Autor da Semana H. P. Lovecraft

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Clara V., 7 Abr 2013.

  1.  
    Clara V.

    Clara V. ??!!

    H.P. Lovecraft foi autor de histórias fantásticas, de horror e ficção científica, a maioria delas escritas entre as décas de 1920 e 1930.Atualmente é considerado um dos melhores escritores norte-americanos e sua obra exerceu influência notória em escritores como Stephen King, Guillermo del Toro e Neil Gaiman.

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    BIOGRAFIA


    Howard Phillips Lovecraft nasceu às 9 da manhã do dia 20 de agosto de 1890 em Providence, Rhode Island, cidade onde morou praticamente toda sua vida – com exceção dos dois anos em que viveu em Nova York e das visitas rápidas que fez a algumas cidades norte-americanas, particularmente na Nova Inglaterra. Lovecraft adorava sua cidade natal e utilizou aquela região de Rhode Island como pano de fundo para grande parte de sua ficção.

    Sua mãe foi Sarah Susan Phillips Lovecraft, cuja ancestralidade vai até a chegada de George Phillips a Massachusetts em 1630. Seu pai foi Winfield Scott Lovecraft, um caixeiro viajante, empregado da Gorham & Co., Silversmiths, de Providence.

    Quando Lovecraft tinha três anos, seu pai fazia uma viagem de negócios em Chicago e sofreu um colapso nervoso no quarto de hotel no qual se hospedava. Winfield foi então levado ao Butler Hospital, em Providence, onde permaneceu internado por cinco anos antes de morrer em 19 de julho de 1898. Aparentemente Lovecraft aprendeu que seu pai esteve paralisado e em coma durante esse período, mas especula-se que Winfield Lovecraft sofria de paresia e demência causadas pela sífilis, doença que em estágio avançado ataca o sistema nervoso central.

    Com a morte do pai, a responsabilidade de criar o filho recaiu sobre a mãe, Susie, que mudou-se com o filho, então com dois anos e meio, para a casa de seu pai e avô de Lovecraft, o proeminente industrial Whipple Van Buren Phillips, que vivia com a esposa e duas filhas solteiras em uma espaçosa casa de madeira com três andares e quinze quartos.

    Whipple Van Buren Phillips e sua esposa Robie, tiveram uma educação apurada e a avó de Lovecraft desenvolveu um interesse especial por astronomia, de maneira que a biblioteca da familia (com um acervo de cerca de 2.000 livros) possuia vários livros sobre o tema.
    Além de passar a representar a figura paterna na vida de Lovecraft, Whipple Van Buren Phillips também despertou o gosto do menino pelas histórias fantásticas, ao estilo gótico.

    Lovecraft foi uma criança precoce: aos dois anos já recitava poesia e aos três já lia, na biblioteca do avô, autores como Jules Verne e os irmãos Grimm. Leu com entusiasmo "As Mil e Uma Noites" aos cinco anos de idade, e foi por essa época que adotou o pseudônimo de Abdul Alhazred, que mais tarde viria a ser também o nome do autor do mítico e nefando Necronomicon.

    No ano seguinte, porém, seu interesse por assuntos árabes foi eclipsado pela descoberta da mitologia grega, colhida na Age of Fable de Thomas Bulfinch e em versões para crianças da Ilíada e da Odisséia.

    Mas Lovecraft, por esse tempo, já havia descoberto a ficção fantástica, e aos oito anos de idade conheceu a obra de Edgar Allan Poe, um dos escritores que mais o influenciaram.

    Enquanto menino, Lovecraft foi um tanto solitário e sofreu de doenças freqüentes, muitas delas aparentemente de natureza psicológica. Freqüentou de maneira esporádica a escola, mas a saúde precária o obrigava a constantemente faltar às aulas o que, mas isso não o impediu de adquirir grandes conhecimentos sobre os mais variados assuntos através de leituras independentes.

    Por volta dos oito anos, Lovecraft descobriu a ciência, primeiro a química, depois a astronomia. Passou a produzir jornais em hectógrafo – The Scientific Gazette e The Rhode Island Journal of Astronomy –, para serem distribuídos entre amigos. Quando foi para a Hope Street High School (nível colegial), encontrou afinidade e encorajamento tanto nos professores quanto nos colegas e desenvolveu várias amizades bastante duradouras com rapazes da sua idade. A estréia de Lovecraft em letra impressa ocorreu 1906, quando enviou uma carta tratando de assunto astronômico ao Providence Sunday Journal. Pouco depois, começou a escrever uma coluna mensal de astronomia para o Pawtuxet Valley Gleaner, um jornalzinho rural. Mais tarde escreveu colunas para o Providence Tribune (1906-8) e o Providence Evening News (1914-1918), bem como para o Asheville (N. C.) Gazett.

    Em 1904, a morte do avô de Lovecraft e a subseqüente dilapidação de seu patrimônio e negócios mergulharam a família em sérias dificuldades. Lovecraft e sua mãe se viram forçados a abandonar seu lar vitoriano para morar em uma residência mais modesta, no número 598 da Angell Street. Lovecraft ficou arrasado com a perda da casa onde passou a infância e à qual era muito ligado. Aparentemente, por essa época, ele teria pensado em suicídio mas o gosto pelos estudos baniu esses pensamentos.

    Em 1908, pouco antes de sua formatura no colégio, sofreu um colapso nervoso que o obrigou a deixar a escola sem receber o diploma e durante o qual destruiu grande parte do material que havia escrito na infância. O motivo para a crise jamais foi devidamente esclarecido, mas talvez estivesse relacionado às dificuldades de Lovecraft no aprendizado de matemática, disciplina indispensável para que realizasse o sonho de tornar-se astrônomo. Esse fato e o conseqüente fracasso em tentar entrar para a Brown University sempre o envergonharam nos anos posteriores, não obstante ter sido ele um dos autodidatas mais formidáveis de seu tempo.

    Entre 1908 e 1913, Lovecraft viveu praticamente como um eremita, dedicando-se aos seus interesses astronômicos e a escrever poesias. Ao longo de todo esse período, Lovecraft se envolveu numa relação fechada e pouco saudável com a mãe, que ainda sofria com o trauma da doença e morte do marido e que desenvolveu uma relação patológica de amor-ódio com o filho.

    Lovecraft emergiu de seu eremitério de maneira bastante peculiar. Tendo começado a ler os primeiros magazines pulp de sua época, ficou tão irritado com as insípidas histórias de amor de um certo Fred Jackson, no Argosy, que escreveu uma carta em versos, atacando Jackson. A carta foi publicada em 1913, suscitando uma tempestade de protestos por parte dos defensores de Jackson. Lovecraft se meteu num debate acalorado na coluna de cartas do Argosy e dos magazines congêneres, aparecendo as suas respostas quase sempre em dísticos heróicos e humorísticos, descendentes de Dryden e Pope. A controvérsia foi notada por Edward F. Daas, presidente da United Amateur Press Association (UAPA), um grupo de escritores amadores de todo o país que escreviam e publicavam os seus próprios magazines.

    Daas convidou Lovecraft a se juntar à UAPA, e Lovecraft fez isso no início de 1914. Lovecraft publicou treze edições de seu próprio periódico, The Conservative (1915-1923), e também enviou volumosas contribuições de poesia e ensaios para outros jornais. Mais tarde, tornou-se presidente e editor oficial da UAPA, atuando ainda, por breve período, como presidente da rival National Amateur Press Association (NAPA).

    Essas experiências podem ter salvado Lovecraft de uma vida de reclusão improdutiva; como ele mesmo disse certa vez: “Em 1914, quando a mão amigável do amadorismo se estendeu para mim, eu estava tão próximo do estado de vegetação quanto qualquer animal... Com o advento da UAPA, ganhei uma renovação de vida, um senso renovado da existência como sendo algo mais que um peso supérfluo, e encontrei uma esfera na qual podia sentir que meus esforços não eram totalmente fúteis. Pela primeira vez, pude imaginar que minhas investidas desajeitadas no campo da arte eram um pouco mais do que gritos débeis perdidos no mundo indiferente.” Foi no universo amador que Lovecraft recomeçou a escrever sua ficção, abandonada em 1908.

    W. Paul Cook e outros, percebendo as promessas dessas primeiras histórias, tais como The beast in the cave (1905) ou The alchemist (1908), instaram Lovecraft a retomar a pena. E foi o que Lovecraft fez, escrevendo, num jorro, The Tomb e Dagon no verão de 1917. Depois, Lovecraft manteve um constante, porém esparso, fluxo de ficção, embora até pelo menos 1922 a poesia e os ensaios ainda fossem os seus modos predominantes de expressão. Lovecraft também se envolveu numa rede sempre crescente de correspondência com amigos e associados, o que o tornou um dos maiores e mais prolíficos missivistas do século.

    A mãe de Lovecraft, com sua condição mental e física deteriorada, sofreu um colapso nervoso em 1919, dando entrada no Butler Hospital, de onde, tal como seu marido, jamais sairia. Sua morte, porém, ocorrida em 24 de maio de 1921, deveu-se a uma cirurgia mal conduzida de vesícula. Lovecraft sofreu profundamente com a perda da mãe; recuperou-se o suficiente para comparecer a uma convenção de jornalismo amador em Boston, a 4 de julho de 1921.

    Foi nessa ocasião que viu pela primeira vez a mulher que se tornaria sua esposa. Sonia Haft Green era judia-russa, com sete anos a mais que Lovecraft, mas ambos parecem ter encontrado, pelo menos no início, bastante afinidade um no outro. Lovecraft visitou Sonia em seu apartamento no Brooklyn em 1922, e a notícia de seu casamento – em 3 de março de 1924 – não foi surpresa para seus amigos, mas pode ter sido para as duas tias de Lovecraft, Lillian D. Clark e Annie E. Phillips Gramwell, que foram notificadas por carta só depois que a cerimônia ocorreu. Lovecraft se mudou para o apartamento de Sonia no Brooklyn, e as perspectivas iniciais do casal pareciam boas: Lovecraft angariara posição como escritor profissional, por meio da aceitação de várias de suas primeiras histórias na Weird Tales, o célebre magazine fundado em 1923, e Sonia tinha uma loja de chapéus bem-sucedida na Quinta Avenida, em Nova York.

    Mas os problemas chegaram para o casal quase imediatamente: a loja de chapéus faliu, Lovecraft perdeu a chance de editar um magazine associado à Weird Tales (para o que seria necessário que se mudasse para Chicago), e a saúde de Sonia se esvaiu, obrigando-a a passar uma temporada no sanatório de Nova Jersey. Lovecraft tentou garantir trabalho, mas poucos estavam dispostos a empregar um “velho” de trinta e quatro anos que não tinha experiência. Em primeiro de janeiro de 1925, Sonia foi trabalhar em Cleveland, e Lovecraft se mudou para um apartamento de solteiro, junto a um setor decadente do Brooklyn, denominado Red Hook.

    Embora tivesse muitos amigos em Nova York – Frank Belknap Long, Rheinhart Kleiner, Samuel Loveman –, Lovecraft tornou-se cada vez mais depressivo, devido ao isolamento em que vivia e às massas de “forasteiros” na cidade. Sua ficção passou do nostálgico (“The shunned house” – 1924 – se passa em Providence) para o frio e misantrópico: “The horror in Red Hook” e “He”(ambas de 1925) e “Cold Air” (1926) – expõem claramente seu sentimento por Nova York e o racismo que nutria em relação aos imigrantes. Finalmente, no início de 1926, fizeram-se planos para a volta de Lovecraft a Providence, da qual sentia tanta falta. Mas onde se encaixava Sonia nesses planos? Ninguém parecia saber, muito menos Lovecraft. Embora continuasse a professar sua afeição por ela, acabou concordando quando suas tias se opuseram à vinda dela a Providence, para iniciar um negócio: seu sobrinho não podia manchar-se com o estigma de uma esposa que era negociante. O casamento praticamente acabou, e o divórcio – ocorrido em 1929 – foi inevitável.

    Quando Lovecraft retornou a Providence, em 17 de abril de 1926, para morar na Barnes Street, ao norte da Brown University, não foi para se sepultar, conforme fizera no período de 1908-1913. De fato, nos últimos anos de sua vida Lovecraft não era mais o eremita de antes: havia se tornado uma pessoa mais integrada ao mundo e ocupava parte de seu tempo com viagens e visitas a antiquários; escreveu sua melhor ficção, isto é, desde “The call of Cthulhu” (1926) até “At the mountains of madness” (1931) e “The shadow out of Time” (1934-1935); e continuou sua correspondência vasta e prodigiosa (estima-se que tenha escrito cerca de 100.000 cartas!) –, havia encontrado seu nicho como escritor de ficção fantástica da Nova Inglaterra e também como homem de letras. Estimulou a carreira de muitos autores jovens (como August Derleth, Donald Wandrei, Robert Bloch e Fritz Leiber); voltou-se para as questões políticas e econômicas, quando a Grande Depressão o levou a apoiar Roosevelt e a se tornar um socialista moderado; e continuou absorvendo conhecimento num largo espectro de temas, de filosofia até literatura, história e arquitetura.

    Nos últimos dois ou três anos de sua vida, no entanto, Lovecraft passou novamente por dificuldades e pela perda de um ente querido. Em 1932, morreu a sua amada tia Mrs. Clark, e ele se mudou para o número 66 da College Street, atrás da John Hay Library, levando consigo sua outra tia, Mrs. Gamwell, em 1933. Suas últimas histórias, cada vez mais longas e complexas, eram difíceis de vender, e ele foi forçado a ganhar seu sustento às custas de revisões ou trabalho como ghost-writer de histórias, poesia e obras não-ficcionais.

    Em 1936, o suicídio de Robert E. Howard, um de seus correspondentes mais chegados, deixou-o desorientado e triste. Por essa época, a doença que o levaria à morte – um câncer no intestino – havia progredido tanto que pouco se podia fazer para tratá-la. Lovecraft tentou resistir, em meio às dores crescentes, através do inverno de 1936-1937, mas finalmente teve de dar entrada no Jane Brown Memorial Hospital, em 10 de março de 1937, onde morreu cinco dias depois. Foi sepultado em 18 de março, no jazigo da família Phillips, no Swan Point Cemetery.

    Em vida, Lovecraft jamais alcançou um público maior do que os leitores de revistas pulp para as quais escrevia. O único livro que conseguiu publicar – The shadow over Innsmouth (1936) – saiu em uma edição descuidade de baixa tiragem (cerca de duzendos exemplares) pela Visionary Publishing Co., uma pequena editora especializada em fantasia e ficção científica. Tudo parecia indicar que o destino final de sua obra, dispersa em vários periódicos, seria o esquecimento.
    Mas os correspondentes August Derleth e Donald Wandrei, movidos pelo desejo de preservar a obra de Lovecraft, ofereceram os contos do amigo a vários editores. Como não encontrassem ninguém interessado, uniram esforços e, em 1939, fundaram a editora Arkham House a fim de publicar as obras de H.P.Lovecraft em livro. A primeira coletânea, The Outsider and Others, foi lançada no mesmo ano. Logo vieram muitos outros volumes, que no entanto não chamaram sufuciente atenção da crítica para alçar a obra de Lovecraft ao nível de literatura.

    Na década de 40, Lovecraft começou a despertar alguma atenção por parte de especialistas, embora os comentários ainda fossem tímidos, quando não de todo negativos. Foi somente após a publicação do primeiro volume de sua correspondência em Selected Letters I (Arkham House, 1965) que Lovecraft passou a desfrutar de algum prestígio nos círculos literários. Alguns anos mais tarde, em 1979, foi fundado o periódico Lovecraft Studies, dedicado exclusivamente ao estudo do autor.

    O reconhecimento definitivo veio em 2005 com a publicação de Tales, um volume inteiramente didicado a Lovecraft nas prestigiosa coleção da Library of America, que desde 1982 publica autores canônicos de língua inglesa. E assim o horror instalou-se definitivamente na biblioteca.

    Fontes:

    H.P. Lovecraft – The Life of a Gentleman of Providence, de S.T. Joshi, com tradução de Renato Suttana para o Site Lovecraft;

    “Introdução” de Guilherme da Silva Braga, em “O Chamado de Cthulhu e Outros Contos”. Org. e trad. Guilherme da Silva Braga, São Paulo; Hedra, 2010.




    OBRAS



    Lista em ordem cronológica e títulos em inglês da ficção de Lovecraft, bem como revisões, colaborações, e diversas obras menores.
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    • 1897: The Little Glass Bottle
    • 1898: The Secret Cave or John Lees Adventure
    • 1898: The Mystery of the Grave-Yard
    • 1902: The Mysterious Ship
    • 1905: The Beast in the Cave
    • 1908: The Alchemist
    • 1917: The Tomb
    • 1917: Dagon
    • 1917: A Reminiscence of Dr. Samuel Johnson
    • 1917: Sweet Ermengarde
    • 1918: Polaris
    • 1918/19: The Green Meadow (com Winifred V. Jackson)
    • 1919: Beyond the Wall of Sleep
    • 1919: Memory
    • 1919: Old Bugs
    • 1919: The Transition of Juan Romero
    • 1919: The White Ship
    • 1919: The Doom That Came to Sarnath
    • 1919: The Statement of Randolph Carter
    • 1920: The Terrible Old Man
    • 1920: The Tree
    • 1920: The Cats of Ulthar
    • 1920: The Temple
    • 1920: Facts Concerning the Late Arthur Jermyn and His Family
    • 1920?: The Street
    • 1920: Poetry and the Gods (com Anna Helen Crofts)
    • 1920: Celephaïs
    • 1920: From Beyond
    • 1920: Nyarlathotep
    • 1920: The Picture in the House
    • 1920/21: The Crawling Chaos (com Winifred V. Jackson)
    • 1920/21: Ex Oblivione
    • 1921: The Nameless City
    • 1921: The Quest of Iranon
    • 1921: The Moon-Bog
    • 1921: The Outsider
    • 1921: The Other Gods
    • 1921: The Music of Erich Zann
    • 1921/22: Herbert West—Reanimator
    • 1922: Hypnos
    • 1922: What the Moon Brings
    • 1922: Azathoth
    • 1922: The Horror at Martin’s Beach (com Sonia H. Greene)
    • 1922: The Hound
    • 1922: The Lurking Fear
    • 1923: The Rats in the Walls
    • 1923: The Unnamable
    • 1923: Ashes (com C. M. Eddy, Jr.)
    • 1923: The Ghost-Eater (com C. M. Eddy, Jr.)
    • 1923: The Loved Dead (com C. M. Eddy, Jr.)
    • 1923: The Festival
    • 1924?: Deaf, Dumb, and Blind (com C. M. Eddy, Jr.)
    • 1924: Under the Pyramids (com Harry Houdini)
    • 1924: The Shunned House
    • 1925: The Horror at Red Hook
    • 1925: He
    • 1925: In the Vault
    • 1926?: The Descendant
    • 1926: Cool Air
    • 1926: The Call of Cthulhu
    • 1926: Two Black Bottles (com Wilfred Blanch Talman)
    • 1926: Pickman’s Model
    • 1926: The Silver Key
    • 1926: The Strange High House in the Mist
    • 1926/27: The Dream-Quest of Unknown Kadath
    • 1927: The Case of Charles Dexter Ward
    • 1927: The Colour Out of Space
    • 1927: The Very Old Folk
    • 1927: The Thing in the Moonlight
    • 1927: The Last Test (com Adolphe de Castro)
    • 1927: History of the Necronomicon
    • 1928: The Curse of Yig (com Zealia Bishop)
    • 1928?: Ibid
    • 1928: The Dunwich Horror
    • 1929?: The Electric Executioner (com Adolphe de Castro)
    • 1929/30: The Mound (com Zealia Bishop)
    • 1930: Medusa’s Coil (com Zealia Bishop)
    • 1930: The Whisperer in Darkness
    • 1931: At the Mountains of Madness
    • 1931: Discarded Draft of The Shadow Over Innsmouth
    • 1931: The Shadow Over Innsmouth
    • 1931: The Trap (com Henry S. Whitehead)
    • 1932: The Dreams in the Witch House
    • 1932: The Man of Stone (com Hazel Heald)
    • 1932: The Horror in the Museum (com Hazel Heald)
    • 1932/33: Through the Gates of the Silver Key (com E. Hoffmann Price)
    • 1933: Winged Death (com Hazel Heald)
    • 1933: Out of the Aeons (com Hazel Heald)
    • 1933: The Thing on the Doorstep
    • 1933: The Evil Clergyman
    • 1933/35: The Horror in the Burying-Ground (com Hazel Heald)
    • 1933: The Hoard of the Wizard-Beast (com R. H. Barlow)
    • 1933: The Slaying of the Monster (com R. H. Barlow)
    • 1933?: The Book
    • 1934: The Tree on the Hill (com Duane W. Rimel)
    • 1934: The Battle that Ended the Century (com R. H. Barlow)
    • 1934/35: The Shadow Out of Time
    • 1935: “Till A’ the Seas” (com R.H. Barlow)
    • 1935: Collapsing Cosmoses (com R.H. Barlow)
    • 1935: The Challenge from Beyond (com C. L. Moore; A. Merritt; Robert E. Howard e Frank Belknap Long)
    • 1935: The Disinterment (com Duane W. Rimel)
    • 1935: The Diary of Alonzo Typer (com William Lumley)
    • 1935: The Haunter of the Dark
    • 1936: In the Walls of Eryx (com Kenneth Sterling)
    • 1936: The Night Ocean (com R.H. Barlow)
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    Fonte:
    The H.P. Lovecraft Archive




    Lovecraft por Lovecraft




    Sobre inspiração e a arte da escrita




    Sobre suas histórias e o gênero literário que escolheu



    Sobre o ateísmo, o materialismo e o cosmicismo





    Alguns livros de H.P. Lovecraft publicados recentemente no Brasil, e que é possível encontrar em livrarias e/ou sebos.



    O chamado de Cthulhu e outros contos

    É o primeiro volume do autor de uma série publicada pela editora Hedra.
    Na minha opinião, trata-se de uma publicação essencial pois traz não só a história que dá nome à mitologia criada por Lovecraft, Cthulhu Mythos, mas também alguns dos melhores e mais significativos contos do autor, como “Dagon”, “O modelo de Pickman” e “A música de Erich Zann”. Além disso, possui excelentes extras: o apêndice com notas, uma carta de H.P.Lovecraft e uma ótima Introdução escrita por Guilherme da Silva Braga, que também é o tradutor da obra.


    A cor que caiu do espaço

    História que exemplifica perfeitamente o horror cósmico ou medo cósmico, escrito por Lovecraft e que ele próprio chamava de “cosmicismo”.
    O volume também possui excelentes apêndices.


    O horror de Dunwich

    Outro exemplar da série publicada pela Hedra e com tradução e organização de Guilherme da Silva Braga.
    Além da história que dá título ao livro e que traz inúmeras referências à mitologia lovecraftiana (Necromicon, Yog-Sothoth e Cthulhu; Arkham e a Universidade de Miskatonic) ainda nos traz a “História do Necronomicon”, em que Lovecraft mistura dados e fatos reais à sua mitologia, e que deixou (e ainda deixa) vários leitores intrigados quanto à existência do livro Necronomicon e de seu suposto autor, o árabe louco Abdul Alhazred; isso levou o próprio Lovecraft, poucos meses antes de morrer, a afirmar que:

    Há mais um outro conto presente neste volume: “O sabujo”, trata-se de uma típica história de terror e foi o primeiro texto de Lovecraft a mencionar o Necronomicon.


    O horror sobrenatural em literatura

    Edição da Iluminuras, que publicou vários títulos de Lovecraf no Brasil; com tradução de Celso M. Paciornik, trata-se de um ensaio (escrito em 1927) sobre a história e o desenvolvimento das histórias de terror.
    O páragrafo inicial, na introdução, é dos mais famosas de Lovecraft:
    No texto, Lovecraft não é nada imparcial e deixa bem claras suas preferências em termos de autores e influências.
    Existe uma edição anterior desse livro, publicada pela Francisco Alves no anos 1980, mas difícil de achar, mesmo em sebos.




    Alguns lugares, objetos e criaturas presentes na mitologia lovecraftiana


    Arkham

    Uma cidade fictícia localizada em Massachusetts e próxima de duas outras cidades criadas por Lovecraft e nas quais se passam muitas de suas histórias: Innsmouth e Dunwich.
    Veja aqui mapa com as cidades fictícias incluídas no mapa de Massachusetts.


    Miskatonic University

    Localizada em Arkham, próxima ao rio Miskatonic (também fictício) provavelmente teve como modelo o Bradford College e a Brown University de Providence – RI. É a instituição de ensino superior que fornece muitos dos estudiosos presentes nas histórias de Lovecraft. É também a instituição detentora de um dos poucos volumes espalhados pelo mundo do execrado Necronomicon (veja a seguir).


    Necronomicon

    Livro cujo título original é Al Azif, teria sido escrito em Damasco por volta de 730 d.C. pelo poeta árabe Abdul Alhazred, originário de Sanaa, no Iêmen. O livro conteria segredos terríveis de magia negra e de seres de uma raça mais antiga do que a humanidade. Sua versão em árabe se perdeu para sempre, bem como as cópias em grego, restando apenas algumas poucas traduções em latim em poucas bibliotecas de Universidades como a de Harvard, a de Miskatonic e a de Buenos Aires.


    Randolph Carter

    É o protagonista de muitas histórias de Lovecraft e indisfarçável alter ego do escritor - o conto “O depoimento de Randolph Carter”, é o relato literal de um sonho de Lovecraft. Randolph Carter traz muitas das características pessoais de Lovecraft: é um escritor pouco conhecido, de natureza melancólica e sonhadora e, embora tenha a propensão de desmaiar em momentos de estresse emocional, em muitas ocasiões se mostra corajoso e determinado, como quando sai em busca da cidade perdida de seus sonhos e, no caminho, enfrenta destemidamente as criaturas malévolas e terríveis presentes na história “A busca onírica por Kadath”.


    Cthullhu


    Na mitologia lovecraftiana Cthulhu é um dos Old Ones, um dos Anciões, seres extraterrestres poderosos que habitaram a Terra muito antes do surgimento dos humanos. Após o aparecimento dos homens, Cthulhu mergulhou no Oceano Pacífico, na grande e estranha cidade de pedra de R'lyeh com seus monolitos e sepulcros; e lá ele jaz, esperando o momento propício para seu retorno, quando as estrelas estiverem alinhadas. E embora os sacerdotes e seguidores humanos do Cthulhu entoem em seus rituais:

    “Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn.”

    (Traduzido como: “Na casa em R’lyeh, Cthulhu, morto, aguarda sonhando.”)

    Cthulhu não está morto, de fato, conforme a passagem alegórica contida no nefando Necronomicon, do árabe louco Abdul Alhazred:

    Quanto à aparência física de Cthulhu, podemos recorrer ao próprio Lovecraft e ao seguinte trecho do conto “O chamado de Cthulhu”:

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    Algumas considerações finais

    Conheci Lovecraft nos anos 1990, através da coleção “Mestres do Horror e da Fantasia”, publicada pela editora Francisco Alves. Fã de histórias dos gêneros fantástico e de terror que sou, me encantou descobrir um autor que reúne tantas qualidades como as descritas neste tópico e que, principalmente, escreveu histórias repletas de referências ocultas e de um clima denso e misterioso como sonhos.

    Entre as reclamações que ouvi de quem leu H.P.Lovecraft pela primeira vez, estão os que acham seu estilo antiquado e suas histórias previsíveis e com acontecimentos e personagens agindo de maneiras muitas vezes incongruentes com a realidade. Às duas primeiras objeções só posso responder com os mesmos argumentos que responderia a que vê os mesmos problemas com a obra de Jules Verne, Edgar A. Poe, H.G.Wells e J.R.R.Tolkien: foram eles que começaram com a coisa toda, ou pelo menos foram um dos primeiros a abordarem daquela maneira determinado tipo de história.

    Quanto às limitações “técnicas”, digamos assim, de personagens e fatos que não condizem com a realidade, eu nunca soube bem como responder a isso, uma vez que o que sempre me encantou na prosa de Lovecraft era o clima meio etéreo e de sonho/pesadelo – não é por acaso que, entre minhas histórias favoritas, estão “Sonhos na casa da bruxa” e “A busca onírica por Kadath” – de maneira que sempre me calei diante dessas críticas; até o dia em que li o ensaio “O sussurro reconsiderado” da autoria de Fritz Leiber e publicado no Brasil como apêndice da edição de “Um sussurro nas trevas” (publicado pela Hedra).

    No ensaio, Fritz Leiber, cuja obra foi fortemente influenciada por Lovecraft, faz uma análise apurada do conto “Um sussurro nas trevas”, sem encobrir os pontos fracos da trama como a facilidade com que um dos personagens principais se deixa enganar e outras limitações do texto.
    Leiber então nos lembra que Lovecraft, em “Notas sobre a escritura de contos fantásticos” escreveu:

    "Tudo o que um conto maravilhoso almeja é pintar o retrato convincente de um determinado sentimento humano

    E, a seguir, Fritz Leiber resume bem os sentimentos que os contos de H.P.Lovecraft me despertam:

    (...) as histórias de H.P.Lovecraft dominam o leitor como pesadelos e foram escritas da mesma forma, por uma mente incapaz de sair do pavoroso trilho por onde corria para olhar ao redor. Uma intensidade cadenciada e sonâmbula – o autor e o escritor arrastados contra a vontade através de um corredor sem fim ou por uma cidade interminável ou pavorosa floresta – o deslocamento por um panorama de horrendos arabescos – episódios assim parecem saídos de um pesadelo ou de uma visão hipnagógica.

    E assim é.
    Lovecraft tornou-se presente em muitos setores da cultura dos séculos XX e XXI. Mesmo quem nunca leu uma frase de seus contos conhece, por exemplo, Cthulhu e Arkham, seja através dos quadrinhos, de jogos RPG ou jogos para PC ou de músicas.

    Encerro minhas considerações sobre este fantástico (em todos os sentidos) escritor com o trecho final do documentário “Lovecraft: Fear of the unknown” de 2008 (que você pode assistir completo e com legendas, no Youtube) com as considerações finais do diretor Stuart Gordon e do escritor Neil Gaiman sobre Lovecraft:



    Stuart Gordon: É incrível pensar que esse sujeito recluso, vivendo em uma pequena casa em Providence, Rhode Island, seja o criador do terror moderno.

    Neil Gaiman: É a dualidade de Lovecraft: pode-se ver suas ideias quase como base de uma religião, ou do ponto de vista seriamente acadêmico, ou do ponto de vista literário, ou, se você quiser, apenas desenhar grandes monstros formidáveis, Lovecraft está lá também.









    cthulhu3.jpg Photo Lucius B. Truesdell_Arkham House.jpg
     
    Última edição por um moderador: 5 Out 2013
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  2.  
    Grimnir

    Grimnir Well-Known Member

    Re: H.P.Lovecraft

    Recentemente eu li Nas Montanhas da Loucura e o conto O Chamado de Cthulhu e fiquei fascinado pelo autor. A impressão que tive, não sei se equivocada, é que o estilo do texto envolve mais a preparação para o horror inominável do que o horror em si. Isso ficou bem explícito Nas Montanhas da Loucura, já que entendi que um dos objetivos do autor seria traduzir para o leitor o completo choque de uma revelação totalmente inesperada ou imaginada. As vezes eu tinha a impressão que ficava um pouco repetitivo, mas depois entendi que o estilo de documentário do texto tinha essa natureza repetitiva, que talvez expressasse justamente os personagens tentando racionalizar aquela loucura que estavam encontrando. Enfim, gostei muito de conhecer o autor e adorei o resumo! Estou bastante interessado em ler Dagon, Sonhos na Casa da Bruxa e A Cor que Caiu do Espaço.
     
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  3.  
    Ecthelion

    Ecthelion Mad

    Re: H.P.Lovecraft

    Li O Caso de Charles Dexter Ward e até hoje é o livro mais aterrorizante q eu já li.
     
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  4.  
    Estranho

    Estranho Dancer

    Re: H.P.Lovecraft

    Também só li isso, e algumas imagens do livro são realmente aterrorizantes. Mas ao mesmo tempo é um livro que não tem como largar.

    Estou em uma dívida pessoal comigo mesmo de ler mais livros desse cara.
     
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  5.  
    Ranza

    Ranza Macaco

    Li muitos contos, e todos são muitos bons

    Meu favorito é Horror em Dunwich, também gosto muito do bom e velho Call of Cthulhu, At the Mountain of Madness e O Depoimento de Randolph Carter.
     
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  6.  
    Grimnir

    Grimnir Well-Known Member

    Vi o artigo abaixo e lembrei desse tópico:

    Fonte: io9
     
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  7.  
    Clara V.

    Clara V. ??!!

    Muito legal!
    E no blog do autor Jason Thompson, dá pra ler algumas histórias, muito bem ilustradas e adaptadas do Lovecraft. :yep:
     
  8.  
    Mavericco

    Mavericco I am fire and air.

    Sou praticamente um ignorante em Lovecraft, mas andei lendo no começo do ano a coletânea de sonetos Fungi from Yuggoth e gostei bastante. O clima é realmente ímpar, o Lovecraft soube instilar um sentimento de terror em seus versos com grande perícia. Gostei, em especial, desse aqui:

    Existem outros também, como o I, o IV, o XIII, o XVII, o XIX, o XX, o o XXVII, o XXX. A obra pode ser encontrada aqui; particularmente achei-a até tranquila de ler... E olhem que meu inglês nem é tão bom assim.
     
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  9.  
    Grimnir

    Grimnir Well-Known Member

    Ótima indicação! Lerei. Também sou aprendendo sobre o autor e o meu interesse começou quando eu estava pesquisando autores que criaram as suas próprias mitologias. Eu estava procurando sobre um tipo de mitologia que fosse menos baseada em argumento de fantasia e mais voltada para algo científico-cósmico. Não poderia ter encontrado resultado melhor, né? Infelizmente, e não sei se estou enganado, acho que Lovecraft nunca desejou focar as suas obras no desenvolvimento dessa mitologia, no sentido de explicar as origens das entidades ou seus reais objetivos. Parece que o foco primário do autor era pegar a premissa específica do horror cósmico e desenvolve-la o máximo possível sob a ótica humana, sobre o processo de assimilação ou enlouquecimento dos seres humanos. Lembro de ter lido em algum lugar que outros autores continuaram desenvolvendo o universo de Lovecraft, alguns até mesmo explorando mais o legado mitológico.

    Mudando de assunto, mas nem tanto, encontrei por aí os trabalhos do artista Jason McKittrick (Devianart e o site Cryptocurium). Impressionante a qualidade dos detalhes! Achei cosmicamente indescritível .
     
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  10.  
    Clara V.

    Clara V. ??!!

    Muitos estudiosos da obra afirmam isso mesmo, Grimnir.
    Que o Lovecraft ele não tinha intenção de criar uma mitologia, apenas foi agregando as ideias, usando referências de uma história na outra.
    Alguns são assustadores!
    Fico pensando que deve ter alguns malucos por aí que levam isso a sério.
    Quero dizer, os cultos mesmo. :squid:

    :hahanao:
     
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  11.  
    Grimnir

    Grimnir Well-Known Member

    Embora eu tenha muito interesse em saber sobre esse universos expandido (as origens das entidades, como vieram parar aqui na Terra, quais seus objetivos, suas rivalidades e etc..), eu também temo que parte da essência do trabalho original de Lovecraft possa ser perdida durante esse esforço. As vezes é melhor não explicar certas coisas pra não correr o risco de estragar a história original.

    Clara, assim você magoa o bebê-Cthulhu.


    [​IMG]
     
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  12.  
    Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Senhor lábios do amanhecer

    Eu só li o Chamado de Chthulhu (sei lá como se escreve isso). E gostei, é muito bom, tenho que ler mais coisas dele. Ótimo tópico, Clara! :joinha: Não gosto de você, :humpf: mas gostei do tópico.
     
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  13.  
    Calib Kérberos Kupo

    Calib Kérberos Kupo Slam dancer

    Preciso ler LOVECRAFT!!!!!! 8-O



    E a quem interessar possa, tem vários audiobooks em inglês do Lovecraft no YouTube, inclusive esses poemas. ^^
     
    Última edição: 2 Jul 2013
  14.  
    Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Até agora só li "The Colour Out of Space". Damn, que viagem!


    EDIT: Uma dica de tirinha sobre Cthulhu:

    http://www.hello-cthulhu.com/

    É bem divertido. :yep:
     
    Última edição: 2 Jul 2013
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  15.  
    Grimnir

    Grimnir Well-Known Member

  16.  
    Clara V.

    Clara V. ??!!

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  17.  
    Mavericco

    Mavericco I am fire and air.

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  18.  
    G.

    G. Ai, que preguiça!

    Lembro que alguém falou no tópico de lançamentos que a Hedra iria lançar ainda esse ano a ficção completa do moço - sabem se isso procede mesmo :D?
     
  19.  
    Clara V.

    Clara V. ??!!

    Eu li que vai sair a biografia dele.
    Ficção completa, não sei.
    Quem sabe mais sobre isso é o @Tilion .
    :yep:
     
  20.  
    Rauthar Hast

    Rauthar Hast Usuário

    Li apenas o livro "O Chamado de Cthulhu e Outros Contos" da Editora Hedra, e é com certeza o melhor livro de terror que já li. De verdade, não consegui ficar com "medo" em nenhum dos contos, mas mais com curiosidade e ao mesmo tempo aflição da descoberta. Exceto com o conto "O Assombro nas Trevas". Ler às 3 da madrugada completamente no escuro (só com a iluminação da TV) um conto que falava sobre um monstro "invisível" que vivia na escuridão, me fazia perder um pouco de masculinidade toda vez que eu ouvia um barulho estranho enquanto lia, hahaha.

    Se HP Lovecraft não tivesse mérito por criar ótimas estórias de terror/horror (pq realmente, ele tem), já seria suficiente louvá-lo pelas criaturas horrendas que ele criou, com a sempre supremacia de Cthulhu.

    Acho que o que pega com Lovecraft é realmente o medo do desconhecido. Ninguém nunca soube, por exemplo, qual é a forma de Dagon, e mesmo assim ele é uma criatura assustadora, simplesmente por como Lovecraft descreve o personagem que o estava vendo. Lovecraft nunca precisou descrever uma criatura para torná-la horrenda, mas apenas aquele que a observa.


    E já que o tópico é sobre Lovecraft, alguém aí tem o Necromicon? Eu tenho vontade de comprar o livro, mas ao mesmo tempo é um dos livros que mais tenho medo de ver na vida.
     
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