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#21 |
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Arauto de Tulkas
Ent Sagaz
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Vilya,
minha observação inicial a respeito do trecho que você postou já está a disposição no post. Portanto,aguardarei novas observações. Jinrai É possível que, assim como algumas criaturas, os Balrogs criassem essas "asas" justamente para parecerem maiores? Veja, eles sem essas asas, funcionais ou não, seriam como Trolls com chifres e em chamas. Seria uma forma de causar mais impacto psicológico numa batalha?
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#22 | |
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K2 me pegou e eu peguei o
Anão Resmungão
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
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#23 |
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Humano Saltitante
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Também acredito na formação de asas em Balrogs usados pelos mesmos em batalhas para intimidação ou como Húrin falou causar mais impacto psicológico numa batalha...Pois vimos que função mesmo elas não têm nenhuma...
PS:Meu Saitor(Húrin)...seu avatar e banner "tão muito loko" hehe,da-lhe TRICOLOR...
Edição mais recente por Mornenion : 22-08-2009 em 21:25 |
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#24 | |
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Humano Saltitante
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Citação:
Explicação detalhada e, tanto quanto possível, imparcial no ensaio do link abaixo. http://tolkien.slimy.com/essays/TAB6.html O dilema com as duas passagens em Mória não é o fato delas poderem ou não ser interpretadas em conjunto. Elas tem que ser interpretadas juntas pq o "as suas asas ( a função do pronome pessoal é especificar, referir ao que já era predefinido) se estenderam de parede a parede" precisa, pelo contexto, estar ligado às "asas" mencionadas antes, independente de qual for a sua natureza. A questão é que, como o Conrad Dunkerson explicou, a interpretação que coloca a segunda passagem sendo metafórica depende da primeira ser interpretada como símile ( o"como duas imensas asas") e essa é só uma de duas possibilidades distintas já que pode indicar também evolução de distinção de incerteza pra claridade, uma possibilidade que o próprio CT parece não ter compreendido muito bem. Similar ao poço em Mória, no mesmo capítulo, que era " like a well", "como um poço", e ,depois, foi confirmado pelo Gimli como sendo precisamente isso mesmo. Também como a sombra da Gwaihir salvando Gandalf no sonho na casa de Bombadil onde ela era "como a sombra de grandes asas" . Foi só no conselho de Elrond que ficou claro que era mesmo uma águia, um animal alado, que projetou a sombra. Nós, em português tb usamos a expressão "como" em contextos assim pra descrever algo que parece difícil de definir à primeira vista. A evolução de como duas imensas asas´ pra asas se estenderam de parede à parede , nessa interpretação, revelaria uma percepção mais acurada do que antes era difícil de discernir na figura do Balrog, quando ele se aproximou, a escuridão que o cercava teria deixado entrever as asas "reais" que antes se confundiam com o cloak of darkness do Balrog. Então é mesmo o caso de haver duas interpretações diferentes para a mesma passagem e não há como saber qual das duas é a correta. Conrad Dunkerson aventa a hipótese de que Tolkien usou a linguagem de forma ambígua e optou por usar verbos ambivalentes como o "flight" e expressões dúbias como "winged speed"pq, nos escritos mais tardios, ele queria que os Balrogs tivessem asas e, talvez, até voassem, mas se deparou com a necessidade de rever toda a cronologia pra introduzir a nova idéia preferindo ficar no meio do caminho eqto não revisasse completamente a mitologia do Silmarillion.
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So great is the bounty with which he has been treated that he may now, perhaps, fairly dare to guess that in Fantasy he may actually assist in the effoliation and multiple enrichment of creation. Tolkien no ensaio "On Fairy Stories" Edição mais recente por Ilmarinen : 14-12-2009 em 13:08 |
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#25 | |||
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Humano Saltitante
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Citação:
O "eu mesmo " aí evidencia que ele NUNCA chegou a questionar a interpretação que havia feito originalmente (a de que as asas eram projeção do manto de sombra e não apêndices reais) e , tb, que ele não percebeu , ao contrário do Dunkerson, que , como estava escrita, a passagem ficava ambígua e dava margem a dupla interpretação. Isso não quer dizer, como algumas pessoas inferiram necessariamente, que a interpretação dele estaria certa. Ou seja, fica claro que, agora (tarde demais pq Tolkien já faleceu), Christopher Tolkien percebeu a interpretação dúbia, caso contrário não reconheceria que ele só tem uma opinião pessoal deixando implícito que ele nunca chegou a falar com o pai dele o suficiente pra saber "por a mais b"qual das duas interpretações é a correta. Trocando em miúdos, CT está no mesmo pé que nós todos ( por isso ele usou o verbo no passado , "eu mesmo nunca pensei", até pq os manuscritos do Senhor dos Anéis, que ele próprio disse que poderiam conter algo mais sobre a questão, não estão mais na Inglaterra mas de posse da universidade Markette nos EUA Como ele mesmo afirmou ele nunca os leu. Ele nunca pôde ler essa parte do manuscrito original definitivo do Senhor dos Anéis e, inclusive, mandou o correspondente dele olhar para ver se tem alguma coisa nessa tal folha que ele mencionou. Se esse alguém fez isso nunca abriu o bico sobre o que descobriu e não repassou a informação pro Michael Martinez. A opinião dele por mais abalizada que seja, é só uma opinião e não um parecer metódico que venha da análise dos manuscritos definitivos. No que diz respeito a isso, Dunkerson foi mais acurado do que ele. Analisou melhor os textos tal como estão na frente dele.Sad but true. O que seria normal. CT nunca deu importância para a questão enquanto Conrad discutiu com Martinez sobre isso durante cinco ou seis anos direto. E tanto é que quem divulgou essa porção de correspondência com o CT foi , justamente, um dos partidários da idéia dos Balrogs com Asas, Michael Martínez e o texto traduzido pelo Valinor, tirado do Castelhano, convenientemente, omitiu esse dado e a fonte da informação. E, Rodrigo, uma pequena correção:não foi o Martinez que escreveu pro CT foi outra pessoa que , por sua vez, mandou pro Martínez um quote selecionado e meio fora de contexto da resposta do CT o que coloca mais em dúvida a resposta dele. Pelo contexto a impressão que fica é que a parte não remetida pro Martinez mostrava ainda mais claramente que CT viu pq a passagem ficou ambígua e pq sua interpretação não era mais a única viável. A questão permanecerá em aberto até aparecerem mais evidências. Citação:
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#26 | ||
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fazendo sushi de cachorro
Elfo Esquisito
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
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#27 | |
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Pai curuja, marido apaixonado
Elfo Esquisito
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
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Vicente e Cris |
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#28 | ||||||
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Humano Saltitante
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
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Particularmente ( "I myself"), suspeito que ele está na pista certa e que a revisão retroativa do conceito dos Balrogs e o acréscimo do cloak of darkness e das "asas" a partir da redação do Senhor dos Anéis reflete um possível contato com . Sombra, fogo, montanha mal-assombrada, vulto demoníaco cloaked in darkness "se elevando e estendendo asas" de ponta à ponta, regendo uma horda de goblins e seres diabólicos... Tá tudo ali. O nome do demônio, Chernabog, significa "Deus Negro", que, tb, foi um epíteto dado a Melkor no Legendarium da Terra Média. O desenho foi exibido na Inglaterra em 1941 ( estréia no Reino Unido em 21 de Junho de 1941,no meio da Segunda Guerra quando o filho de Tolkien lutava na África), e durante o processo de redação do Senhor dos Anéis (1938-1949). Esse segmento do longa metragem era seguido por outro que era o Virgem Maria de Schubert.Lembremos que Tolkien era um grande devoto da Virgem e, então, podemos tentar imaginar como ele se sentiria assistindo o desenho naquela situação específica. Interessante ressaltar que no Fellowship of the Ring o demônio , o balrog de Mória, aparece logo antes do encontro com Galadriel, que é um análogo da Virgem Maria ( evoca características de Maria sem ser uma alegoria da mesma), como o próprio Tolkien admitiu nesse trecho de carta aí embaixo: Citação:
Citação:
Citação:
Essa alternância entre Luz e Escuridão adotada pelos animadores da Disney nesses segmentos contém um dos principais elementos na dinâmica interna dos livros de Tolkien, particularmente, nas narrativas longas, como é o caso do Senhor dos Anéis. Então, muito embora Tolkien tivesse uma famosa aversão pelo efeito de "disneyficação" das animações do estúdio podemos teorizar que ele era mais brando ao apreciar partes como essas que são repletas de dark imagery e cenas dantescas que fogem do parâmetro normal "sanitizado" associado às produções Disney. Não por acaso, o desenho tb foi o primeiro fracasso de bilheteria do estúdio. http://en.wikipedia.org/wiki/Fantasi...in.2FAve_Maria Interessante reparar que Tolkien foi definir Gandalf em uma carta como sendo justamente um "angelos". Citação:
Citação:
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So great is the bounty with which he has been treated that he may now, perhaps, fairly dare to guess that in Fantasy he may actually assist in the effoliation and multiple enrichment of creation. Tolkien no ensaio "On Fairy Stories" Edição mais recente por Ilmarinen : 07-09-2009 em 19:47 |
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#29 |
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Arauto de Tulkas
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Excelente!
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Humano Saltitante
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Ora, obrigado Húrin !!
E pelo jeito mais gente andou percebendo a similaridade e a plausibilidade do Chernobog/Chernabog/Satã do Fantasia como um modelo pra versão Pós Senhor dos Anéis dos Balrogs. http://sf-forums.8m.net/balrog.html http://greenbooks.theonering.net/gue...022404_01.html Citação:
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#31 | ||
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Pai curuja, marido apaixonado
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Citação:
De fato, lembrou-me dos áureos tempos do fórum. Citação:
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Vicente e Cris Edição mais recente por Vilya : 29-08-2009 em 00:49 |
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The same old fears...
Elfo Esquisito
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
De qualquer jeito, em termos de funcionalidade, ter ou não asas não é relevante... um Balrog com asas ou sem asas continua sendo um grande, temido e poderoso inimigo!
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#33 | |
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Humano Saltitante
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Citação:
E, como vc mesmo sabe, a adição tardia de expressões como flight, winged speed, adicionada depois das "asas" terem aparecido no Senhor dos Anéis, o que é altamente relevante, sugere mesmo a conclusão que o Conrad está tendo. Por mais imparcial que alguém possa ser entre teorias porfiantes, se vc vai mencionar fatos e sugerir explicações e possíveis conclusões, vc tem que tomar uma determinada posição no fim de um texto, mesmo que isso não implique em dizer ( como alguns fazem, caso do Martinez que é pró-asas e de muitos fãs brazucas , que são contra-asas igualmente radicais) que esse tem que ser o único entendimento. Os brasileiros radicais do partido "anti-asas" chegam a chamar outras pessoas de burras pq acham que o motivo da discordância da opinião é o fato das outras não sacarem os conceitos de símile e metáfora, o que mostra, por si só, que elas mesmas não estão tão a par da complexidade da questão como presumem estar. Ou seja, cometem o mesmo erro do Martinez pro lado oposto. E isso é mais um ponto pro Dunkerson. Pra ser mais preciso, o Conrad Dunkerson é contrário às interpretações literais de todas as passagens envolvidas mas, justamente por isso, foi, tb ,o primeiro a reconhecer, de forma bem feita, a plausibilidade dos dois entendimentos. De qualquer maneira , pra mim, ficou claro que ele abriu um aparte no fim do artigo pra dar uma opinião pessoal conciliatória entre os dois extremos pq parece que essa era mesmo a posição do Tolkien ( o Tolkien nunca poderia ter deixado de perceber que a linguagem que ele usava pra descrever o Balrog estava dando margem a dupla interpretação. Acho muitissimo difícil que isso não tenha sido intencional). E isso tem tudo a ver com o método de Tolkien em muita coisa . Como o ensaio da Ungoliant deve ter mostrado, nesse, como em muitos outros tópicos, Tolkien é tremendamente chegado em síntese dialética entre conceitos, a princípio, díspares: Bem e Mal, Livre-Arbítrio e Predestinação, Feminismo x Machismo, Monarquia x Democracia, Isolacionismo x Expansionismo, Alegoria x Analogia. O mesmo tipo de raciocínio é o que parece mais apropriado pra se formar conclusões sobre o dilema das asas. Inclusive, como as pessoas do tópico aqui chegaram a perceber , coisa que, eu posso atestar, é rara na Internet (um bom sinal), é perfeitamente possível que houvesse Balrogs COM e SEM asas.E é perfeitamente possível que um balrog que não tivesse asas antes pudesse ter passado a ter depois. Tb é possível que todos tivessem mas eles houvessem perdido a capacidade de voar por efeito colateral do processo descrito na nota 5 do Osanwë Kenta ( onde o fána virava hröa ,gerando corpo mais material e "sólido", e , por isso , mais pesado,vide a diferença de peso que Gwaihir citou entre Gandalf , o Branco e o Cinzento) e/ou por dano sofrido nessa forma depois que ela se tornou "hábito costumeiro" ficando mais vulnerável. Sauron, inclusive, não teve que se contentar em recriar seu fána na Terceira Era SEM o dedo que foi cortado por Isildur junto com o Anel? Aí Tolkien demonstra que certas lesões sofridas no fána que virou "morada habitual" não podem ser reparadas nem com a criação de um fána inteiramente novo.Ele pode ter que "herdar" o ferimento ou mutilação recebida previamente, como se o próprio espírito ficasse traumatizado com o aleijão, mais ou menos como a "dor fantasma" de membros amputados que, nos maiar, parece virar um membro ou apêndice permanentemente lesado ou amputado. O Tolkien nunca disse, explicitamente, que isso aconteceu com Sauron, mas a evidência da cronologia sugere que sim, uma vez que a perda do dedo foi na forma material anterior destruída no fim da Segunda Era, mas o dígito faltoso ainda estava presente no corpo de Sauron que Gollum viu quando foi preso na Torre Negra no fim da Terceira Era. No meio de tantas possibilidades essa disputa entre Pró-Asas x Anti-asas radicais vira pura puerilidade e "dogmatismo sem sentido" uma coisa contra a qual Tolkien tanto lutou na sua obra, tanto como fiilólogo e teórico das Letras quanto como escritor de literatura e ficção.
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Humano Saltitante
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
As asas da imaginação:
Uma análise sobre a origem das asas nos corpos de vocês sabem quem Síntese , súmário e complemento pros posts desse tópico e, basicamente, reunião e destilamento de anos e anos de pesquisa a respeito do assunto. Falta só colocar lá a origem da "lenda urbana" sobre o "desmentido" de Christopher que já foi colocada nesse página. Hope that helps
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Elfo Esquisito
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
O que me faz pensar que os Balrogs tinham asas é aquela passagem em que Legolas atira uma flecha na sombra que passa voando pelo Anduin e Gimli diz que ela se assemelhava demais à sombra do Balrog.
Tudo bem que eles falam em sombras, e esse é o problema da ambiguidade de Moria, mas se a criatura estava voando de fato, e Gimli chega a cogitar que ela pudesse ser um Balrog, então as asas deveriam ser feitas de algo que causasse alguma resistência no ar maior do que sombras apenas. Se Gimli realmente achou que pudesse ser um Balrog, ele deveria saber que as asas do Balrog que viu em Moria não eram apenas de sombras. Mas, por eles falarem apenas em sombras, também não é prova de nada. Gimli pode ter apenas imaginado que a sombra que ele viu em Moria possuia de fato asas e não tê-las visto realmente. Mas acho que essa é a passagem que mais tende para o lado pró-asas. Estranho que eu sempre vejo citarem a velocidade alada dos balrogs nas discussões, que pra mim não significa muita coisa, mas nunca vi ninguém falar sobre esse trecho. |
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#36 |
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Bora, Holanda!
Ent Sagaz
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Não adianta, povo: NÃO há mais nada a ser acrescentado sobre asas de balrogs ou sobre Tom Bombadil! Até o que Tolkien jamais escreveu já foi usado de argumento nessas intermináveis discussões, vamos arranjar outro assunto porque esses dois realmente já morreram!
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#37 | ||
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Cantei com Ilúvatar
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Citação:
Encontrei um texto antigo que já havia postado no fórum antes (depois de um longa procura), em que coloco que a minha convicção de que as asas não existem (além de uma interpretação pessoal sobre o livro), está calcada nesta mensagem do mestre Enerdhil (para mim um dos maiores conhecedores de Tolkien que já vi), na Lista de Discussões Valinor (a mensagem é longa, mas vale a pena, por isso cito-a na íntegra): Citação:
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#38 | ||||||
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Humano Saltitante
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Citação:
Citação:
Se era intencional, a resposta que o Dunkerson deu , de que ele queria incluir as asas e , talvez, o poder de vôo , mas não podia fazer isso até acabar de revisar o texto do Sillmarillion, parece ser bem viável. E o uso aparente e bem provável do Chernabog de Fantasia como inspiração pro Balrog no Senhor dos Anéis reforça ainda mais essa noção. Além do mais, os anjos rebeldes do Paraíso Perdido de Milton que voavam com literal "velocidade alada" para se reunir na fortaleza de Lúcifer no Norte do céu no livro, descrita na mesma passagem do poema ( fim do livro V), parecem ser paralelos demais com certos detalhes dos Balrogs como servos de Morgoth em Angband e Utumno. Todas as fortalezas estão no Norte, a reunião deles lá foi antes de grandes batalhas com os poderes do "Bem", Guerra dos Valar e Guerra da Ira. Utumno ficava debaixo de Montanhas e Angband era uma montanha e uma vasta masmorra e catacumba construída debaixo delas. A descrição da Montanha Fortaleza de Lúcifer que, muito provavelmente, serviu de base pra descrição que Tolkien deu da Torre Negra. Comparem a similaridade do texto traduzido em prosa pro castelhano. Isso faz parte do relato de Gabriel para Adão no livro V do épico de Milton, contando a história da Guerra dos Anjos no Céu. Citação:
Citação:
Comparem: Citação:
Semelhanças com a Torre Negra, é uma montanha que era "como montes sobre montes, com "Pirâmides e Torres feitas com diamante escavado". Comparemos com a descrição da Torre Negra: Citação:
Reparem como a imagética é igual sugerindo dureza, orgulho, altura, a fusão do ferro com o diamante, a coroa de ferro onde os silmarils se engastam, aliás, a torre negra tinha uma "coroa" o que a fazia ser uma espécie de categral "gothica" lembrando o próprio Morgoth, envergando a coroa de ferro onde o "diamante" e o "ferro"estavam profanamente combinados. E, justamente, um pouco antes disso vem a passagem dos anjos voando com "winged speed". Coincidências? Pode até ser mas, nesse caso, com bons motivos eu duvido.
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Kenji-kun, asobimashyou
Elfo Esquisito
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
Sempre que tento reler algumas passagens do Silma sobre os Balrogs, acabo em mais dúvidas. Há uma passagem na página 91 - Da Fuga dos Noldor:
Citação:
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#40 | |||||
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Re: Pormenor em relação às asas dos Balrogs (again)
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Essa passagem deixa claro que "algo" era mesmo estendido "de parede à parede" e não uma coisa abstrata como "poder", seja lá o que fossem as "asas" tratava-se de algo concreto e suscetível de ser visto e , mesmo que fosse só a sombra tomando a forma de asas e se estendendo não pode ser puramente metafórica como Enerdhil sugeriu até porque Tolkien deixou claro no texto do Silmarillion que os Balrogs , de fato, caminhavam numa escuridão criada por seus próprios "poderes" , eles eram "cloaked in darkness", tinham um manto perpétuo de treva urdido à sua volta ( similar à Antiluz de Ungoliant) e se essa escuridão tomava a forma de asas ( ou continha, como é também possível, asas "reais" no meio) elas não podem ser nunca mero produto de "expressão idiomática" como Enerdhil explicou. E isso é algo que até a versão mais atual da FAQ sobre Tolkien já deixou claro: havia sim "asas" de algum tipo, o que não se sabe é a natureza exata delas. Só vou dizer mais uma coisa a respeito do texto do Enerdhil porque isso não vi refutado de maneira clara em nenhum lugar até agora e nasce de um erro colossal de interpretação que só atingiu os leitores brasileiros de Tolkien, assim como também foi o caso da interpretação ao pé da letra da "negativa" do Christopher cuja transcrição integral foi feita aqui. Essa passagem aí: Citação:
As pessoas que divulgaram essa idéia, evocada pelo texto de Enerdhil( todas "contra-asas") tiraram essa conclusão em cima da leitura literal de trechos de uma carta onde Tolkien disse que os Orcs eram "corrupções da forma humana de homens e elfos" e, portanto, não podiam ter "bicos e penas" como estava sendo posto naquele esboço de roteiro que o Tolkien estava criticando As pessoas que usam esse argumento omitem mencionar o contexto da carta e, portanto, não deixam claro, como deveriam, que o problema de Tolkien não era com a posse de características "não humanas" no geral mas, sim , com o fato de que as características inumanas postas nos Orcs daquele roteiro em particular ( bicos e penas) não tinham nada a ver com aquelas que ele mesmo tinha escrito no livro.Grande diferença), Aí as pessoas daqui do Brasil ( e só daqui do Brasil, podem conferir que nenhum texto em inglês apresentou essa conclusão) inferiram que isso devia indicar que Tolkien não queria NENHUMA característica "não humana" no Balrog e , pior ainda,apresentaram essa tremenda extrapolação do que Tolkien realmente tinha dito como se fosse um fato conclusivo nesse formato: os Balrogs não podiam ter asas porque eram de "forma humana", e os Orcs, igualmente também não podiam ter "apêndices não-humanos". Claro que isso dá a inferência de que todos os artistas e pintores do Mundo inteiro, Alan Lee, John Howe, Ted Nasmith durante décadas, haviam ilustrado Tolkien incorretamente. Só que isso está errado gente!! O Tolkien colocou várias características "não humanas" nos Orcs espalhadas pelo texto do Senhor dos Anéis. Eles têm "garras" (claws) e presas amarelas (yellow fangs), braços simiescos que arrastam no chão enquanto os Orcs caminham em posição ereta ( Grisnhnakh), pés sem dedos descrito como detalhe do ser que tentou invadir a Câmara de Mazarbul ( detalhe herdado dos goblins de George Macdonald que Tolkien disse nas cartas terem sido a base do visual de seus Orcs)e escamas esverdeadas espalhadas pelo corpo. Então, quando Tolkien falava em forma "humana" ele se referia, sim, a forma com cabeça, tronco e membros humanos isso não exclui, ao contrário do que andaram dizendo como no Orkut e na mailing list do site O Condado, a presença de asas e outros apêndices não-humanos adicionados aos elementos "humanos" já citados assim como não excluía a posse de asas em Thuringwethil que tinha asas farpadas com garras e, entretanto, era chamada de "Mulher da sombra secreta" e, portanto, também tinha forma "humana".Anjos na iconografia cristã têm forma "humana" mas são alados, o mesmo raciocínio também seria aplicável aos Balrogs. E o Balrog no rascunho do texto tinha "fogo de fornalha em olhos amarelos", "crina" e fogo sendo soltado pelas narinas, junto com os braços de símeo que Tolkien , depois , colocou no Grishnakh. Vocês conseguem imaginar alguém com fisionomia "humana" ( porque até isso queriam que o Balrog tivesse) soltando fogo pelas narinas e , se conseguem, acham mesmo que esse é o tipo de imagem que Tolkien evocava juntando isso com os outros atributos descritos? Outra carta também interpretada ao pé da letra além dessa outra já mencionada foi uma onde Tolkien disse que o termo Orc tinha sido escolhido por causa de sua "adequação fonética", dando a entender que a inspiração seria só o som da palavra e não as características dos "orcneas" do Beowulf, Acontece que no guia de nomes do Senhor dos Anéis, publicado na década de setenta, o Tolkien qualificou essa afirmação. A inspiração tinha sido só "fonética" no que dizia respeito a 3 aspectos: origem, função e relação com a raça élfica e não aparência física, isso porque, no texto do Beowulf os Elfos estão correlacionados com Orcs de uma maneira que sugeria um "parentesco". entre eles. Vocês vêem, então, que Tolkien não citava aparência física como sendo parte do conteúdo que tinha ficado "de fora", e as características típicas do Ogro, Orc, ou Orco mitológico ( todas as palavras têm a mesma origem) estão presentes na versão dele: hábitos canibais, presas e garras, compleição física simiesca, escamas, atributos de répteis, felinos, canídeos e primatas inferiores. São atributos bestiais, animalescos e,portanto, por estarem conjugadas a uma forma "humana","demoníacos" como as asas de Thuringwethil eram. Isso também de se falar que os orcs não eram "demoniacos" ou que sua aparência "hedionda" pudesse ter realmente a ver com qualquer tipo de deformidade congênita humana também dava uma conotação TOTALMENTE racista pro comentário de Tolkien de que os orcs eram versões deformadas do tipo étnico mongol, já que, nesse caso, a deformidade não seria "bestial", uma fusão de característica animal totalmente estranha ao gênero humano. Chegaram a a perguntar para mim uma vez, algo do naipe " minha vizinha é deformada de nascença, isso faz dela alguém com características demoníacas? Isso foi quando eu disse que falar que o Balrog não podia ter apêndice não-humano porque era de "forma humana" era um engano já que os Orcs e Thuringwethil tinham características "demoniacas" embora também fossem corrupções da "forma humana".Agora eu posso responder direito: "Vem cá,ela tem garras e presas amarelas, braços de gorila , escamas e pés sem dedos também? Porque, se tiver, esqueça o cirurgião plástico e pode chamar um exorcista... ![]() ![]() No fundo, no fundo, a gente até fica com pena de equívocos assim. Isso acontece porque Tolkien realmente escrevia seus livros como se fosse um cronista vivendo no Mundo inventado e não como alguém do "nosso" mundo "real"escrevendo sobre a Terra Média . Ao invés de concentrar todas as características do ser criado numa descrição de parágrafo único num trecho específico do livro, vide Harry Potter e Dragonlance, Tolkien fazia o que um narrador da Terra Média tendia a fazer, já que as coisas eram "exóticas" e não sobrenaturais (como o são para nós). Ele distribuía as características antinaturais à medida em que elas apareciam como ítens "naturais" na narrativa, desempenhando função ativa nela, e não quando eram , simplesmente, objetos a serem contemplados à distância. Ou seja, os Hobbits só mencionavam as presas e garras amarelas quando estavam lidando cara a cara com o bafo dos orcs ou sendo machucados por suas unhas compridas monstruosas e não em uma descrição feita na hora da sua primeira aparição no livro. É o tipo de coisa que torna difícil até pra gente que é familiarizado com o livro encontrar os trechos relevantes porque eles estão difundidos, espalhados por capítulos longos com muitas páginas. E por essas e outras que Tolkien, realmente, não é um artista fácil de ser lido e é por isso que as pessoas devem ter extrema cautela na hora de extrapolarem conclusões de seus textos. Acho que aqui vão umas dicas interessantes para todo mundo que acompanha esse fórum e outros lugares onde Tolkien seja debatido: 1)Toda passagem de uma carta deve ser interpretada em relação ao conteúdo do livro na sua forma publicada( caso se trate do Senhor dos Anéis e do Hobbit) e de suas descrições NUNCA o contrário, a não ser em casos especiais onde a descrição na carta preencha uma lacuna de algo não descrito. Se for algo que acrescenta algo ao livro faça-o mas , não sem ignorar a descrição literária. Ela é que é a fonte principal 2)-Toda carta tem um contexto, foi feita numa hora específica, para uma pessoa específica contendo uma informação que depende do seu contexto. Nunca se deve ignorar contextos das cartas na hora de se avaliar o seu conteúdo e , sobretudo, nunca se deve extrapolar conclusões juntando pedaços de duas ou mais cartas ignorando o seu contexto. Isso porque ,entre outras coisas, Tolkien , mudava de idéia, falava uma coisa e fazia outra e, ocasionalmente, como acontece com qualquer ser humano não dizia toda a verdade, todo o tempo para todo mundo. Qualquer um que já leu a Biografia do Humphrey Carpenter sabe que isso é fato e sabe, inclusive, quais cartas devem ser lidas com o proverbial "pé atrás" e por quê. Citação:
Por aí vocês vêem que, como dizem os evangélicos: "todo texto sem contexto é um pretexto para a heresia". Espero que os exemplos acima possam ajudar a dar uma esclarecida na situação da matéria para o fã brasileiro e evitar que enganos semelhantes voltem a ser cometidos no futuro. Namarië.
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So great is the bounty with which he has been treated that he may now, perhaps, fairly dare to guess that in Fantasy he may actually assist in the effoliation and multiple enrichment of creation. Tolkien no ensaio "On Fairy Stories" Edição mais recente por Ilmarinen : 11-12-2009 em 10:01 |
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