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Valinor entrevista Ted Nasmith

Tópico em 'Comunicados, Tutoriais e Demais Valinorices' iniciado por Artigos Valinor, 25 Jun 2005.

  1. Artigos Valinor

    Artigos Valinor Usuário

    Todo fã de Tolkien que se preze já ouviu falar em Ted Nasmith. Ou pelo menos já viu muitas de suas ilustrações na internet e em livros, mesmo não sabendo que eram dele. Nascido em Goderich, estado de Ontário, no Canadá dos anos 50, Nasmith desenha desde pequeno. Foi no terceiro ano da high-school (o colegial lá fora) que a irmã de Ted o apresentou a “O Senhor dos Anéis”, que logo se tornou um novo foco para o futuro artista. Foi observando os calendários de 1976, 1977 e 1978 dos irmãos Hildebrandt que Nasmith resolveu fazer arte tolkien-based profissionalmente, visando publicações. No ano de 1987, quatro trabalhos do canadense figuraram no Tolkiens Calendar. Em 1990, o calendário ficou repleto de pinturas de Nasmith, autor também dos calendários de 2002, 2003 e futuramente do de 2004. Mas a vida de Ted Nasmith não é só Tolkien. Ele já trabalhou em um escritório de arquitetura e já fez trabalhos com automóveis. Não bastasse a habilidade com pincel, lápis e tudo mais, Ted também tem um pé na música: é guitarrista, já foi tenor de coral e é compositor.

    Colaboradores Valinor (CV) - Vamos começar com algumas informações particulares: Nome, data de nascimento, estado civil, filhos, endereço...

    Ted Nasmith (TN) - Nasci em 24 de janeiro de 1955, e tenho 49 anos. Vivo em Markham, um subúrbio de Toronto, Canadá. Eu tenho três filhos adolescentes, sendo dois homens e uma mulher.


    CV - Atualmente, você trabalha tão somente como ilustrador freelancer, ou tem algum emprego regular?

    TN - Não, trabalho exclusivamente como freelancer.


    CV - Seus últimos trabalhos são todos baseados na obra de Tolkien ou há algo na sua arte atualmente que fuja a essa temática?

    TN - No decorrer do último ano, devo ter feito três pinturas não baseadas na obra de Tolkien, sendo as demais inspiradas em passagens do Silmarillion. As pinturas não baseadas em Tolkien correspondiam a renderings arquitetônicos, à capa de um comic para a série "Hedge Knight" (de Geo. RR Martin), e a uma ilustração de automóveis, na qual figuravam dois carros exóticos.


    CV - Você teve experiência no passado como renderer em um escritório de arquitetura. Fale sobre seu trabalho como renderer, e em como era trabalhar com arquitetura. Qual foi a influência desse seu trabalho na elaboração das construções (Tirion, Minas Tirith, Gondolin, etc) que foram ilustradas nas suas pinturas baseadas no universo criado por Tolkien?

    TN - Minha experiência como renderer me ajudou a melhor entender arquitetura num sentido mais amplo, e minha perícia no renderizar me deu a habilidade de conceber e pintar elementos arquitetônicos na arte baseada em Tolkien com maior realismo. Eu sempre tive simpatia pelo visual e textura de materiais como pedra, vidro, e madeira, por exemplo.


    CV - Você também trabalhou ilustrando automóveis no Estúdio TDF de Toronto. Conte-nos mais sobre seu trabalho lá e sobre seu amor por automóveis (inspirado no trabalho de Art Fitzpatrick, de acordo com você mesmo).

    TN - Na verdade, eu nunca trabalhei nos Estúdios TDF, mas era um caminho que eu poderia ter trilhado no começo da carreira.
    No final das contas, eu não estava interessado em trabalhar anonimamente pra eles, e segui meu próprio caminho. Eu cheguei a ser entrevistado por eles num dado momento, mas estava era pedindo para me mandarem qualquer trabalho em abundância. Eu sempre amei arte automotiva, particularmente o trabalho de Art Fitzpatrick, que eu conheci eventualmente em uma Tradicional Feira de Carros perto de Detroit. O trabalho dele é fora de série, e ele chegou a figurar em uma revista de então chamada "Automóveis Colecionáveis" (Collectible Automobile). Sua notável versatilidade como ilustrador me cativou em uma época em que ainda não tinha tido contato com Tolkien. A partir do momento em que percebi que a carreira de ilustrador de carros não era adequada (a fotografia estava substituindo os ilustradores totalmente já em 1972 quando eu estava iniciando a minha carreira), comecei a trabalhar com renderings arquitetônicos, um tipo de ilustração que de algum modo iria requerer imagens de carros em várias circunstâncias.
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    CV - Qual foi sua motivação para começar a ilustrar o universo de J.R.R. Tolkien em uma época onde poucos (como os irmãos Hildebrandt) se arriscavam a fazê-lo?

    TN - Minhas primeiras pinturas baseadas na obra de Tolkien não implicavam em qualquer risco porque eram somente feitas para meu próprio lazer. Eu concluí que isso era algo que eu queria fazer seriamente, mas estava contente, a princípio, em conceber essas obras sem a expectativa de vê-las publicadas.


    CV - No seu site oficial, você conta que foi inspirado pelos calendários dos irmãos Hildebrandt. Quais eram, na sua opinião, os pontos fortes e fracos do trabalho deles?

    TN – Eu fui inspirado pelo realismo e pela dramaticidade da arte deles, e também em como eles nos traziam exemplos de possíveis interpretações das cenas em Tolkien. Nem sempre eu concordava com o que via, e isso me inspirou a criar minhas própria idéias e visões de tudo aquilo com muito mais força. Eu prefiro não criticar o trabalho deles, mas aspirantes a ilustradores do universo tolkieniano vêem na arte deles as possibilidades de desenvolver um extenso portfólio de ilustrações de "O Senhor dos Anéis". Foi deles a primeira expressão profissional propriamente dita da arte tolkieniana, e isso ajudou a criar um apetite para esse tipo de público.


    CV - E quanto a Alan Lee e John Howe? O que você mais admira nos trabalhos deles individualmente? Quais são a melhor e a que menos te agrada dentre as ilustrações de cada um deles?

    TN - Novamente a cortesia profissional me impede de criticar meus colegas de trabalho. Eu tenho grande admiração por ambos, e nós compartilhamos de um privilégio único como ilustradores do universo criado por Tolkien. Cada um de nós desenvolve suas próprias visões a partir de Tolkien, e cada um tem seus próprios fãs e apoiadores, ou detratores.


    CV - Qual a melhor pintura tolkieniana feita por qualquer outro ilustrador que não você, na sua opinião?

    TN - Não tenho favoritos nessa categoria, sério. Eu admiro muitos trabalhos de outros artistas, e sou alguém que não gosta de escolher um único favorito quando há muitas opções de escolha. Eu disse certa vez que, entre os ilustradores inspirados por Tolkien, o trabalho simples mas sincero e audacioso de Joan Wyatt me é muito caro. Você pode dizer quando alguém realmente sente Tolkien.


    CV - Qual é sua maior virtude como ilustrador, na sua opinião? Você vê algum ponto fraco no seu trabalho?

    TN - Eu nunca conheci um artista que não fosse muito crítico do próprio trabalho, e eu não sou exceção a essa regra. Eu sou melhor tecnicamente lidando com automóveis e elementos arquitetônicos do que como artista plástico, e minha arte tolkieniana é o resultado do meu amor pela pintura tradicional. Mas eu nunca tive formação acadêmica nessas técnicas, e fui meio que auto-didata nesse sentido. Tal fraqueza na minha arte é fruto da falta tanto de perícia quanto de disciplina na área em questão. Isso tudo acrescido da realidade dos prazos e da falta de tempo para aperfeiçoar um trabalho muitas vezes. O realismo que consegui atingir é algo de que muito me orgulho, mas é também o caminho para uma atmosfera que eu tento recriar.

    Na arte tolkieniana, meço o quanto estou tendo de êxito de acordo com o que as pessoas me dizem quando capturo o que elas viram em suas próprias imaginações, e então eu continuo tentando discernir as mais tolkienianas interpretações para uma dada cena. Muitos podem ver o realismo da minha arte como uma fraqueza minha; que um trabalho mais impressionista ou abordagem mais estilizada refletem as idéias de "magia feérica" mais adequadamente.


    CV -E entre os trabalhos de sua autoria, qual é a sua arte tolkieniana favorita?

    TN - Eu acho que uma das minhas peças favoritas é a Marcha dos Ents (The Wrath of The Ents).
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    CV - Quais técnicas e materiais você prefere usar nas suas ilustrações? Conte-nos um pouco mais sobre o processo criativo de pinturas belas como "Tuor alcança a cidade escondida de Gondolin" (Tuor reaches the hidden city of Gondolin).

    TN - Eu queria dar à cena de Gondolin um grande tratamento, e dar ao observador a impressão de que, de repente, se defrontava com uma visão do Reino Esquecido. Eu sempre começo com pequenos desenhos a lápis, e depois evoluo para desenhos maiores e esboços mais detalhados (como o da visão da cidade). Depois eu decido de onde a luz vai estar vindo, o tipo de atmosfera etc. Faço um esboço a cores da peça já no estágio final antes de arte-finalizar à guache em uma tela (prancha Bainbridge # 80; guache da Winsor and Newton/designers colour).


    CV - Você usa alguma referência real para compor as cenas das suas ilustrações (fotografias, referências históricas etc.), ou é tudo fruto da sua imaginação após a leitura dos livros? E quanto aos personagens, o processo seria o mesmo?

    TN - Ambos. Eu tenho impressões imagéticas muito fortes na minha mente, mas também me baseio em iconografia de arquivos, livros e revistas assim como de fotos eu tirei ao longo dos anos.


    CV - Em muitos dos seus trabalhos, podemos ver planos gerais, com o foco em panorâmicas muito detalhadas. Você tem preferência por esse tipo de composição? Há alguma relação entre isso e a sua experiência profissional no passado?

    TN - Há um cross-over entre minhas panorâmicas tolkienianas (eu concordo que nelas reside minha força) e meu trabalho com arquitetura, porque eu costumava fazer (e ainda faço ocasionalmente) grandes vistas aéreas de shoppings, parques industriais e aeroportos com os detalhes da paisagem em volta que se estendem até a linha do horizonte.


    CV - Fora do meio artístico inspirado por Tolkien, quais são os pintores que mais te inspiraram profissionalmente? Algum deles foi uma inspiração fundamental no começo da sua carreira ou no desenvolvimento do seu trabalho?

    TN - No segundo grau, eu costumava gostar muito de Maxfield Parrish, um ilustrador americano famoso por panorâmicas detalhadas. Eu também gosto muito de Frederick Church, William Bouguereau, Thomas Moran, Herman Herzog, Albert Beirstadt e muitos outros artístas do gênero.


    CV - Há algum outro universo fantástico que inspire seu trabalho além do legendarium de Tolkien? Se há, qual(quais) seria(m)?

    TN - Na verdade não. Eu admiro os mundos inventandos por muitos autores, como Frank Herbert (Duna), George RR Martin, Richard Adams, ou Joan D. Vinge, mas não me mobilizei para explorá-los como ilustrador.


    CV - Sabendo que você começou sua carreira nos anos 70, uma era cheia de inspiração para artistas que trabalhavam em capas de discos de vinil para bandas progressivas, foram as pinturas de artistas como Roger Dean, que descreviam universos fantasiosos, de alguma influência no seu trabalho?

    TN - A arte de capas dele provavelmente me encorajou de algum modo a desenvolver minhas próprias idéias, mas eu nunca vi Dean como uma influência primária. A arte dele é em aquarela e muito fantástica, enquanto o mundo de Tolkien é mais realista e naturalista de um modo geral. Muito da arte e cartazismo psicodélicos daquela época eram interessantes, eu devo confessar, com cenas de por do sol sublimes e repletas de detalhes; plantas, animais, figuras e tudo isso normalmente inserido em um contexto cênico tropical e sereno por meio de um mar.
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    CV - Qual livro de J.R.R. Tolkien é seu favorito? E com qual personagem você tem mais afinidades?

    TN - Eu suponho que "O Senhor dos Anéis" sempre vence no que concerne à magnificência narrativa. Eu também amo o "Silmarillion", mas não da mesma forma. Eu acho que Frodo ganha como o personagem com o qual mais me identifico.


    CV - Qual a sua opinião acerca dos filmes de “O Senhor dos Anéis”? Do que você gostou e do que não gostou? Há algo que você faria diferente se fosse o Peter Jackson?

    TN - Me desculpe; essa questão levaria páginas para responder! Basta dizer que, de um modo geral, eu admiro muito o que o Sr. Jackson fez, e isso será assunto para conversas entre os fãs de Tolkien por anos, presumo. Claro que eu tenho certas ressalvas em relação aos filmes, algumas até sérias, mas certas horas acho mágico ver o mundo da Terra-Média recriado na minha frente daquela forma.


    CV - O que você acha da direção de arte nos filmes de "O Senhor dos Anéis"? Você faria algo de forma diferente se pudesse?

    TN - Se eu pudesse, talvez sim, mas a direção de arte foi muito bem conduzida, na minha opinião.


    CV - Seria possível pra você nos dar alguns exemplos (ao menos um) do que você teria feito diferente se fosse o responsável pela direção de arte nos filmes?

    TN - Eu faria algumas mudanças se tivesse sido consultado, provavelmente. Barad-Dûr e outros elementos arquitetônicos seriam feitos mais ao meu gosto, particularmente Minas Tirith e Orthanc/Isengard. Em relação às vestimentas dos guerreiros, eu usaria menos couraças. No meu entender, o visual da Terra-média sugere algo mais próximo do que era o norte europeu da Idade do Bronze no que diz respeito a indumentária, com soldados vestindo armaduras de cotas de malha etc., e não couraças parciais e outras coisas do tipo, que são muito mais greco-romanas ou persio-asiáticas. Se fosse fazer do meu jeito, os nazgûl deveriam ter longos bicos [1], os olifantes seriam grandes mas não gigantes, a Laracna seria mais esguia e larga (mas não como uma tarântula), Scadufax seria cinza e não branco, e o Balrog NÃO teria asas!

    Por fim, eu acho que teria feito a Terra-média parecer mais triste, com menos cenas diurnas onde Tolkien disse que os personagens viajaram durante a noite, e panoramas (como Rohan ou o Topo do Vento) mais fidedignos à descrição de Tolkien, e/ou minhas pinturas. Lothlórien seria menos grandiosa e mais para o topo, mais como Tolkien descreveu.


    CV - Você soube da produção dos filmes antes que eles começassem a ser filmados? Era do seu desejo participar da direção de arte dos filmes?

    TN - Eu soube deles alguns meses antes do começo das filmagens sim. Eu presumi que decisões acerca da equipe de arte já tivessem sido tomadas, mas escrevi para a equipe de produção assim mesmo. Por uma série de motivos, entretanto, decidi não me juntar à produção na Nova Zelândia acreditando que poderia viver com essa decisão.


    CV - Teriam a produção dos filmes baseados nos livros de Tolkien aumentado de algum modo a visibilidade do seu trabalho?

    TN - Creio que sim; o aumento do interesse por Tolkien significa o aumento do interesse pela minha arte, e eu pus um website no ar exatamente antes de "As Duas Torres" começar a ser divulgado. Eu fui convidado para ir a muitas convenções que se seguiram aos filmes, e a freqüência desses convites só fez aumentar conforme a divulgação dos filmes ia se dando; é algo a que também pode ser creditado em parte ao aumento do número de convenções tolkienianas e de grupos de fãs agora.
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    CV - Você também tem envolvimento com música. Toca guitarra, canta e compõe (algumas músicas inclusive inspiradas na obra de Tolkien) e já foi inclusive tenor. Conte-nos mais sobre seu lado musical, e sobre seu projeto de criar um ciclo em 20 músicas sobre Beren e Lúthien.

    TN - Eu aprendi a tocar guitarra quando era adolescente, junto com dois irmãos. Apesar de tocar muito heavy rock na adolescência, eu pendi depois para a música cristã e escrevi muitas canções com essa inspiração, assim como músicas para duas ou mais vozes. Também cantei em coros de igrejas por muitos anos, e em uma grande comunidade de cantores em Toronto. As canções inspiradas por Tolkien foram escritas junto com outras, e há cerca de seis anos meu amigo Alex e eu co-escrevemos um ciclo de canções inpiradas em Beren e Lúthien; 20 músicas com unidade temática, mas com muita variação musical e de estilo na sua estrutura. Não foi escrito num estilo estritamente clássico ou celtico, mas um estilo musical próprio meu e do Alex, uma mistura de idéias modernas com tradições harmônicas e do folk. Eu queria capturar a atmosfera mística feérica, assim como a pungência e beleza dessa estória. Isso se aplicou perfeitamente ao som, na verdade. Eu ainda estou por terminar o trabalho (agora em sua maioria nas minhas mãos como compositor, arranjador e gravador). Ainda será necessária uma licença da “Tolkien Estate” antes que eu possa comercializar o material, e será disponibilizado em uma caixa com dois CDs se isso um dia vier a ser comercializado.


    CV - Qual a sua opinião sobre a nova geração de músicos inspirados por Tolkien, bandas de heavy metal como o “Blind Guardian”, e grupos clássicos como o “Tolkien Ensemble”? Você conhece alguma dessas bandas? Alguma delas inspira você de algum modo nas suas próprias composições e pinturas?

    TN - Eu conheci Caspar Reiff [2] pessoalmente, e admiro muito o que ele tem feito. Eu nem sempre gosto das escolhas dele quanto ao estilo musical, e tenho meus próprios e distintos padrões e visão em relação a alguns poemas de Tolkien, mas acho que "Uma Tarde em Rivendell" (“An Evening in Rivendell”) é uma das mais bem executadas contribuições musicais tolkienianas de que tenho notícia. Quando isso apareceu era como respirar ar fresco. Eu não ouvi Blind Guardian ainda, mas acredito que as pessoas são livres para interpretar seu autor musicalmente da forma como lhes aprouver. Se isso não é do seu gosto, é claro que você não precisa comprar.


    CV - E por falar em heavy metal, uma banda de nome "Battlelore", que compõe somente música inspirada em Tolkien, tem ilustrações suas em dois dos seus albuns: "Where the Shadows Lie" é associada a "Morgoth e o Alto Rei dos Noldor" ("Morgoth and The High King of Noldor"), e "Swords Song" com O "Assassínio de Glaurung" ("The Slaying of Glaurung"). Você foi informado disso? Conhece o trabalho deles?

    TN - Eu emprestei meu trabalho para duas capas de CDs do “Battlelore”, sim, para os quais eles obtiveram permissão oficial. Eu acho que a música deles é antes de tudo maravilhosa, tremendamente intrincada e sem dúvida difícil de executar, e admiro bandas com a disciplina e visão que esses cavalheiros e damas têm. Foi um raro prazer lidar com eles, na verdade. A música deles não é a minha menina-dos-olhos, mas eu não desgosto dela, de modo algum. De um modo geral eu tenho um gosto bem eclético.


    CV - Você também já falou que tem planos de visitar o Brasil em 2004. É certo isso? E o que você sabe sobre o Brasil? Conhece o trabalho de algum pintor daqui?

    TN - Sim, estou indo para São Paulo e Brasília entre 25 e 28 de junho desse ano, com meu filho Mike, que é grande fã de futebol. Eu sei um bocado de conhecimentos gerais sobre o Brasil, mas não muitos detalhes. Eu sei que a língua nacional é o português, que vocês têm os melhores jogadores de futebol do planeta, que todos os anos o carnaval é uma celebração grandiosa, e as mais variadas informações sobre as pessoas, a música, as florestas tropicais, a cultura e a geografia. Mas eu não conheço nenhum artista do Brasil em particular, presumo.

    Meus cumprimentos,
    Ted.
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    Notas

    1 - Nota dos entrevistadores: Nessa passagem não ficou claro se Ted se referia às montarias dos nazgûl, as bestas aladas, ou aos próprios. Optou-se por traduzir o termo "Nazgûl wouldve had long beaks" literalmente, mantendo o sentido um tanto quanto dúbio da afirmação.

    2 - Músico e compositor, Caspar Reiff devotou os oito últimos anos da sua carreira como músico pra trazer as baladas e poemas da obra de Tolkien pra vida real. Dois dos quatro cds da sua “Tolkien Ensemble” (“At Dawn in Rivendell”) foram recentemente lançados (com a participação do prodígio vocal de Christopher Lee).
     

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