Hugo
10-06-2002, 12:27
Alguem teve coragem de ver esse filme????eu naum, em todo caso ai vai um review:
"Road-Movie Teen com cara de vídeo clipe que traz Britney Spears se divertindo e nos entediando"
Se eu não tivesse visto a eufórica reação dos fãs da "cantora" e agora "atriz" Britney Spears ao final da sessão deste medonho "Crossroads", eu diria que esse filme não é recomendável nem mesmo para os mais fanáticos pela moça. Contudo - tendo em vista a reação dos fãs de carteirinha da virgem mais querida dos Eua - acredito que esse filme seja feito especialmente para os fãs. Isso porque o filme é muito parecido com as músicas dela: é ruim, é embrulhado, é irritante, é programado, e é chato, quase insuportável. Portanto, se os fãs conseguem agüentar as músicas dela, provavelmente irão tolerar o filme - que por diversos momentos, é um vídeo-clipe dela.
Em sua estréia como protagonista no cinema (se engana quem acha que está é sua estréia como atriz, já que ela fez uma ponta em um filme chamado "Longshot"), Britney Spears "interpreta" a ingênua e (lógico) VIRGEM Lucy - que tem como seu maior sonho, conhecer a mãe. Ainda quando criança, ela e suas duas melhores amigas Kit (Zoe Saldana) e Mimi (Taryn Manning) enterraram uma caixa, que prometeram abrir quando estivessem se formando. O que elas não imaginavam é que não continuariam sendo "melhores amigas".
Lucy se tornou a boa menina filhinha do papai que segue tudo na risca e pretende fazer medicina para agradar o pai, mas seu negócio é a música mesmo (Bagh!). Já Kit se tornou a garota popular da escola, sendo arrogante e egocêntrica ao extremo, não tendo nem mesmo respeito pelas ex-amigas. Por fim, Mimi virou a excluída “maloqueira” que está grávida. No dia da formatura, mesmo contra vontade, elas realizaram a promessa feita a mais de oito anos atrás e foram desenterrar a caixa; o que fez com que elas voltassem a se reunir a bolar uma viagem, onde cada uma tem um objetivo diferente; uma quer tentar se cantora, a outra quer rever o namorado e a outra quer conhecer a mãe.
Começa então toda a trapalhada do filme. O roteiro “enlatadinho” para Britney Spears é lotado de equívocos irreparáveis. Clichês tem de sobra; desde aquele momento onde o casal vai se beijar e aparece alguém para atrapalhar - até aqueles típicos momentos finais 'lição de moral' que todas as comédias românticas Teen tem em uma dose exagerada. Tudo bem, isso já era de se esperar. Mas não com tanta freqüência e pieguice. Porém, quando o filme esquece que é uma comédia e passa para o dramalhão sério, é aí que ele se torna realmente engraçado. Humor involuntário? Com certeza absoluta.
Para quem acredita que "Crossroads" é uma comédia inofensiva que não atira contra ninguém, pode parar de sonhar. Se você curte Rock de Punk para cima, o filme irá incomodar um pouco, assim como me senti meio incomodado. Isso porque, quando o rapaz que dá carona (pelo qual a personagem da Britney se apaixona) ainda é visto como um ex-presidiário assassino, ele é um roqueiro cabeça dura. Porém, quando descobre-se a verdade sobre seu passado e que ele é um "moço bonzinho", logo ele está cantando aqueles Pop's característicos de Mtv. Isso sem contar uma cena onde o Rock é tratado como algo completamente desprezível e repugnante, é revoltante.
Bom, Britney Spears não é uma "atriz" tão ruim quanto foi uma Mariah Carey. Mas, desde quando isso chega a ser algo glorioso? Britney Spears é inexpressiva e artificial em cada seqüência, porém vence a patinho feio Mariah Carey por conseguir ser um pouco carismática e menos “canastrona”. O resto do elenco são meras cartas fora do baralho; os personagens são mal trabalhados e rasos, são insignificantes - o que fica claro que somente a personagem da Britney teve importância para a realização desse enlatado. Para quem gosta dos vídeos clipes dela, o filme tem um gostinho a mais, pois traz ela dublando três (na realidade no total são quatro, com a dos créditos finais que eu fui embora logo quando começaram). Alias, Playback é com ela mesmo, afinal, quem não se lembra do Rock In Rio - até eu que não sou fã lembro!
"Crossroads" tem um mérito: É melhor do que o bombástico "Glitter" da Mariah Carey. Essa comparação é inevitável, pois ambas fazem sucesso como "cantoras" mesmo sendo péssimas, e protagonizaram seus primeiros filmes atualmente; abrindo um paralelo entre as duas produções, "Crossroads" é um pouco melhor - pois não causa náuseas como o terrível "Glitter", e também não é um dos piores do ano, algo que o "Glitter" vem liderando. Mas quer saber, fuja de ambos - são lixos tóxicos, onde a maior diferença é que um se deu bem nas bilheterias e o outro foi um fracasso fenomenal e risível. Portanto, indicado apenas para os fãs. E, para finalizar: O que Dan Aykroyd está fazendo aqui?
Cotação:*1/2
Henrique Miura
riquemiura@bol.com.br
"Road-Movie Teen com cara de vídeo clipe que traz Britney Spears se divertindo e nos entediando"
Se eu não tivesse visto a eufórica reação dos fãs da "cantora" e agora "atriz" Britney Spears ao final da sessão deste medonho "Crossroads", eu diria que esse filme não é recomendável nem mesmo para os mais fanáticos pela moça. Contudo - tendo em vista a reação dos fãs de carteirinha da virgem mais querida dos Eua - acredito que esse filme seja feito especialmente para os fãs. Isso porque o filme é muito parecido com as músicas dela: é ruim, é embrulhado, é irritante, é programado, e é chato, quase insuportável. Portanto, se os fãs conseguem agüentar as músicas dela, provavelmente irão tolerar o filme - que por diversos momentos, é um vídeo-clipe dela.
Em sua estréia como protagonista no cinema (se engana quem acha que está é sua estréia como atriz, já que ela fez uma ponta em um filme chamado "Longshot"), Britney Spears "interpreta" a ingênua e (lógico) VIRGEM Lucy - que tem como seu maior sonho, conhecer a mãe. Ainda quando criança, ela e suas duas melhores amigas Kit (Zoe Saldana) e Mimi (Taryn Manning) enterraram uma caixa, que prometeram abrir quando estivessem se formando. O que elas não imaginavam é que não continuariam sendo "melhores amigas".
Lucy se tornou a boa menina filhinha do papai que segue tudo na risca e pretende fazer medicina para agradar o pai, mas seu negócio é a música mesmo (Bagh!). Já Kit se tornou a garota popular da escola, sendo arrogante e egocêntrica ao extremo, não tendo nem mesmo respeito pelas ex-amigas. Por fim, Mimi virou a excluída “maloqueira” que está grávida. No dia da formatura, mesmo contra vontade, elas realizaram a promessa feita a mais de oito anos atrás e foram desenterrar a caixa; o que fez com que elas voltassem a se reunir a bolar uma viagem, onde cada uma tem um objetivo diferente; uma quer tentar se cantora, a outra quer rever o namorado e a outra quer conhecer a mãe.
Começa então toda a trapalhada do filme. O roteiro “enlatadinho” para Britney Spears é lotado de equívocos irreparáveis. Clichês tem de sobra; desde aquele momento onde o casal vai se beijar e aparece alguém para atrapalhar - até aqueles típicos momentos finais 'lição de moral' que todas as comédias românticas Teen tem em uma dose exagerada. Tudo bem, isso já era de se esperar. Mas não com tanta freqüência e pieguice. Porém, quando o filme esquece que é uma comédia e passa para o dramalhão sério, é aí que ele se torna realmente engraçado. Humor involuntário? Com certeza absoluta.
Para quem acredita que "Crossroads" é uma comédia inofensiva que não atira contra ninguém, pode parar de sonhar. Se você curte Rock de Punk para cima, o filme irá incomodar um pouco, assim como me senti meio incomodado. Isso porque, quando o rapaz que dá carona (pelo qual a personagem da Britney se apaixona) ainda é visto como um ex-presidiário assassino, ele é um roqueiro cabeça dura. Porém, quando descobre-se a verdade sobre seu passado e que ele é um "moço bonzinho", logo ele está cantando aqueles Pop's característicos de Mtv. Isso sem contar uma cena onde o Rock é tratado como algo completamente desprezível e repugnante, é revoltante.
Bom, Britney Spears não é uma "atriz" tão ruim quanto foi uma Mariah Carey. Mas, desde quando isso chega a ser algo glorioso? Britney Spears é inexpressiva e artificial em cada seqüência, porém vence a patinho feio Mariah Carey por conseguir ser um pouco carismática e menos “canastrona”. O resto do elenco são meras cartas fora do baralho; os personagens são mal trabalhados e rasos, são insignificantes - o que fica claro que somente a personagem da Britney teve importância para a realização desse enlatado. Para quem gosta dos vídeos clipes dela, o filme tem um gostinho a mais, pois traz ela dublando três (na realidade no total são quatro, com a dos créditos finais que eu fui embora logo quando começaram). Alias, Playback é com ela mesmo, afinal, quem não se lembra do Rock In Rio - até eu que não sou fã lembro!
"Crossroads" tem um mérito: É melhor do que o bombástico "Glitter" da Mariah Carey. Essa comparação é inevitável, pois ambas fazem sucesso como "cantoras" mesmo sendo péssimas, e protagonizaram seus primeiros filmes atualmente; abrindo um paralelo entre as duas produções, "Crossroads" é um pouco melhor - pois não causa náuseas como o terrível "Glitter", e também não é um dos piores do ano, algo que o "Glitter" vem liderando. Mas quer saber, fuja de ambos - são lixos tóxicos, onde a maior diferença é que um se deu bem nas bilheterias e o outro foi um fracasso fenomenal e risível. Portanto, indicado apenas para os fãs. E, para finalizar: O que Dan Aykroyd está fazendo aqui?
Cotação:*1/2
Henrique Miura
riquemiura@bol.com.br