acontece nele, ué.

Eventos artísticos não são coisas criadas por deuses além da nossa mera compreensão.

Colocar qualquer um em um pedestal sempre é um erro, por mais grandiosa que a pessoa possa ser. Acaba-se perdendo a perspectiva das coisas desse jeito.

Uma ocupação?

Sendo que é a ocupação pra qual eu estudo e invisto, faz todo sentido que eu a julgue.

Não existe um senso estético forte nisso pq na verdade a arte não é só estética!

Mas também não é plástica sem estética alguma. Isso é fato, toda imagem tem uma estética, mesmo aquelas não criadas pelo homem, totalmente naturais.

Afinal, a perfeição conceituada na arte vem da natureza.

Olha, falando q o conceito ou q a teoria não é (tão) importante vc está jogando fora anos de crítica e teoria da arte...

Não, não estou.

Estou dizendo que o conceito importa, mas sem a harmonia e plástica pra apoiar o que ele tenta passar, é vazio nas artes plásticas.

É pela pouca importância que dão ao principal hoje em dia que qualquer merda que fazem é chamada de arte e todo mundo aceita cegamente como você faz.

Não quero ofender dizendo isso, mas revolta ver que essa arte anda sofrendo muito com uma total falta de senso crítico ao ponto de "não poder se dizer mais o que é bom ou ruim".

De todas as artes, essa é a única que sofre com esse tipo de absurdo. Talvez porque não tivesse tanta gente assim observando quando resolveram chutar o pau da barraca e sair fazendo qualquer porcaria com o pretexto de ser "moderno".

Dizer isso é uma ofensa às verdadeiras obras modernistas, que tinha mum conceito válido mas também uma proposta aplicada fisicamente nas telas, de forma rebuscada mas sempre harmoniosa.

Haring é só um exemplo de como esse período da arte, por mais que a liberdade seja boa, perdeu qualquer apego com qualidade artística real.

Conan
06-03-2004, 17:37
Olha, falando q o conceito ou q a teoria não é (tão) importante vc está jogando fora anos de crítica e teoria da arte...

Não acho que teoria e principalmente crítica( pelo menos na especializada) sejam de grande importancia para uma criação artistica...
Pelo manos não é nem um pouco fundamental...
Minha opinião, claro!

patrah
11-05-2004, 22:03
:) Eu escolhi o clássico. O clássico consegue retratar a beleza das formas, o belo e o feio de uma maneira refinada, mostrando até onde pode chegar a perfeição técnica e ao mesmo tempo a sensibilidade e criatividade do verdadeiro artista.
Caravaggio por exemplo retratava o belo e o feio c/uma técnica primorosa.
Quanto ao comtenporâneo somente algumas poucas obras me chamaram atenção, mas, foi aquela coisa de momento.....uns quadros de Daniel Senise numa expo no centro do Rio, depois, ficou óbvio demais...como tudo o que se intitula artes no dia de hoje.

muäh
12-05-2004, 18:07
prefiro deixar meu voto em branco :?

é muito difícil ter q escolher um pq ambos possuem suas técnicas, suas épocas, seus estilos e, acima de tudo, seus ideais. tenho motivos para gostar exepcionalmente de cada um, por isso, não votarei =PP

Ó, dúvida cruel...

patrah
12-05-2004, 19:30
"cara que expressa o que dá na telha".


Bem, acho que isso começou lá pelo movimento Psicodélico, passando depois p/o foto-realismo, e depois p/o Bodyart, onde os caras realizavam suas obras ao vivo em grandes acontecimentos, chamados Happenings, que descanbavam p/cerimônias longas, obscenas, meio brutais... Daí surge a Arte Conceitual, que dispensava a existência da obra em si mesma, um ex. disso foi "One and Three Chairs" de Joseph Kosuth em 1965. A dita "obra" consistia de uma cadeira de verdade, uma foto dela, e uma descrição do dicionário sobre a tal cadeira :disgusti:
Bem, quanto a Monet e o impressionismo tão criticado na época dele, foi inclusive chamado de "falso artista", foi no sentido que os impressionistas trouxeram novidades c/relação ao uso da cor. Diziam eles que a cor não era uma qualidade permanente na natureza, estava sempre mudando sob ação da luz. O tal critico não entendia nada de arte e pelo jeito não tinha a menor sensibilidade p/sacar que as cores na Natureza podem sim se transformar sob a luz no transcorrer do dia, e era isso que Monet enxergou muito bem, a suavidade da luz sob a natureza, suas nuances suaves e harmoniosas...
Acho que hoje em dia existe muito mau gosto. Claro, que a arte expressa sua época (será?), se for assim, podemos ver em alguns trabalhos como anda o ser humano e o mundo, limitado, violento, deformado.
Agora pergunto p/vcs. Uma obra qualquer de arte não tem o poder de afetar o observador além do que ele permite????? O que voces acham desse pensamento?? Ando pensando sobre isso, li esse comentário em algum lugar.
Para mim, de primeira afeta sim. Eu particularmente gosto de ver a perfeição, mesmo qdo. ele retrata o feio (ex. Caravaggio/Rembrandt)
Outra pergunta: O Pollock se enquadraria no movimento comtemporâneo :o?: ás vezes eu me enrolo pouco c/relação á isso. :)

Fimbrethill
15-05-2004, 03:07
Outra pergunta: O Pollock se enquadraria no movimento comtemporâneo :o?: ás vezes eu me enrolo pouco c/relação á isso. :)

Andei olhando as minhas confusas anotações e vi Pollock como sendo o primeiro dentro do movimento exclusivamente Contemporaneo (avisem se estiver errado).

Ele fazia parte do Movimento Expressionismo Abstrato.
Quando se olha a obra dele parece um monte de rabiscos e respingos mas o que ele queria era fazer algo diferente do tradicional. Para pintar ele colocava a tela no chão e pintava andando sobre ela...representava a ação do pintor...enquanto a arte ainda "sacralizava" a tela e apesar das mudança buscadas em relação a pespectiva ninguém tinha ousado po-la no chão.

É por isso que não considero a arte Moderna/contemporanea tão "ruim".Se observarmos o que foi produzido no momento veremos que o artista só está respondendo a algo anterior, são mudanças relacionadas a questões da arte somente...

patrah
16-05-2004, 17:27
:) Então posso dizer que pelo trabalho do Pollock (que eu aprecio) eu gosto de algo da arte contemporânea: Pollock

Smaug
02-07-2004, 16:49
Não fiquei pensando muito, logo de cara eu pensei "o clássico é marcante e retrata melhor a arte, já o contemporâneo é um tanto estranho as vezes", e eu tambem me lembrie da La Gioconda... se preferirem: Mona lisa :mrgreen: .

Clássico sem dúvida.... :grinlove:

Aøshi
23-07-2004, 17:50
Com algumas boas exceções, eu detesto a arte contemporânea. Acho que se torna algo "egoísta" quando você precisa que exista todo um passado de informações para que uma obra tenha sentido/se torne bela.

Como eu só "não gosto" do clássico, voto nesse. :mrgreen:

Pra mim, a arte, enquanto arte (discussão problemááááática), deveria se fechar nela.

Apesar de ter grandes problemas em aceitar a arte abstrata, como arte fechada em si, apesar de AMAR alguns dos artistas, é o estilo que posso dizer que mais me atrai: Eu acho que são obras lindas, mas que acabam ficando meio "incompletas", por não ter um propósito em si. Acho que as vejo como bons "suportes" para coisas que podem se tornar realmente boas...

Na verdade, eu não sou o maior dos fãs de arte. :lol:
Gosto das coisas com funções, ou a arte aplicada... Ela sozinha eu acho que acaba sendo parnasiana demais...

Fimbrethill
25-07-2004, 14:53
Na verdade, eu não sou o maior dos fãs de arte.
Gosto das coisas com funções, ou a arte aplicada... Ela sozinha eu acho que acaba sendo parnasiana demais...

Pode parecer que a Arte não tenha função aparente, mas o que me fascina é pensar que é algo exclusivamente nosso, isto é, o homem criou algo que ele discuti, questiona e move muitas coisas no mundo, algo inédito, apenas apartir do seu pensamento ele desenvolve obras que respondem a questionamentos anteriores, que formam uma linha de raciocínio.

A Arte Contemporanea pode não ser "bonita", mas com certeza faz parte do pensamento Artístico.

Aøshi
26-07-2004, 11:22
É. Eu não acho que a arte tenha que ser "bonita".
mas eu acho que ela tem que ser completa nela mesmo.

Nisso eu não gosto da arte contemporânea. Muitas vezes, para ela ser entendida, ela necessita que quem esteja a vendo tenha uma carga de informações anteriores para que aquele tipo de expressão seja entendida...

Eu não sei até aonde a arte tem como "função" responder questionamentos...
Entender direito o que na verdade é "arte", está começando a me parecer complicado demais... :obiggraz:

Lisavieta
27-07-2004, 15:22
É. Eu não acho que a arte tenha que ser "bonita".
mas eu acho que ela tem que ser completa nela mesmo.

Nisso eu não gosto da arte contemporânea. Muitas vezes, para ela ser entendida, ela necessita que quem esteja a vendo tenha uma carga de informações anteriores para que aquele tipo de expressão seja entendida...

Eu não sei até aonde a arte tem como "função" responder questionamentos...
Entender direito o que na verdade é "arte", está começando a me parecer complicado demais... :obiggraz:

Esse negócio de entender arte contemporânea....eu nem sei como é entender arte...não acho que só pelo fato de você ver um quadro do romantismo e conseguir identificar as formas ali presentes voc~e esteja de fato "entendendo" o quadro...você pode achar bonito e pronto, mas não entender a importancia histórica nem a mudança estética que ocorreu ali....Não que vc precise saber disso para "entender " algo...eu sei que estou me contradizendo, mas é complicado ligar com essa questão...entender algo é muito relativo...acho tb que vc pode gostar de algo sem entender o conceito....ou entender o conceito e não gostar....ah, sei lá....

Aøshi
27-07-2004, 15:28
Sim, sim...

Só que no caso, você consegue se "indentificar" com um quadro romântico, pq nele tem vários signos que te são comuns, que vão fazer você ter uma certa simpatia pelo quadro.

Na arte contemporânea, esses signos não estão na obra: Estão num conceito, em toda uma história que existe por trás de "porque foi feito aquilo de tal forma de tal maneira"... Pra mim, é esse signo "escondido" que faz a arte contemporânea se tornar "egoísta", e não gostar dela.... :disgusti:

Ivan
12-08-2004, 20:49
Pra mim é simples, está tudo no valor externo ou interno da obra. Na minha concepção de arte, ela é composta de obras, e essas são fechadas em si. Todo valor que possuem está dentro delas, nas suas formas, e das formas que surgem delas (como imagens que se formam das palavras). Então o "conceito por trás das obras" não imputa qualquer valor à obra. Dessa forma, só julgando pelo valor interno, não dá pra sequer pensar em votar em contemporâneo.

Fox
13-08-2004, 18:52
Com algumas boas exceções, eu detesto a arte contemporânea. Acho que se torna algo "egoísta" quando você precisa que exista todo um passado de informações para que uma obra tenha sentido/se torne bela.

Como eu só "não gosto" do clássico, voto nesse. :mrgreen:

Se você odeia a contemporânea e só não gosta da clássica, basicamente você não gosta de nada feito até hoje em pintura.

Gosto das coisas com funções, ou a arte aplicada... Ela sozinha eu acho que acaba sendo parnasiana demais...

Não é algo feito pra ser prático.

Mas é algo que afeta prpofundamente os sentidos visuais do ser humano. É uma das primeiras coisas que não são práticas, mas fundamentais, inteiramente criadas pelo ser humano. A imagem representativa.

Hum... mas pode ser útil, como registro por exemplo, que desde primórdios, foi muitas vezes usada dessa forma.

Mas no geral, é algo que simplesmente estimula tremendamente o ser humano.

A Arte Contemporanea pode não ser "bonita", mas com certeza faz parte do pensamento Artístico.

Até chegar a arte moderna (pós-Picasso, pra ser mais especifico), não havia isso de "pensamento artistico".

Não no sentido das obras seguirem uma lógica mental relacionada a algum assunto. Eram, exceto talvez pelas imagens de cunho religioso, representações visuais de imagens, não idéias.

Nisso eu não gosto da arte contemporânea. Muitas vezes, para ela ser entendida, ela necessita que quem esteja a vendo tenha uma carga de informações anteriores para que aquele tipo de expressão seja entendida...

Resumindo, é altamente falha.

E ainda dá espaço pros filósofos chinfrins que querem lucar com arte fajuta e pros críticos que criam e destroem as modas artisticas que mais lhe convêm.

Eu não sei até aonde a arte tem como "função" responder
questionamentos...

Muitas vezes nem a literatura tem esse objetivo. Muito mais válido é criar questionamentos ao invés de respondê-los.

Mas bem, pintura... não, não tem essa função.

Entender direito o que na verdade é "arte", está começando a me parecer complicado demais... :obiggraz:

Representação fiel e qualitativa da natureza, essa é a essênciamais difundida do que é arte.

E até que faz muito sentido, sendo que na maioria das histórias e contextos criados em quadros há uma exploração de algum fator humano ou algo de outros partes da natureza.

entender algo é muito relativo...acho tb que vc pode gostar de algo sem entender o conceito....ou entender o conceito e não gostar....ah, sei lá....

Não tem nada de complicado nisso.

Existe uma clara diferença entre "entender e "gostar".

Com a arte contemporânea, começou uma confusão estúpida e desnecessária desses conceitos bem distintos.

Na arte contemporânea, esses signos não estão na obra: Estão num conceito, em toda uma história que existe por trás de "porque foi feito aquilo de tal forma de tal maneira"... Pra mim, é esse signo "escondido" que faz a arte contemporânea se tornar "egoísta", e não gostar dela.... :disgusti:

Isso quando o signo não é criado depois da obra ser concluída,só pra se encaixar nela e fazê-la parecer imponente. O que não é raro de acontecer hoje em dia.

Pra mim é simples, está tudo no valor externo ou interno da obra. Na minha concepção de arte, ela é composta de obras, e essas são fechadas em si.

Bom,sim, mas isso não se aplica em qualquer arte.

Parte da confusão que se tem arte hoje em dia, é que só usam ela no sentido geral. Existem tipos diferentes de arte.

Muitos trabalhos de cinema, teatro e literatura dependem um pouco do contexto anterior e externo a eles quando, por exemplo, se faz uma citação ou crítica a tal contexto.

Não que isso seja o principal na sua qualidade, mas na hora de se analisar criticamente o trabalho, isso deve ser levado em conta.

Já no caso de pintura ou dança, isso tá longe, mas muito longe de ser essencial. Mais ainda no caso de pintura, onde a estética é mais importante que o contexto.

Agora, do ponto de vista de um aspirante à pintor, eu acho que o melhor é trabalhar ao máximo sua técnica visual, mas pelo menos de vez, incutir algum contexto externo que me toque como algo válido e relevante.

Nada das besteiras vagas do tipo "O homem moderno incutido na sociedade moderna capitalista" ou algo assim. Contextos mais específicos e humanos onde a pessoa possa realmente se identificar e pensar sobre aquilo.

Aliás, a arte moderna tem de melhor isso, o propósito de tocar o ser humano com assuntos bem desenvolvidos que lhe são de suma importância. É só ver a pintura Guernica (http://www.artealmeria.com/arte2001_7/images/picasso23.jpg), do Picasso, que representa seu ódio da guerra civil espanhola e do sofrimento que ela causou ao seu povo.

Isso é que é arte.

Kementari
18-08-2004, 00:31
Clássico.

Exemplo antigo??? Ahn...q exemplo?
Eu não sei se vc leu toda a discussão, mas a gente estava falando de voltar ao clássico...e q eu quis dizer com o trecho q vc citou foi que voltar ao clássico seria ignorar uma série de transformações que ocorreram no mundo...em momento algum me passou pela cabeça que o nosso mundo é um lugar totalmente cinzento.

Quanto a ser alienado eu estava falando daquele que , voluntariamente ou não, se mantém distanciado da realidade que o cerca. Eu acho que apesar do mundo não ser apenas asfalto, plástico e miséria estas são características que são difíceis de serem ignoradas. Talvez atitudes que à princípio seriam consideradas meios de alienação como pintar cenas clássicas e afastar-se da cidade sejam meios de dizer não a essa realidade... o que eu acho louvável..pq como eu já disse não acho q toda arte deva ser politizada...se fosse assim eu não conseguiria amar Tropicália ( que não sendo nenhum Geraldo Vandré (ainda bem!) tinha um caráter contestador, já que ela pos em cheque toda estrutura estética da época) tanto quanto eu amo.

Agora, tenho certeza que esse argumento tem furos ( que eu não consigo ver :mrgreen: , mas que outros conseguirão). E é por isso q estamos discutindo isso.
Por favor, desde quando a arte não pode ser alienada?
A arte se baseia na necessidade de expressão do homem, agora, o objecto é livre. Ela só precisa ser absoluta, e essa ponte com a realidade do Mundo (etc) só faz cair pro lado medíocre.
O que acontece é que a arte não pode ser unilateral. Uma obra de arte tem de ser palpável (o que não significa óbvia), e principalmente, tem de haver o mínimo de exposição, e o consequente trabalho humano; o que fecha a questão da técnica. Vide Marcel Duchamp e seu mictório dadaísta.
Como eu acredito que já vieram reforçando, um rabisco numa tela não pode ser justificado por valores externos a obra ela própria. Ela tem que ser tocante por aquilo que ela é, não por aquilo que ela representa. Uma produção* que não atinge isso, ao meu ver, não tem muito valor (total).

*É claro, quando ela chega a ser uma produção :roll:

Pra mim é simples, está tudo no valor externo ou interno da obra. Na minha concepção de arte, ela é composta de obras, e essas são fechadas em si. Todo valor que possuem está dentro delas, nas suas formas, e das formas que surgem delas (como imagens que se formam das palavras). Então o "conceito por trás das obras" não imputa qualquer valor à obra. Dessa forma, só julgando pelo valor interno, não dá pra sequer pensar em votar em contemporâneo.
Concordo.
Isso em cima da essencialidade da beleza e da profundidade, mais uma vez, palpáveis; sob um cultismo basal.

Fox
21-08-2004, 21:06
Eu queria saber o que vocês lêem pra falar desses assuntos com uma linguagem tão desnecessariamente rebuscada.

Até os que defendem a arte pré-contemporânea soam como modernistas. :?

Esse tipo de complicação num ajuda em nada no esclarecimento das coisas.

Ivan
10-09-2004, 23:50
Bom,sim, mas isso não se aplica em qualquer arte.

Parte da confusão que se tem arte hoje em dia, é que só usam ela no sentido geral. Existem tipos diferentes de arte.

Sim, vários tipos, mas com certeza todos possuem pontos comuns, se podem ser chamados de arte. Ao meu ver, esse é um, com certeza. Arte é trabalho humano, trabalho que molda, forma. Todo o trabalho do artista está contido nessas formas, que é o que é de fato realizado por ele. Essa realização delimita o que é uma obra de arte. A arte é composta de obras porque essas são tudo que o artista, ou autor, realiza. Portanto, para avaliar uma obra deve-se avaliar o que de fato foi feito, o que pode ser creditado ao autor. Deve-se avaliar as formas, sejam elas as imediatas ou as projetadas pelas imediatas (que não são menos produto do autor que as primeiras, ainda que dependam da importação de algo de cada “leitor” ou apreciador da obra).

Muitos trabalhos de cinema, teatro e literatura dependem um pouco do contexto anterior e externo a eles quando, por exemplo, se faz uma citação ou crítica a tal contexto.

Não que isso seja o principal na sua qualidade, mas na hora de se analisar criticamente o trabalho, isso deve ser levado em conta.

Já no caso de pintura ou dança, isso tá longe, mas muito longe de ser essencial. Mais ainda no caso de pintura, onde a estética é mais importante que o contexto.

Agora, do ponto de vista de um aspirante à pintor, eu acho que o melhor é trabalhar ao máximo sua técnica visual, mas pelo menos de vez, incutir algum contexto externo que me toque como algo válido e relevante.

Discordo. O contexto é meramente motivador, não dá significado ou empresta valor à obra. Se o tal contexto não estiver de fato incluído na obra, não for refletido, reproduzido nas formas, tornado interno, então ele está alheio à obra na apreciação final desta. O espectador não vai encontrar ali perguntas e respostas, apenas respostas, e só vai compreendê-las se já souber as perguntas. Não é justo. Afinal uma obra de arte deve poder ser admirada por pessoas de qualquer contexto. Então, se for necessário explicação ou conhecimento prévio de determinado contexto a obra é incompleta e falha. Não tem, ou tem bastante diminuído, valor imediato. Para que um espectador “compreenda” uma obra feita pra ter sentido dentro de um determinado contexto externo ele precisa não só conhecer o tal contexto, mas também, se for de fora desse contexto, falsificá-lo em sua mente, para que a obra funcione. Ou seja, precisa de uma bengala externa e de vontade do espectador para ganhar sentido. Possui, portanto, pouco valor autoral.

Nada das besteiras vagas do tipo "O homem moderno incutido na sociedade moderna capitalista" ou algo assim. Contextos mais específicos e humanos onde a pessoa possa realmente se identificar e pensar sobre aquilo.

Aliás, a arte moderna tem de melhor isso, o propósito de tocar o ser humano com assuntos bem desenvolvidos que lhe são de suma importância.

O problema não está no tipo de justificativa externa, se é vago ou conciso, mirabolante ou simples, humano ou afetado. O problema é a existência dessa justificativa. Não é de grau, é de essência.

Aliás, a arte moderna tem de melhor isso, o propósito de tocar o ser humano com assuntos bem desenvolvidos que lhe são de suma importância. É só ver a pintura Guernica, do Picasso, que representa seu ódio da guerra civil espanhola e do sofrimento que ela causou ao seu povo.

Isso é que é arte.

A arte moderna não é mais humana ou trata melhor dos assuntos humanos, exatamente o contrário. Na tentativa de ser mais ampla, mais livre e lidar com temas menos estéreis, na prática destruiu a capacidade de expressar qualquer coisa. Se privando das formas, ou subvertendo-as, se privou também da única forma de se expressar algo. Buscou refúgio em explicações externas (ditas ou não) ou funcionou como comparação e crítica de formas antigas (ou freqüentemente zombaria) para conseguir expressar algo. Guernica é um exemplo excelente, talvez o melhor. Olhe para o quadro e imediatamente o que surgirá? Alguns traços, se tornando algumas formas simples e deformadas. Nenhum signo surge espontaneamente. Essencialmente, essas formas são feias, mas não são transmitem horror ou qualquer sensação. É, inclusive, um quadro bastante frio. Olhando-se mais um pouco, alguns rostos humanos transmitem dor, algumas, e especialmente o cavalo, transmitem desespero. Para por aí. Tá, um quadro feio que expressa alguma dor, algum desespero. Aí se vê o título. “Hum... Guernica não foi aquela cidade bombardeada pela Luftwaffe na Guerra Civil Espanhola? Hum... então esse quadro representa o bombardeamento da cidade! Interessante, ele não pintou aviões ou bombas, ou fogo ou fumaça, só pessoas, alguns animais, formas estranhas e aquela lâmpada... Hum... ele deve ter querido só representar o horror humano do bombardeio! Mais que isso! O bombardeio não é representado porque não é o que importa, o que importa é o horror da guerra em si! As pessoas sofrem por causa dela, o próprio mundo se contorce... Mas e os animais? É pra mostrar a natureza sofrendo também? Hum... o cavalo e o boi são símbolos da Espanha, alguém me disse, então... a Espanha sofre! Hum... a queda da Espanha republicana e libertária, o fascismo se erguendo, a guerra destruindo! É, os animais são a Espanha em convulsão! Quanto terror, quanta dor! Que grande pintor, artista! Conseguiu representar tanta emoção e sentido em um quadro, e sem usar quase nenhum símbolo! Bom, e a lâmpada? A lâmpada deve ser mais imediatamente o bombardeio em si, ou a fagulha da destruição, talvez seja o alerta para o que está ocorrendo! Que maravilhoso! Ehr... mas deu uma canseira pra entender!” Talvez porque Picasso em si não tenha feito mais que pintar formas feias e todo mais seja trabalho do espectador. O quadro continua sendo um amontoado de formas feias, em um padrão feio, que transmitem alguma dor e algum desespero. E tem um cavalo, e um boi, e uma lâmpada.

Débora Elbereth
12-09-2004, 15:14
Bom....
Muito jah foi discutido antes de eu mesma botar minha opinião, isso porq abri esse topico e fikei mto tempo sem entrar no forum, porque fiquei sem net.
Sinceramente não li todas as msgs escritas aki, mas vou deixar minha opinião, se alguém se interessar :mrgreen:

O conceito de belo e estranho q eu citei seria em relação a padroes de beleza, e não aos meus próprios conceitos.

Contemporâneo = arte moderna, pra ser mais clara.


Não tenho uma preferência, na verdade. Ambos os estilos são distintos e passam ideias bem diversas, ambos são diferentemente belos pra mim por isso que não consigo dizer qual me agrada mais. Acho q, antes do estilo, o que me importa é a mensagem passada pelo artista, se eu me identifico com sua arte, ou não.


Valeu, colegas críticos da arte. Escusas pela demora. :oops:

Fox
02-10-2004, 22:20
Eu vou cortar uma penca de coisas do que já foi escrito, porque sinceramente, muito texto pra pouco dito dum assunto que acho que vale muito a pena ser comentado só atrapalha na compreensão dos coitados que tentam ler isso aqui.


Muitos trabalhos de cinema, teatro e literatura dependem um pouco do contexto anterior e externo a eles quando, por exemplo, se faz uma citação ou crítica a tal contexto.

Discordo. O contexto é meramente motivador, não dá significado ou empresta valor à obra. Se o tal contexto não estiver de fato incluído na obra, não for refletido, reproduzido nas formas, tornado interno, então ele está alheio à obra na apreciação final desta.

Se você ler e prestar atenção na parte que eu fiz o favor de destacar, vai ver que só repetiu o que eu dissae em muitas palavras.

Então, se for necessário explicação ou conhecimento prévio de determinado contexto a obra é incompleta e falha.

Novamente, essa lógica se aplica só a pintura, não pode ser levada à risca pra todas as outras artes.

Vários filmes sobre eventos históricos têm algumas elucidações (tipo pequenos textos e citações de registros) que dão ao leigo a oportunidade de poder realmente pensar sobre o que foi ou vai ser dito.


Talvez porque Picasso em si não tenha feito mais que pintar formas feias e todo mais seja trabalho do espectador.

Isso vai muito contra o trabalho da vida do Picasso, que foi muito mais que formas retorcidas.

O quadro continua sendo um amontoado de formas feias, em um padrão feio, que transmitem alguma dor e algum desespero.

Isso foi exatamente o que ele quis passar.

Foi pra ser tudo, menos bonito. Não foi pra ser celebrado como um trabalho de grande técnica, mas pra realmente passar seu sentimento sobre aquela guerra.

Eu queria saber o que vocês lêem pra falar desses assuntos com uma linguagem tão desnecessariamente rebuscada.

Eu li muito material relativo ao tema (livros, ensaios, etc). E escrevo da forma como me soa melhor falar pra me expressar adequadamente. :)

Contanto que leigos entenderem o que você diz não esteja incluído nessa escrita, faz perfeito sentido.

meerah_vanya
15-10-2004, 21:46
Clássico! Clássico! Clássico!

A arte contemporânea, muitas vezes - na minha opinião - não tem muita... essência, muito sentido às vezes... A arte clássica é nobre, tem todo um sentimento que passa pra gente... não sei ao certo explicar.

Só sei, que ouvindo música clássica, eu sinto uma coisa gostos, sabe?

E nós, fãs tolkienianos, apreciamos muito as coisas mais antigas - creio eu!

Fox
17-10-2004, 18:25
A arte contemporânea, muitas vezes - na minha opinião - não tem muita... essência, muito sentido às vezes...

Amém.

E nós, fãs tolkienianos, apreciamos muito as coisas mais antigas - creio eu!

Não me conte nesse grupo, mas de qualquer forma, eu pelo menos num curto a pintura clássica (pelo menos até aqui távamos falando de pintura, certo?) pela idade dela.

Pessoalmente, acho que esse critério acaba dando mérito a muita merda seca que tem por aí. Essa noção do clássico é bem perigosa.

Kementari
18-10-2004, 05:19
(:roll:)
Ok:




Muitos trabalhos de cinema, teatro e literatura dependem um pouco do contexto anterior e externo a eles quando, por exemplo, se faz uma citação ou crítica a tal contexto.


Discordo. O contexto é meramente motivador, não dá significado ou empresta valor à obra. Se o tal contexto não estiver de fato incluído na obra, não for refletido, reproduzido nas formas, tornado interno, então ele está alheio à obra na apreciação final desta.


Se você ler e prestar atenção na parte que eu fiz o favor de destacar, vai ver que só repetiu o que eu dissae em muitas palavras.

Se você prestar atenção na parte grifada, vai perceber que ele quis dizer que uma citação vazia, crua, não tem valor. Ela tem que ser interiorizada, tem que se integrar ao contexto da obra para se tornar valiosa. Isso não está no seu post.
Pode pegar qualquer exemplo, digamos, Revolução dos Bichos*



Então, se for necessário explicação ou conhecimento prévio de determinado contexto a obra é incompleta e falha.

Novamente, essa lógica se aplica só a pintura, não pode ser levada à risca pra todas as outras artes.

Vários filmes sobre eventos históricos têm algumas elucidações (tipo pequenos textos e citações de registros) que dão ao leigo a oportunidade de poder realmente pensar sobre o que foi ou vai ser dito.

Isso de refletir muito em cima de uma obra é balela. Se ela te transformou, blábláblá, ótimo. Mas o que conta é o impacto primário.
Você não tem que entender. Você tem que degustar, sentir.

Coisas do tipo "depois de ler tal livro, pegue uma resenha, vai te ajudar a entender" ou "se você ler ao pé da letra, é uma droga, mas se você relacionar com não-sei-o-que vai ver como é genial e revolucionário" são enojantes.
Eu li recentemente algumas coisas parecidas em cima de Metamorfose*, do Kafka.

*Eu não estou julgando qualquer obra, e sim a linha de análise ela própria, que de uma forma ou de outra é o que está sendo discutido.

Essa realidade é muito diferente da encontrada, por exemplo, em 1984. O livro tem um valor interno muito forte, na medida que tudo, absolutamente tudo que se relaciona com uma realidade externa foi interiorizado por Orwell. Você pode ler sem nunca ter ouvido falar de Stálin e achar o máximo.

(Segue um resumo do livro)


Mais famoso dos romances de George Orwell, 1984 é uma metáfora pessimista do pós-guerra para o futuro da humanidade dominado pelo totalitarismo. Para garantir a manutenção do Partido, os setores mais importantes da sociedade eram controlados pelas Teletelas, sempre sob a onipresença do Grande Irmão.

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O quadro continua sendo um amontoado de formas feias, em um padrão feio, que transmitem alguma dor e algum desespero.

Isso foi exatamente o que ele quis passar.

Foi pra ser tudo, menos bonito. Não foi pra ser celebrado como um trabalho de grande técnica, mas pra realmente passar seu sentimento sobre aquela guerra.

Eu entendi que o quadro transmite muito pouco sentimento.
São formas feias, sem qualquer técnica, que tomam valor por se tratarem de símbolos da guerra civil. Ou seja, é absolutamente vazia.
Desta forma, se eu desenhar um monte de rabiscos desesperados e falar que se trata de uma crítica ao governo opressor eu vou ser chamada de genial. Se trata então de criatividade na hora de escolher uma realidade chocante à qual associar a obra?

Além do mais é muito cliché. Se for pra fazer isso mesmo, tem que ser bom. Etc. (http://www.arqnet.pt/imagens/imag0501.jpg)

Fox
18-10-2004, 13:19
Eu entendi que o quadro transmite muito pouco sentimento.
São formas feias, sem qualquer técnica, que tomam valor por se tratarem de símbolos da guerra civil. Ou seja, é absolutamente vazia.
Desta forma, se eu desenhar um monte de rabiscos desesperados e falar que se trata de uma crítica ao governo opressor eu vou ser chamada de genial. Se trata então de criatividade na hora de escolher uma realidade chocante à qual associar a obra?

Exato. Porque era o que ela retratava, com detalhes altamente visíveis.

E a técnica está toda lá, nas formas grotescas e perturbadas. Estão aglutinadas e conflitantes, mas não jogadas na tela, como algum seguidor fajuto de Pollock faria.

Sempre houve o choque com formas que não seguissem o padrão belo da arte clássica, desde a época do próprio Da Vinci, que trabalhava muito com o lado feio do humano.

Mas isso já foi dito aqui antes, há uma tremenda diferença entre o feio e mal feito.



Agora, sinceramente, acho que você é muito jovenzinha pra carregar tanta ironia no coração, sabe.

Até o momento eu tava tentando levar uma discussão minimamente construtiva e compreensiva aqui, onde alguém poderia ler e talvez aprender (ou procurar aprender) alguma coisa.

Quero falar em paz de algo que eu gosto muito com outras pessoas que gostam. Mas se tudo o que você quer é vencer o outro e parecer melhor com umas gravuras bonitas e opiniões fortes, então vai pra um tribunal de justiça. Lá você lucra mais.

Ivan
18-10-2004, 15:31
Agora, sinceramente, acho que você é muito jovenzinha pra carregar tanta ironia no coração, sabe.


E eu acho que você tá muito velho pra fugir do assunto, não responder nada, acusar o que não entende e ser gratuitamente agressivo com as pessoas.

Se não sabe diferenciar entre opinião e agressão, entre o que é pessoal e o que é discussão, problema seu. Se não entende um post, basta pedir pra que se explique. Não precisa recortar pontos desconexos pra tentar desqualificá-lo só mostrando que não entendeu nada. Mas se fica bravo do nada e começa a a acusar e atacar as pessoas que tão tentando discutir, você não está à altura de discutir, nem sobre arte, nem com pessoas com maior controle emocional.

Fox
19-10-2004, 16:58
E eu acho que você tá muito velho pra fugir do assunto, não responder nada, acusar o que não entende e ser gratuitamente agressivo com as pessoas.

Até o momento eu tava sendo amigável, até que ela apareceu com uma ironia totalmente desnecessária.

Se não sabe diferenciar entre opinião e agressão, entre o que é pessoal e o que é discussão, problema seu.

Não sou eu quem sofre desse problema por aqui.

Se não entende um post, basta pedir pra que se explique. Não precisa recortar pontos desconexos pra tentar desqualificá-lo só mostrando que não entendeu nada.

Até o momento entendi claramente o que foi dito, e sempre fiz questão de perguntar quando não entendo algo.

Mas se fica bravo do nada e começa a a acusar e atacar as pessoas que tão tentando discutir, você não está à altura de discutir, nem sobre arte, nem com pessoas com maior controle emocional.

Bom, isso tudo faz sentido, mas você está dando bronca na pessoa errada. Veja bem quem começou com o sarcasmo por aqui. Porque parece parece que a Kementari tomou suas dores por conta de um ataque que não existiu.

Então, se alguém tem um problema em diferenciar um ataque de uma explicação, não sou eu.

Seria legal poder voltar a discussão sem ter que me preocupar com mais ataques de perereca e acessos de esnobice e teimosia por opinião contrária.

Mas isso já num acontece faz tempo, então deixa pra lá.

Uglúk o Uruk-Hai
19-10-2004, 19:42
Vc tem sorte q ps mods daqui esta ó... :zzz:


Mas continuem... arte conceitual tosca é assim mesmo, nos choquem vamos. :think:


*Uglúk mata um rato arrancas viceras e escreve em um espelho "arte" *


Ganhei de vcs...

Kementari
20-10-2004, 02:37
Sinceramente Fox, eu não pretendia ser agressiva no meu post, eu apenas repliquei o que você disse, seja lá a quem você estivesse respondendo e seja lá o meu julgamente sobre a sua postura anterior.
A única pessoa que está tendo "ataque de perereca" aqui é você. Eu usei uma figura bastante prosaica no meu post, apenas pra defender meu ponto de vista. Até onde eu sei uma discussão é um conflito de idéias.
Sinceramente, eu não te ofendi em nenhum momento. Pode destacar aí onde eu me exaltei além de qualquer ironia.
E pode também comparar o conteúdo de qualquer post meu com qualquer resposta que você tenha me dado. Eu tentei explicar o meu lado várias vezes, coloquei exemplos, desenvolvi os pontos necessários; se não quer discutir, simplesmente ignore, mesmo que o conteúdo seja agressivo.
Veja bem: Eu vou contra as suas idéias, não contra você (...)
Ter que explicar isso, faça-me o favor...

Uglúk o Uruk-Hai
20-10-2004, 19:37
Sinceramente Fox, eu não pretendia ser agressiva no meu post, eu apenas repliquei o que você disse, seja lá a quem você estivesse respondendo e seja lá o meu julgamente sobre a sua postura anterior.
A única pessoa que está tendo "ataque de perereca" aqui é você. Eu usei uma figura bastante prosaica no meu post, apenas pra defender meu ponto de vista. Até onde eu sei uma discussão é um conflito de idéias.
Sinceramente, eu não te ofendi em nenhum momento. Pode destacar aí onde eu me exaltei além de qualquer ironia.
E pode também comparar o conteúdo de qualquer post meu com qualquer resposta que você tenha me dado. Eu tentei explicar o meu lado várias vezes, coloquei exemplos, desenvolvi os pontos necessários; se não quer discutir, simplesmente ignore, mesmo que o conteúdo seja agressivo.
Veja bem: Eu vou contra as suas idéias, não contra você (...)
Ter que explicar isso, faça-me o favor...

Viu, oq eu falo é lei...

Eu mando vcs continuarem, e vcs continuam... 8-)

Skylink
21-10-2004, 01:16
Uh... Eu tenho a impressão de que a guerra é totalmente vazia também, apesar de ser cheia de coisas. Vazia em uma certa essência, com formas feias e um sentimento desprovido de sentido.

Ela é idiota pra quem luta, ainda que a pessoa seja motivada por um ideal. A maioria sente isso uma hora, embora ainda lute por sonhos e desejos.

Mas mesmo assim, guerras em si são completamente inúteis; são um espaço vazio também entre o antes e o depois... Pular isso seria apenas renegar a dor e o fardo, e isto não é inútil pra quem já os conhece.

Porém, às vezes, as coisas apenas continuam, sobre outra capa ou disfarce, não mudam. (Só observar a nossa história :P)

Então, não tem muito problema no quadro, tem? :eek: (bem, IMO, etc...)

O tal do impacto pode ser um objetivo, ou não. Tem toda uma complexa teia entre a ligação da idéia do autor e a captação feita pelas pessoas, e usar algo vazio não precisa ser sempre um defeito... :tsc:

Da pra definir algo assim como arte fraca ou inútil para si mesmo. Mas uma definição mais consistente e concreta depende da opinião dos outros, do que que eles viram e julgaram. É como jogar a definição de arte como a visão de um espelho multifacetado revestido de almas...

Mas bem, é tão necessário assim um trabalho complexo e difícil para se conseguir um resultado? Isso me lembra o meu conceito de guerra... :roll: (só que nesse caso, tem quem ache divertido essa etapa...)

Débora Elbereth
13-11-2004, 12:15
Esses dias, assistindo ao Pânico da rede tv, um dos "repórteres" fez uma matéria na Bienal de Artes em SP. Para tirar um sarro, eles misturaram um monte de tranqueira sem nexo. Chamaram algumas pessoas da exposição para analisar as tais obras de arte, dizer como elas interpretavam aquele monte de lixo. O mais engraçado é que os entrevistados, todos muito sérios, analizavam as obras e literalmente filosofavam a respeito delas, uma foi até comparada com o barroco. Foi muito engraçado, ver aquelas pessoas quebrando a cabeça pra tentar entender o que significava aquilo que na verdade era um monte de nada.

As vezes fica dificil saber o que é arte e o que é lixo...

Senti até dó daquelas pessoas :lol:

Fox
13-11-2004, 12:56
Ahahaha, os cara do Pânico são fodas.

Curioso é que isso já foi feito lá pro início do século XX também, ataram um pincel no rabo de um elefante e ele foi balançando na tela.

Aí colocaram em exposição e conseguiram vender por uma quantia generosa pra época. Só depois revelaram o autor. :P

Claro que, como é certo que vai acontecer com esse caso atual, conseguiram botar esse incidente pra trás e continuaram louvando o que houvesse de novo, qualquer coisa mesmo.

Mas essas piadas são sempre bemvindas.

As vezes fica dificil saber o que é arte e o que é lixo...

Hum, levando em conta o que caras como os do Pânico e outros já fizeram, fica até bem fácil.

Fimbrethill
14-11-2004, 19:39
Quando li o que o pessoal do Pânico fez lembrei dessa musica do Zeca Baleiro que é muito engraçada!!!

Bienal

Composição: Zeca Baleiro / Zé Ramalho
Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta

Teu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
Ao cabo da revalorização da natureza morta

Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da gia
E muito mais feio que um hipopótamo insone"

Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno

Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana

Com a graça de Deus e Basquiá
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana

Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de pepsi e fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina

Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da siribrina
Desintegro o poder da bactéria

Denethor II
02-01-2005, 14:59
Ainda sou a favor do "pensar" do que do "trabalhar".
Sem duvida nenhuma o classico é rebuscado e tem uma forçã enorme no trabalho em nome da perfeição, mas o contemporaneo mostra a força do pensar, fazendo com que a pintura parta do sentido rustico que tem, como um anjo de uma igreja barroca, um significado quase unico, para uma pintura que te desafie a descobri-la.
Amo ambas, mas entre trabalho e pensar, o pensar me parece uma maior excelencia!

§§Hobbit§§Poeta§§
25-03-2005, 16:16
Os 2...hehehehehehehe :P
pra votar em 1..votei no Classico...

Jedi Solo
27-09-2005, 20:37
Também votei em Clássico. Fala sério, as pinturas de Van Gogh eram incríveis.

ombudsman
27-09-2005, 22:00
Fox, me ajuda a entrar na discussao :cerva:
Quando se fala em arte classica, até que movimento o conceito cobre? E o que pode ser considerado contemporaneo?


Mas metendo o dedo onde nao sou chamado, eu acho que tem alguns aqui que devem ser muito ingenuos ou ainda amantes de algum filosofo moderno ou antigo aqui; porque dizer que existe a possibilidade de se fazer arte descontextualizada, ou seja, qualquer coisa atemporal e esteticamente Bela com B maiusculo mesmo, é ingenuidade.

Mozart, Bach, Picasso, Michelangelo, Van Gogh.. qualquer um, sao todos presos ao contexto no qual despontaram como genios - e o fato de se defender a genialidade destes hoje nao tem nada a ver com uma suposta Estética Pura, mas sim com o reconhecimento de elementos historicos semelhantes.

Tamuríl Ar-Feinie
27-09-2005, 22:08
o clássico claro....
sei lá é mais charmoso... naum tem tnt exagero qto o contemporaneo....
axo o contemporaneo vazio... hj até um copo de água é chamado de arte contemporanea....
o classico é belo é imponente....

Fox
02-10-2005, 14:38
Amo ambas, mas entre trabalho e pensar, o pensar me parece uma maior excelencia!

Até entendo a intenção da quebra, foi até bem importante pra dar continuidade a evolução da arte em geral. Senão ela teria realmente morrido, que por sinal é um erro grave e grotesco dos pós-modernos em sugerirem isso, por vários motivos.

Outro grande (senão o maior) erro dos contemporâneos ao tentar quebrar a ligação com os clássicos foi fingirem (nem todos) que o ato de pensar em cima de uma obra foi criação deles.
Desde as pinturas paleolíticas existe uma forte intenção racional por trás dos trabalhos.

A maior qualidade dos movimentos modernos é a sofisticação dos conceitos pensados. O pior defeito é o abandono do trabalho como realização desse conceito.

Defeito porque acontece uma enganação. Finge-se que ali está rolando um trabalho visual, quando é filosofia pura.
Sem ser pejorativo com relação a filosofia, apenas quero evidenciar essa ilusão montada, que acho muito ofensiva e danosa pras artes plásticas.

Fox, me ajuda a entrar na discussao
Quando se fala em arte classica, até que movimento o conceito cobre? E o que pode ser considerado contemporaneo?

Ainda tô extremamente longe de ser o ideal pra responder esse tipo de pergunta, mas uma coisa eu posso dizer com certeza.

Nada na História é fixo ou ordenado. O dito mais certo sobre ela é que é cíclica, apesar d'eu achar que é mais apropriado dizer que funciona como uma espiral.

O clássico grego retornou com força na Renascença e depois na Era Vitoriana. Não duvido que volte mais e mais vezes no decorrer dos séculos, com mais outra gama de influências de ntes e muito depois do clássico.

Aliás, não consigo imaginar maneira mais legal da arte se transformar. Artistas ruins sempre vão existir, mas isso é bom. O contraste e a variedade mantêm a arte sempre interessante.

Mozart, Bach, Picasso, Michelangelo, Van Gogh.. qualquer um, sao todos presos ao contexto no qual despontaram como genios - e o fato de se defender a genialidade destes hoje nao tem nada a ver com uma suposta Estética Pura, mas sim com o reconhecimento de elementos historicos semelhantes.

Isso é um bom raciocínio, mas Van Gogh só despontou como gênio (encarando isso como um conceito dos outros, não dele mesmo), bem depois da sua morte.

Mozart, Picasso, Michaelangelo... esses são os casos raros felizes onde foram valorizados em vida, logo, dentro de seus próprios contextos.

Mas... considerá-los presos ao seu contexto é exagero. Ainda mais levando em conta que vários deles revolucionaram os mesmos. Afirmar que eles foram influenciados por suas situações se encaixaria melhor no seu raciocínio... talvez.

Mas Van Gogh definitivamente não é clássico.

Vendo as opiniões aqui, talvez o título apropriado fosse "Contemporãneo X Tudo Que Veio Antes". :P

Vovin
14-10-2005, 02:50
Acho que Arte Contemporanea não é mais tão conteporanea assim...

Na decada de 20 podia até ser, mas hoje em dia a Arte Conteporanea é tão classica como as outras, não tem mais aquela tansgressão, e tem nego que acha que vai chocar fazendo coisas que ja foram feitas a 80 anos atras.

Na minha opinião não há sentido na separação entre Classico e Conteporaneo, não sou estudioso de arte, só estou dando meu pitaco, talvez esteja errado :P

Lisavieta
13-02-2006, 16:28
Acho que Arte Contemporanea não é mais tão conteporanea assim...

Na decada de 20 podia até ser, mas hoje em dia a Arte Conteporanea é tão classica como as outras, não tem mais aquela tansgressão, e tem nego que acha que vai chocar fazendo coisas que ja foram feitas a 80 anos atras.

Na minha opinião não há sentido na separação entre Classico e Conteporaneo, não sou estudioso de arte, só estou dando meu pitaco, talvez esteja errado :P

A arte contemporânea começa no pop ( ou no pós-guerra segundo alguns teóricos, enfim...). Anos 20 é arte moderna, sabe?

. : Morgana : .
18-02-2006, 18:35
Bom, estou me sentindo um pouco perdida com relação ao q vcs estão dizendo ser "clássico"...
Eu gosto do grego clássico... Foram eles q começaram a formalizar os conceitos básicos em relação a arte. E quando eu falo em arte, nao falo apenas em pinturas e sim qualquer tipo: pintura, escultura, arquitetura, relevo, mosaico etc etc etc...
Gosto os templos e principalmente das esculturas clássicas gregas (apesar da maioria das esculturas q existem até hj serem copias romanas)... Realista e idealizada tb... Beleza, panejamento perfeito, expressão do corpo, do rosto, do movimento, emoção... Das soluções técnicas q eles criaram...

Asca
11-05-2006, 13:34
Clássico, ele sempre nos mostra o que é verdadeiramente a arte antiga e a beleza contida nela.

Amanda Santos
25-07-2007, 13:51
Clássico.
Os detalhes são imprecionantes, a mistura de cores, as expressões... :grinlove:

DiegoFerrite
27-08-2007, 11:11
Eu acho meio relativo a classificação de classico e contemporaneo apenas de acordo com a época. Temos obras mais novas e modernas consideradas clássicos.

Existem clássicos bons, que atraves da forma e linearidade conseguem transmitir uma mensg mto bacana, mas tbm temos contemporaneos que conseguem ser subjetivos qd precisam sem dxar de ter um conteúdo.

Minha resposta seria: depende do classico, e depende do contemporaneo.

Amani
08-09-2007, 17:19
Que pergunta! :think:
Admiro muito o clássico e gosto da liberdade do contemporâneo..
Mas aí penso que cada obra é uma obra... Depende da obra...
Como o amigo Diego disse, depende do clássico e depende do contemporâneo!

Arwen do Campo
21-09-2007, 13:36
Eu escolhi o Clássico, andei visitando alguns museus, algumas exposições aqui no Rio e acho o clássico com mais emoção, mais embasado....o contemporâneo, fica um pouco sem técnica. Posso estar falando besteira, mas penso que a arte é emoção, há estilos que te emocionam mais, outros vc passa que sua atenção não fica presa. Meu coração fica mais acelerado quando me deparo com o estilo mais clássico. Até no meu dia-a-dia sinto isso.

Snaga
31-03-2008, 13:11
Clássico!!!

Muitos me criticam, mas eu afirmo que o Século XX matou a arte!
Salvo raríssimas excessões!

Aira/Jackie
05-04-2008, 19:56
Clássico, sempre! Porque tem história, tem alma. Não é arte feita "tipo assim, tá?" :mrgreen:
Desculpem o sarcasmo...

abraços da

Thorin Escudo de Carvalho
17-06-2008, 17:58
Eu sempre fui miuto Nerd,e sempre fui indeciso,mas voto em ambas.

Pam EQA
08-07-2008, 11:45
Sem dúvida atualmente o contemporâneo é mais valorizado no mercado, mas o clássico tem um "sabor" especial, uma beleza única...Talvez seja porque há uma especial atenção no equilíbrio das formas, proporções e cores. Tudo depende do assunto que se aborda...às vezes o contemporâneo se encaixa melhor, outras o clássico...

Thorin Escudo de Carvalho
20-07-2008, 10:55
Nãos sei em qual voto